A Lenda do Guaraná
Conta a Lenda que em uma aldeia dos índios Maués havia um casal, com um único filho, muito bom, alegre e saudável.

Ele era muito querido por todos de sua aldeia, o que levava a crer que no futuro seria um grande chefe guerreiro. Isto fez com que Jurupari, o Deus do mal, sentisse muita inveja do menino. Por isso resolveu matá-lo. Então, Jurupari transformou-se em uma enorme serpente e, enquanto o indiozinho estava distraído, colhendo frutinhas na floresta, ela atacou e matou a pobre criança.

Seus pais, que de nada desconfiavam, esperaram em vão pela volta do indiozinho, até que o sol foi embora.

Veio a noite e a lua começou a brilhar no céu,  iluminando toda a floresta. Seus pais já estavam desesperados com a demora do menino. Então toda a tribo se reuniu e saíram para procurá-lo. Quando o encontraram morto na floresta, uma grande tristeza tomou conta da tribo.

Ninguém conseguia conter as lágrimas. Neste exato momento uma grande tempestade caiu sobre a floresta e um raio veio atingir bem perto do corpo do menino.

Todos ficaram muito assustados. A índia-mãe disse: "...É Tupã que se compadece de nós. Quer que enterremos os olhos de meu filho, para que nasça uma fruteira, que será nossa felicidade". E assim foi feito.

Os índios plantaram os olhos do indiozinho imediatamente, conforme o desejo de Tupã, o rei do trovão.

Alguns dias se passaram e no local nasceu uma plantinha que os índios ainda não conheciam. Era o Guaranazeiro.

É por isso que os frutos do guaraná são sementes negras rodeadas por uma película branca, muito semelhante a um olho humano.

A Lenda do Guaraná
E o fruto trouxe progresso da tribo. Ajudou os velhos e deu mais força aos guerreiros.

Curiosidades sobre o guaraná:

A palavra guaraná é de origem indígena, pois deriva da palavra tupi wara’ná. É o termo dado pelos índios tupis para esta planta.

Numa outra versão da lenda, quando o bom índio nasceu, pararam as guerras que existiam entre as tribos indígenas rivais da região. Veio então um período de paz e fartura.

Guaraná (Paulinia cupana) – do tupi wara’ná. Arbusto trepador que tem propriedades excitantes, pelo conteúdo de cafeína e teobromina.

As sementes maduras do guaraná, depois de torradas e moídas, formam uma massa plásticas macia e homogênea de cor cinzenta, que, depois da defumação para secagem, muda para vermelho-escura, às vezes quase roxa, escurecendo com o tempo, devido à oxidação. É na fase de massa moldável que se preparam os “pães”, de formas cilíndricas, elípticas ou ovais, que, depois de adquirirem consistência extremamente dura e inalterável, são oferecidos no comercio.

O “pão” de guaraná é constituído por massa duríssima e, para ser consumido, precisa ser desbastado com lima de aço ou, como o fazem as populações rurais da Amazônia, limado com o osso hióide (erradamente chamado de língua) do Pirarucu.

Como refrigerante, o nome guaraná é reservado à bebida não alcoólica, gasosa, que contenha no mínimo 1% de extrato de guaraná (produto resultante do esmagamento da semente de guaraná torrada), mais açúcar, acidulantes (como o ácido cítrico) e substâncias aromáticas. Muito difundido no Brasil, o guaraná é também exportado; tem ação refrigerante e tônica, sendo rico em cafeína.

No folclore, Guaraná de figuras, são enfeites fabricados com sementes de guaraná descartadas como inaproveitáveis para a alimentação, com as quais se faz a massa plástica e que se defuma para endurecer.

Verdadeiros artistas modelam objetos (bandejas, cálices, canetas), frutas (biribás, ananás, mungubas) e animais (antas, quatis, jacarés, macacos, tatus), que são comercializados como curiosidades ou lembranças de viagem pela Amazônia.

Os índios Maués preparam uma massa comestível com as sementes desse arbusto.
Diferenças Entre Mitos e lendas
Não raro, os termos mito e lenda são empregados erroneamente como sinônimos. Embora os dois tenham uma relação e possuam elementos comuns, fazendo parte da tradição oral dos povos, são manifestações diferentes.

Tanto o mito como a lenda são narrações que contam ou explicam determinados episódios históricos ou religiosos de uma determinada comunidade, porém, existem diferenças entre os dois.

Os mitos

Diferenças Entre Mitos e lendas
O mito é uma narração de caráter fantástico, normalmente protagonizada por personagens sobrenaturais e heroicos, sendo usado para explicar fatos da realidade e fenômenos naturais que não eram compreendidos pelos povos antigos.

Este tipo de narração procura explicar a origem do mundo, os fenômenos da natureza ou determinados aspectos religiosos vinculados a uma comunidade ou civilização, com a utilização de simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis, misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que existiram de fato.

Confira a seguir as características dos mitos:
  • Possui caráter explicativo ou simbólico;
  • Busca explicar as origens do mundo e do homem por meio personagens como deuses ou semi-deuses;
  • Explica a realidade por meio de suas histórias sagradas, que não possuem embasamento para serem aceitas como verdades.
A mitologia agrupa todos os mitos de uma determinada comunidade ou civilização. Dentre os mitos mais populares estão a caixa de Pandora, os mitos dos deuses que deram nome aos planetas do Sistema Solar e o mito de Excalibur.

As lendas

As lendas são relatos folclóricos transmitidos oralmente, com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. As histórias são fantásticas e são criados com elementos de ficção que podem ser baseadas em algum acontecimento histórico.

As lendas são contadas ao longo do tempo e podem ser modificados pela imaginação das pessoas e, por este motivo, uma mesma lenda pode ser diferente entre uma população e outra, adaptando-se às circunstâncias de cada comunidade.

Este tipo de narração costuma servir para explicar algum acontecimento histórico ou de uma determinada comunidade. Também possuem um caráter literário e existem livros com este tipo de histórias.

Confira a seguir as características das lendas:
  • Ocorre a mescla da realidade dos fatos com fantasia ou ficção;
  • Faz parte da tradição oral;
  • Os fatos reais e históricos servem como suporte às histórias;
  • Por serem repassadas oralmente, sofrem mudanças ao longo do tempo.
A lenda do cavalo de Tróia é um exemplo universal deste tipo de narração. No Brasil, podemos destacar as lendas da Cuca, Saci Pererê, Curupira ou Caipora, Mula-sem-cabeça, Boitatá e Pisadeira.

Autor: Débora Silva
Graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)
Aventuras de Perseu
A vida de Perseu era muito interessante, cheia de aventuras. Ele era o filho do deus Zeus e Dânae.

Sua reputação e caráter rapidamente o transformaram em um herói local de Argos (um lugar em Peloponeso, na Grécia). Acrísio, o avô de Perseu, perguntou a um oráculo se ele alguma vez teria filhos; a resposta que ele obteve foi chocante e levou-o a viver uma vida de paranoia.

Ele foi informado de que sua filha teria um filho que eventualmente o mataria. Acrísio, conduzido pela força do medo, manteve sua filha Dânae presa em uma caverna subterrânea com paredes de latão. No entanto, o poderoso Zeus, que tinha um olho para a beleza e um jeito com as mulheres que poucos ousavam competir, já havia visto a linda donzela.

Ele se transformou em uma chuva dourada e entrou na caverna onde Dânae era mantida. Através de sua união, Dânae deu à luz um bebê, que conseguiu manter em segredo por algum tempo.

Porém, não demorou muito para que seu pai irritado descobrisse sobre o bebê. Ele se recusou a acreditar que Zeus tinha algo a ver com isso, então ele condenou a enfermeira de Dânae, pois ele acreditava que ela havia orquestrado esse caso.

Aventuras de Perseu
Ele pensou em matar seu próprio neto, mas sua culpa não o deixaria. Desesperadamente buscando uma solução que não representaria perigo para sua vida, ele decidiu. Ele tinha uma arca de madeira construída para sua filha e seu neto, e imediatamente ordenou que os dois fossem colocados nela e se pusessem à deriva no mar.

Dias e noites se passaram, Dânae e seu bebê sobreviveram. Eventualmente, a arca de madeira foi parar na ilha de Sérifos. Lá, um pescador chamado Dictes, que era o irmão de Polidecto, o governante da ilha, encontrou a arca.

Ele gentilmente levou o jovem Perseu e sua mãe e compartilhou sua casa com eles.

Durante este tempo, Perseu tornou-se um homem forte e valente abençoado com muitos talentos, sem dúvida o resultado da graça de Deus. No entanto, Polidecto se apaixonou por Dânae, e Perseu, querendo protegê-la, manteve sua mãe sob guarda o tempo todo.

Então, Polidecto elaborou um plano; ele convidou alguns amigos para o jantar e perguntou-lhes que presente eles o traria se ele alguma vez pedisse um. Perseu respondeu que se fosse necessário, ele levaria a cabeça de Medusa, a Górgona, para ele; Medusa era um monstro temível, que transformava em pedra qualquer pessoa que a olhasse nos olhos.

O Rei concordou e pediu a Perseu para lhe trazer a cabeça da Medusa, caso contrário, ele tomaria sua mãe pela força.

Perseu empreendeu sua aventura para obter a cabeça de Medusa. Os deuses, é claro, que gostavam de intervir nos assuntos dos mortais, não deixariam Perseu indefeso.

Athena e Hermes começaram a ajudar Perseu com esse desafio. Com sua inteligência e perspicácia, Perseu conseguiu enganar as ninfas. Eles lhe deram sandálias aladas, então ele podia voar acima do chão; um saco, para que ele pudesse levar a cabeça da Medusa; e o capacete de Hades, o que o tornaria invisível.

Usando as sandálias aladas, Perseu voou acima de Medusa, olhando apenas seu reflexo usando o escudo brilhante que Athena lhe havia dado. Invisível graças ao capacete de Hades, Perseu cortou a cabeça da Medusa, colocou-a no saco e voltou para casa.

Ao voltar para casa, conheceu Andrômeda a quem ele salvou de um monstro marinho. Eles rapidamente se apaixonaram e decidiram se casar. No entanto, o tio de Andrómeda, que a queria para si mesmo, discordou e conspirou para matar Perseu. Ter a cabeça de Medusa deu a Perseu uma grande vantagem.

Ele tirou a cabeça e assim que o tio de Andrómeda a olhou, ele se transformou em pedra. Quando Perseu chegou em casa, ele fez o mesmo com Polidecto, que estava perseguindo a mãe de Perseu.

O que aconteceu, no entanto com Acrísio, o avô de Perseu?

Ao ouvir as realizações de Perseu, ele fugiu para muito longe, mas isso não foi suficiente para escapar de seu destino. Ele participava de uma cerimônia de jogos na cidade de Larissa, que foi organizada pelo rei Tentâmides. Perseu também participava do evento; quando foi sua vez de jogar o disco, ele escorregou de sua mão e bateu na cabeça de seu avô, matando-o.

Quando Perseu descobriu que ele havia matado seu avô, ele ficou profundamente triste e ele o enterrou com honra.
47 Músicas do Folclore Brasileiro
A música folclórica brasileira envolve cantos, festejos, danças, jogos, religiosidade e brincadeiras diversas. Saul Martins, em seu estudo acerca do assunto, aponta o lundu, a tirana e a modinha como primeiras manifestações da música folclórica no Brasil. Sendo a primeira trazida pelos africanos, a segunda pelos espanhóis e a última pelos portugueses.

De acordo com o mesmo autor, são características da música folclórica:

É procedente das camadas mais simples da sociedade. É anônima, espontânea, durável, persistente e, antiga ou tradicional, não está sujeita à moda, é uma herança cultural. É funcional, ou seja, atende a uma necessidade psicológica. É transmitida por via oral, sem muitas técnicas, de forma direta, às vezes com variantes. É tecnicamente simples, com melodias e letras de pequena extensão, portanto de fácil assimilação.

É ainda Saul Martins, quem tenta de certa forma dar uma classificação ao gênero, entre as quais se incluem modinhas, lírico-narrativas, brejeiras, religiosas, satíricas, de oficio, de autos e folguedos, de diversão e de danças.

Antônio Henrique Weitzel, divide a música folclórica em acalantos, cancioneiro Infantil, cantigas de roda, toadas de escolha, toadas de ensino, brincadeiras cantadas, romance, abecês, quadras e desafios. Além dessas, podemos encontrar ainda, os aboios, pregões, emboladas, toadas sertanejas e a moda de viola, sendo as três últimas conhecidas por cantorias.

Além das letras e das melodias, segundo Luiz Martins Abraão e Saul Martins, temos também os instrumentos considerados folclóricos, entre os quais, se incluem a viola, a rebeca e especialmente os instrumentos de origem africana, como o atabaque, o adjá, o bongô e outros.

47 músicas do Folclore Brasileiro

A característica principal das músicas do folclore brasileiro é com relação à sua popularidade. Sim, porque as canções que ouvimos quando criança são populares até hoje, pois vêm sendo transmitidas de geração em geração. São letras simples, às vezes com muitas repetições, o que facilita a memorização.

Existem diversas definições para o que se considera como música folclórica. Entre elas:

  • Músicas que não têm um autor conhecido.
  • Canções que foram transmitidas por diversas gerações através da tradição oral, sem serem escritas.
  • Canções que ninguém possui - que entraram no "domínio público".
  • Canções que todos em uma comunidade conhecem.
  • Música étnica: músicas pelas quais um grupo cultural se define - ou pela qual é definido.
  • Música acústica tocada com instrumentos "tradicionais".
  • Música que qualquer um pode tocar e cantar.
  • Música interpretada por músicos amadores.
  • Música que aborda temas de cunho social e político.
  • Canções de, por, e para "as pessoas".
  • Canções baseadas em imagens naturais, lendas antigas e simbolismo arquetípico.
  • Músicas de história; Baladas.
  • Músicas onde as letras realmente "importam".
  • Música que desafia as categorizações

Veja 47 músicas do folclore Brasileiro

Escravos de Jó

Os escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.

Eu entrei na roda

Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na “rodadança”
Ai, eu não sei dançar
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um
Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar
Todo mundo se admira da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda.

Fui ao Tororó

Fui no Tororó beber água não achei
Achei linda Morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada
Oh! Dona Maria,
Oh! Mariazinha, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha!

Marcha soldado

Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acorda acorda acorda
A bandeira nacional.

Marinheiro só

Oi, marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a navegar?
Marinheiro só
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só
Foi o balanço do mar
Marinheiro só.

Meu limão, meu limoeiro

Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Uma vez, tindolelê,
Outra vez, tindolalá.

Peixe vivo

Como pode o peixe vivo
Viver fora d’água fria?
Como pode o peixe vivo
Viver fora d’água fria?
Como poderei viver,
Como poderei viver,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando
Sem a tua, sem a tua companhia.

Pai Francisco

(O Pai Francisco fica fora da
roda enquanto todos cantam:)
Pai Francisco entrou na roda
Tocando seu violão!
Da…ra…rão! Dão!
Vem de lá seu delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.
(Pai Francisco se aproxima da
roda, requebrando, e escolhe
um companheiro para substituí-lo.)
Como ele vem
Todo requebrado
Parece um boneco
Desengonçado.
(A brincadeira recomeça.)

A barata diz que tem

A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só
A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!
A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim.

A canoa virou

A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar
Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.

Alecrim

Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
É o alecrim?
Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos
Alecrim do meu coração
Que nasceu no campo
Com esta canção.

Atirei o pau no gato

Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau!!!!!!

A gatinha parda

A minha gatinha parda, que em Janeiro me fugiu
Onde está minha gatinha,
Você sabe, você sabe, você viu ?
Eu não vi sua gatinha, mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa, foi a bruxa pica-pau.

A rosa amarela

Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá
Para me enxugar, ô Iá-iá
Esta despedida, ô Iá-iá
Já me fez chorar, ô Iá-iá…

Se esta rua fosse minha

Se esta rua,
Se esta rua fosse minha,
Eu mandava,
Eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas,
Com pedrinhas de diamantes,
Só pra ver, só pra ver
Meu bem passar
Nesta rua, nesta rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
Tu roubaste, tu roubaste o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
É porque, é porque te quero bem

Balaio

Eu queria se balaio, balaio eu queria ser
Pra ficar dependurado, na cintura de “ocê”
Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração
Moça que não tem balaio, sinhá
Bota a costura no chão
Eu mandei fazer balaio, pra guardar meu algodão
Balaio saiu pequeno, não quero balaio não
Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração.

Boi Barroso

Eu mandei fazer um laço do couro do jacaré
Pra laçar o boi barroso, num cavalo pangaré
Meu Boi Barroso, meu Boi Pitanga
O teu lugar, ai, é lá na cana
Adeus menina, eu vou me embora
Não sou daqui,ai, sou lá de fora
Meu bonito Boi Barroso,que eu já dava por perdido
Deixando rastro na areia logo foi reconhecido.

Boi da cara preta

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta
Não , não , não
Não pega ele não
Ele é bonitinho, ele chora coitadinho.

Cachorrinho

Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca, Cachorrinho, deixa o meu benzinho entrar
Ó Crioula lá! Ó Crioula lá, lá!
Ó Crioula lá! Não sou eu quem caio lá!
Atirei um cravo n’água de pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam, viva D Pedro Segundo.

Cai cai balão

Cai cai balão, cai cai balão
Na rua do sabão
Não Cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!
Cai cai balão, cai cai balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!

Capelinha de melão

Capelinha de Melão é de São João
É de Cravo é de Rosa é de Manjericão
São João está dormindo
Não acorda não!
Acordai, acordai, acordai, João!

Ciranda, cirandinha

Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou,
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.

A barraquinha

Vem, vem, vem sinhazinha
Vem, vem, vem Sinhazinha
Vem, vem para provar
Vem, vem, vem Sinhazinha
Na barraquinha comprar
Pé de moleque queimado
Cana, aipim, batatinha
Ó quanta coisa gostosa
Para você Sinhazinha.

Mineira de Minas

Sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!
Sou carioca da gema,
Carioca da gema do ovo
Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!

Na Bahia tem

Na Bahia tem, tem tem tem
Coco de vintém, ô Ia-iá
Na Bahia tem!

Na beira da praia

Na beira da praia
Eu vou, eu quero ver
Na beira da praia,
Só me caso com você
Na beira da praia
Você diz que não, que não,
Você mesmo há de ser
Água tanto deu na pedra,
Que até fez amolecer,
Na beira da praia.

Na loja do mestre André

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho,
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violão,
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha,
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!
Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho,
Dum, dum, dum, um tamborzinho
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

O cravo brigou com a rosa

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa, despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Meu boi morreu

O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro, oh Morena
Lá no Piauí
O meu boi morreu
O que será da vaca
Pinga com limão, oh Morena
Cura urucubaca.

O meu galinho

Há três noites que eu não durmo, ola lá!
Pois perdi o meu galinho, ola lá!
Coitadinho, ola lá! Pobrezinho, ola lá!
Eu perdi lá no jardim
Ele é branco e amarelo, ola lá!
Tem a crista vermelhinha, ola lá!
Bate as asas, ola lá! Abre o bico, ola lá!
Ele faz qui-ri-qui-qui
Já rodei em Mato Grosso, ola lá!
Amazonas e Pará, ola lá!
Encontrei, ola lá!Meu galinho, ola lá!
No sertão do Ceará!

O pobre cego

Minha Mãe acorde, de tanto dormir
Venha ver o cego, Vida Minha, cantar e pedir
Se ele canta e pede, de-lhe pão e vinho
Mande o pobre cego, Vida Minha, seguir seu caminho
Não quero teu pão, nem também teu vinho
Quero só que a minha vida, Vida Minha, me ensine o caminho
Anda mais Aninha, mais um bocadinho,
Eu sou pobre cego, Vida Minha, não vejo o caminho.

Peixinho do mar

Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.

Pezinho

Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!

Pirulito que bate bate

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu
Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu.

Que é de Valentim

Que é de Valentim ? Valentim Trás Trás
Que é de Valentim ? É um bom rapaz
Que é de Valentim ? Valentim sou eu!
Deixa a moreninha, que esse par é meu!

Roda pião

O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!

Samba Lelê

Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora.

São João da Rão

São João Da Ra Rão
Tem uma gaita-ra-rai-ta
Que quando toca-ra-roca
Bate nela
Todos os anja-ra-ran-jos
Tocam gaita-ra-rai-ta
Tocam gaita-ra-rai-ta
Aqui na terra
Maria tu vais ao baile, tu “leva” o xale
Que vai chover
E depois de madrugada, toda molhada
Tu vais morrer
Maria tu vais “casares”, eu vou te “dares”
Eu vou te “dares” os parabéns
Vou te “dartes” uma prenda
Saia de renda e dois vinténs.

Sapo Jururu

Sapo Jururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está la dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento.

Teresinha de Jesus

Teresinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Teresa deu a mão
Teresinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração
Dá laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço.

Tutu Marambá

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar
Durma neném, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém
Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar.

Vai abóbora

Vai abóbora vai melão de melão vai melancia
Vai jambo sinhá, vai jambo sinhá, vai doce, vai cocadinha
Quem quiser aprender a dançar, vai na casa do Juquinha
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha.

Vamos maninha

Vamos Maninha vamos,
Lá na praia passear
Vamos ver a barca nova que do céu caiu do mar
Nossa Senhora esta dentro,
Os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor
O barquinho já vai longe
E os anjinhos a remar
Rema rema remador, que este barco é do Senhor (bis).

Você gosta de mim?

Você gosta de mim, ó menina?
Eu também de você, ó menina
Vou pedir a seu pai, ó menina,
Para casar com você, ó menina
Se ele disser que sim, ó menina,
Tratarei dos papéis, ó menina,
Se ele disser que não, ó menina,
Morrerei de paixão.

Alecrim, alecrim dourado

Alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo, sem ser semeado.
Ó meu amor, ó meu amor/ quem te disse assim. Que a flor do campo é o alecrim.
Alecrim, alecrim do campo / por causa de ti, choro o meu pranto.
Ó meu amor ...
Alecrim, alecrim aos molhos, por causa de ti, choram os meus olhos.
Ó meu amor ...
Alecrim, alecrim cheiroso, que se esvoaçou e brotuo de novo.
Ó meu amor ...

Os escravos de jó, jogavam caxangá

Os escravos de jó, jogavam caxangá
Os escravos de jó, jogavam caxangá
Tira, põe, deixa o zambelê ficar
Guerreiros, com guerreiros, fazem zig, zig, zá.
Guerreiros, com guerreiros fazem zig, zig, zá. Plantei um pé de alface
Plantei um pé de alface, a chuva quebrou um galho, rebola, chuchu, rebola chuchu. Rebola senão eu caio.
Tenho uma linda laranja menina
Tenho uma linda laranja menina, só ela que eu tenho, ela é verde e amarela, vira fulano esquerda janela.
Parlendas do Folclore Brasileiro
Parlendas são versinhos infantis ritmados e repetitivos, normalmente são breves e com rimas. São versos bem simples, muito divertidos e fáceis de memorização. São criações anônimas que fazem parte do folclore brasileiro e que passam de geração para geração, transmitindo a cultura oral popular.

As parlendas contribuem para o desenvolvimento da memorização, da comunicação, da socialização e do raciocínio lógico. São usadas em acontecimentos cotidianos, em brincadeiras de roda, em jogos, em decisões, em histórias ou apenas por diversão.

De origem latina a palavra "parlenda" é do verbo Parlare que significa falar, conversar.

Parlendas do Folclore Brasileiro

Em Portugal, as parlendas são conhecidas como "cantilenas ou lengalengas".

Veja alguns exemplos de parlendas do folclore brasileiro

No morro chato

No morro chato
Tem uma moça chata
Com um tacho chato na cabeça.
Moça chata, esse tacho chato é seu?

Sol e Chuva,

Sol e Chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.

Um sapo dentro do saco.

Um sapo dentro do saco.
O saco com o sapo dentro.
O sapo batendo o papo,
E o papo cheio de vento.

Pedrinha rolou

Pedrinha rolou
Pisquei
Pro mocinho
Mocinho gostou
Contei pra mamãe
Mamãe nem ligou
Contei pro papai
Chinelo cantou

Hoje é Domingo,

Hoje é Domingo,
Pede cachimbo
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro,
O touro é valente,
Bate na gente,
A gente é fraco,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo.

Amanhã é que é Domingo,

Amanhã é que é Domingo,
Pé de cachimbo.
Galo monteiro
Pisou na areia.
Areia é fina,
Que dá no sino.
O sino é de ouro,
Que dá no besouro.
O besouro é de prata,
Que da na barata.
A barata é valente,
Que dá no tenente.
O tenente é mofino,
Que dá no menino.
O menino é danado,
Que dá no soldado.
O soldado é valente, que dá na gente…

Um, dois, feijão com arroz

Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, falar inglês
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis

Uni duni tê

Uni duni tê
Salamê min guê
Sorvete colorido
O escolhido foi
VOCÊ

Mindinho

Mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolo
Mata piolho

Lá em cima do piano tem um copo de veneno

Lá em cima do piano tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O culpado não fui
EU

Eu sou pequena,

Eu sou pequena,
Da perna grossa,
Vestido curto,
Papai não gosta
Homem com homem
Mulher com mulher
Faca sem ponta
Galinha sem pé
(Escondendo dedo por dedo)
Uma, duas argolinhas
Finca o pé na pampolinha
O rapaz que joga faz
Faz o jogo do capão
Lá detrás do morondão
Recolhe o seu dedinho
Que lá vai um beliscão.

Um elefante amola muita gente…

Um elefante amola muita gente…
Dois elefantes… amolam, amolam muita gente…
Três elefantes… amolam, amolam, amolam muita gente…
Quatro elefantes amolam, amolam, amolam, amolam muito mais…
(continua…)

Jacaré foi ao mercado

Jacaré foi ao mercado
Não sabia o que comprar
Comprou uma cadeirinha pra comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira esborrachou
Jacaré chorou, chorou
O dinheiro que gastou

Nuvem sol

Nuvem sol
Sol nuvem
Céu chuva
Chuva céu
Ai meu deus
Perdi o anel

Comi carne moída

Comi carne moída
E meu interior ficou moído
Meu filho moeu paçoca
E meu cabelo ficou uma maçaroca.

Onça pintada com pintas pretas

Onça pintada com pintas pretas
Me deu tanto medo que fiquei até pintada
Meu namorado ficou pintadinho de cores legais
E eu aqui pintada com pintas pretas
Que na verdade era uma doença que peguei da onça preta

Rola bola, bola rola

Rola bola, bola rola
Rola pedra, pedra rola
Fala logo e não enrola
Que você nasceu na Angola.

Tem peixe na pia fria,

Tem peixe na pia fria,
Pula gato, gato mia,
Lá vem a tia Maria,
E não vem de mão vazia
Pula gato, gato mia
Caiu o chinelo qu’ela trazia

Fui passear na pinguelinha,

Fui passear na pinguelinha,
Chinelo caiu do pé.
Os peixinhos reclamaram:
Que cheirinho de chulé!

Num ninho de mafagafos

Num ninho de mafagafos
Quatro mafagafinhos há
Quem os desmafagafizar
Bom desmafagafizador será

Por detrás daquele morro,

Por detrás daquele morro,
Passa boi, passa boiada,
Também passa moreninha,
De cabelo cacheado.
Quem cochicha,
O rabo espicha,
Come pão,
Com lagartixa.

Piuí, abacaxi

Piuí, abacaxi
Olha o chão pra não cair
Se cair
Vai machucar
E a mamãe não vai gostar
Fui à feira comprar uva.
Encontrei uma coruja,
Pisei no rabo dela.
Ela me chamou de cara suja.

Chuva e sol, casamento

Chuva e sol, casamento
De espanhol.
Sol e chuva, casamento
De viúva.

Cabra cega de onde veio?

Cabra cega de onde veio?
Vim do Pandó
Que trouxeste para mim?
Pão de Ló
Me dê um pedacinho?
Não dá pra mim
Quanto mais pra tua avó.
Luar, Luar
Pega esse menino
E ajuda a criar.

Quem foi a Cotia

Quem foi a Cotia
Perdeu a tia
Quem foi pra Pirapora
Perdeu a hora
Quem foi pra Portugal
Perdeu o lugar
Quem foi à roça
Perdeu a carroça
Rico trigo

Por que o sapo não lava o pé?

Por que o sapo não lava o pé?
Hum… Que cheiro de chulé !
Deve ser porque não quer.
Ele mora lá na lagoa.
Mas ele não lava o pé é mesmo porque não quer ?
Ele até que quer, mas canta muito e se encanta,
Acaba se esquecendo do seu chulé. Que chulé !
E Dona Sapa, mulher do sapo, não se incomoda ?
Já virou moda, chulé do sapo que ela quer.
Que chulé essa Dona Sapa, não larga do
Pé do sapo.
Que saco ! Que estresse, por isso mesmo é que o sapo
Se esquece do seu chulé, de lavar seu pé.

Eu fui por um caminho…

Eu fui por um caminho…
Eu também
Encontrei um passarinho…
Eu também
Encontrei um dedo mindinho…
Eu também
Seu-vizinho,
Eu também
Pai de todos,
Eu também
Fura-bolos,
Eu também
Cata-piolhos.
Eu também…

Batatinha quando nasce

Batatinha quando nasce
Espalha a rama pelo chão.
Menininha quando dorme…
Põe a mão no coração.

Um dia, o doce perguntou ao doce

Um dia, o doce perguntou ao doce
Qual era o doce mais doce.
E o doce respondeu ao doce
Que o doce mais doce
É o doce de batata-doce.

Entrou por uma porta,

Entrou por uma porta,
Saiu pela outra.
Quem quiser
Que conte outra.
Cavalhadas
Na Idade Média, os árabes foram denominados genericamente de mouros. Estes povos invadiram a Europa por volta do século VIII e só foram banidos do continente europeu no século XV.

As cavalhadas representam a luta entre o exército de Carlos Magno e os mouros. Carlos Magno foi coroado Imperador do Ocidente no ano 800 pelo Papa Leão III.

Alguns autores acreditam que as cavalhadas tenham sido introduzidas no Brasil pelos padres jesuítas como meio de facilitar a catequese através da junção entre o sagrado e o profano.

Definição de Cavalhadas

Cavalhadas

A cavalhada é uma celebração portuguesa tradicional que teve origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos a sua destreza e valentia e frequentemente envolvia temas do período da Reconquista da Península Ibérica.

Era um torneio que servia como exercício militar nos intervalos das guerras e onde nobres e guerreiros cultivavam a praxe da galanteria.

As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, na maioria das vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares de França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei.

No Brasil, registram-se desde o século XVII e no município de Nova Lima, desde 1954 (A Cavalhada de São José Operário) e 1975 (A Cavalhada de São Jorge).

As Cavalhadas foram introduzidas no Brasil pelos padres jesuítas durante a catequização dos índios e escravos.

No evento, os personagens principais das Cavalhadas são os cavaleiros, vestidos de azul representado os cristãos ou vermelho (mouros) e armados de lanças e espadas.

A corte é representada por personagens como o rei, o general, príncipes, princesas, embaixadores e lacaios, todos vestidos com ricas fantasias.

No Brasil essa festa acontece em algumas cidades, principalmente a região centro-oeste e sul do país.

Cavalhadas famosas no Brasil são as da cidade de Pirenópolis, no estado de Goiás e de Poconé, em Mato Grosso.

A festa de Pirenópolis incluir além dos personagens principais, os mascarados que representam o povo.

No sul o país temos Cavalhadas conhecidas, como as das cidades de Guarapuava no Paraná, e também cidade do Rio Grande do Sul, como em Cazuza Ferreira, distrito de São Francisco de Paula, Vacaria, Mostardas, Santo Antônio da Patrulha e Caçapava do Sul.

As Cavalhadas de Pirenópolis é reconhecida como uma das mais significativas cavalhadas do Brasil, esta festa virou símbolo e modelo para outras cidades.

A pompa, a garbosidade e a seriedade desta manifestação envolve toda a população que espera ansiosamente por este momento.

Qual a diferença entre mitos, lendas e fábulas?
Muitas pessoas me perguntaram qual a diferença entre um mito, lenda, fábula e contos populares?

Mitos, lendas e fábulas são histórias antigas escritas para adultos e crianças. Histórias populares ou de fadas foram escritas especialmente para crianças.

O que são mitos?

Os mitos são histórias inventadas que tentam explicar como nosso mundo funciona e como devemos nos tratar. Os mitos geralmente foram definidos há muito tempo, antes da história, como conhecemos, ser escrita.

As pessoas sempre fizeram perguntas como "Como nosso mundo veio a existir?" Ou "Por que os tornados acontecem?" Alguns mitos responderam a essas questões.

Em outros mitos, deuses ou "super-seres" usaram seus poderes para fazer eventos acontecerem. Ou as histórias eram as aventuras de deuses, deusas, homens e mulheres.

Qual a diferença entre mitos, lendas e fábulas?

Esses mitos descreveram as grandes coisas que aconteceram com as pessoas e as escolhas que eles fizeram. Eles podem ser sobre triunfo (alcançar alguma coisa), tragédia (perder alguma coisa), honrar (fazer a coisa certa), ser corajoso mesmo quando você está assustado, ou ser tolo e cometer erros. As pessoas podem ser heróis nessas histórias e deuses e deusas podem usar seus poderes para ajudá-los ou tornar as coisas mais difíceis para eles.

Em todo o mundo, os mitos foram compartilhados por grupos de pessoas e se tornaram parte de sua cultura. Os contadores de histórias passaram as histórias de geração em geração e através das famílias.

Alguns mitos são contados em muitas culturas, mas com variações nos eventos ou personagens. Por exemplo, a maioria das culturas, tribos ou grupos de pessoas tem sua versão de como nosso mundo veio a existir.

Para as pessoas da antiguidade, os mitos eram como a ciência porque explicaram como os eventos naturais funcionam. Hoje, nem sempre sabemos se os mitos são verdadeiros ou não. Algumas das histórias ou personagens podem parecer impossíveis, e a ciência nos dá explicações diferentes para algumas de nossas perguntas. Mas as pessoas em todo o mundo ainda gostam de ler mitos e todos nós gostamos de pensar sobre o que eles podem significar.

"Mito" vem da palavra grega "mythos", que significa "boca a boca".

O que são lendas?

As lendas também são histórias que foram inventadas, mas são diferentes dos mitos. Os mitos respondem perguntas sobre o funcionamento do mundo natural, e são definidos há muito tempo atrás, antes do histórico ter sido escrito.

As lendas são sobre pessoas e suas ações ou atos. As pessoas viveram nos últimos tempos e são mencionadas na história. As histórias são contadas para um propósito e são baseadas em fatos, mas não são completamente verdadeiras.

Ou a pessoa nunca realmente fez o que a história diz, ou os eventos históricos foram alterados. O objetivo era tornar a história mais interessante ou convincente, ou ensinar uma lição, como saber o que é certo do errado.

Exemplos de pessoas em lendas inglesas são o rei Arthur, Robin Hood e a rainha Boadicea. Um homem que pode ter sido o rei Arthur é conhecido por ter vivido no século 5 ou 6. Mas as histórias sobre os Cavaleiros da Mesa Redonda e Merlin, o Mágico, podem não ser verdadeiras. O ponto da história era que os cavaleiros e o rei deles defenderam o povo e os ajudaram.

O caráter e os atos de Robin Hood podem ter sido baseados em outra pessoa. Robin de Loxley morava em Nottinghamshire em torno da época da história, e ele ajudou os pobres. Mas ele morava na floresta de Nottingham com um bando de ladrões? Provavelmente não, mas ajudar outras pessoas é importante e a lenda não foi esquecida.

Boadicea foi a primeira rainha do sexo feminino na Grã-Bretanha. A história nos diz que ela viveu no século I e levou o povo a sua luta contra os romanos quando eles invadiram. Os romanos ganharam e conquistaram a Grã-Bretanha. Boadicea foi capturada e morreu na prisão, mas as lendas dizem que ela escapou e lutou. Esta história teve como objetivo encorajar pessoas em países invadidos pelos romanos, resistir e lutar.

Como mitos, as lendas são transmitidas de geração em geração.

Como usamos a palavra "lenda" hoje

Hoje as pessoas usam a palavra "lenda" de uma maneira diferente quando falam sobre pessoas e suas ações. Elas podem descrever um jogador de basquete, jogador de futebol, lutador ou corredor como uma "lenda esportiva" ou um ator como uma "lenda do filme".

O que significa é que a pessoa é famosa por suas habilidades ou coisas que eles fizeram. Isso é semelhante ao uso anterior da palavra e às histórias das lendas.

O que são fábulas?

Uma fábula é outro tipo de história, também transmitida de geração em geração e contada para ensinar uma lição sobre algo.

Fábulas são sobre animais que podem falar e agir como pessoas, ou plantas ou forças da natureza, como trovões ou vento. As plantas podem se mover e conversar e as forças naturais fazem com que as coisas aconteçam na história por causa de sua força.

As fábulas mais famosas foram escritas por um homem chamado Esopo. Nós as conhecemos como fábulas de Esopo, e ele escreveu mais de 600 delas.

Recuperei algumas das Fábulas favoritas de Esopo para você. Você pode ler sobre a raposa que pensou que era mais esperta do que o gato, ou como a tartaruga ganhou uma corrida contra a lebre.

O que são contos de fadas?

Os contos de fadas são histórias escritas especialmente para crianças, muitas vezes sobre personagens mágicos, como elfos, fadas, goblins e gigantes. Às vezes, os personagens são animais.

Hans Christian Andersen é famoso por escrever contos de fadas. Ele nasceu na Dinamarca em 1805. Exemplos de suas histórias são "A pequena sereia", "Thumbelina (A Polegarzinha) " e "Os sapatos vermelhos".

Em Copenhague, há uma estátua da pequena sereia, sentada em uma rocha na praia do porto, em memória do escritor.

Jakob e Wilhelm Grimm eram irmãos, nascidos na Alemanha em 1785 e 1786. Eles são famosos porque colecionaram muitos velhos contos de fadas de diferentes partes da Alemanha e os escreveram para que as pessoas pudessem ler. Nós os conhecemos como os Irmãos Grimm e sua coleção inclui "Cinderela" e "O Príncipe Sapo".
Fábula: A Lebre e a Tartaruga
Uma manhã, a lebre pulou até o lago, para descansar com a luz do sol quente. Outros animais já estavam lá. A raposa estava deitada nas rochas, limpando seu suave casaco e a tartaruga estava engolindo a grama verde perto da borda da água. A lebre parou e observou-os por um tempo.

Logo a raposa bocejou e se afastou para dormir, mas a tartaruga continuou vagando lentamente, sua pequena língua rosa puxando cada cacho de grama. A lebre agitou as longas orelhas e pulou para perto dela. A tartaruga parou de mastigar e olhou para ela.

"Você parece engraçada quando comeu", riu a lebre. "Seus pés são curtos e grossos, e você se move tão devagar. Não é de admirar que você gaste muito tempo comendo - leva muito tempo para você obter grama suficiente".

A tartaruga apenas olhou para ela, e então começou a mastigar novamente. A lebre estava irritada. Ela queria que todos conversassem com ela. Ela tamborilou um dos seus grandes pés no chão.

Fábula: A Lebre e a Tartaruga

"Eu sou o animal mais rápido", ela gritou. "Quando eu corro a toda velocidade, ninguém pode me vencer". Ela olhou para a raposa, que estava novamente acordada e observando atentamente. "Eu desafio qualquer um para uma corrida", disse a lebre, mexendo as orelhas orgulhosamente.

Ninguém respondeu. Então, a tartaruga engoliu seu bocado de grama. "Eu aceito", disse ela. "Mesmo que você seja tão rápida quanto o vento, eu ainda posso vencê-la em uma corrida".

A lebre riu alto. "Aceito o desafio", disse ela. A tartaruga sugeriu que a raposa deveria escolher quando correriam, onde começariam e o ponto de chegada. A raposa achou que seria muito divertido e sugeriu depois de amanhã como dia da corrida.

Quando chegou a hora, a lebre e a tartaruga se alinharam na rocha plana, que era o ponto de partida designado da raposa. Ela disse que eles deveriam correr a margem do lago e a primeira que passasse junto a antiga árvore caída seria declarada vencedora. A corrida começou.

A lebre saltava à velocidade máxima e logo dobrou uma curva e estava fora da vista. A tartaruga se movia a um ritmo lento e constante - nunca parava para descansar ou comer.

Correndo ao lado do lago, a lebre sentiu o sol quente nas costas e diminuiu um pouco. Então ela parou. "Umm", disse ela, esticando. "Levará muito tempo para a tartaruga recuperar o atraso. Eu tenho tempo para uma soneca". E ela se deitou na grama e dormiu.

A tartaruga avançou lentamente, dobrou a curva, passou a lebre dorminhoca e seguiu em direção ao ponto de chegada. No momento, o sol estava baixo sobre o lago e a noite estava chegando.

A lebre se agitou quando sentiu a queda da temperatura, depois lembrando a corrida, saltou e saltou de novo. Ao longe viu a raposa e os outros animais reunidos perto do ponto de chegada da árvore caída.

"Bom. Eles estão esperando para me aplaudir quando eu ganhar", ela ria enquanto corria. Então ela viu a tartaruga em um montículo de erva ao lado da árvore. A raposa estava falando com ela. A lebre saltou o mais rápido possível. Ela não podia acreditar que havia perdido. A raposa acenou com a cabeça para ela e pediu a todos que ficassem calados. Então ela parabenizou a tartaruga ao ganhar a corrida. A tartaruga estava cansada e dormiu.

Alguns dos outros animais se aglomeraram ao redor da lebre para lhe perguntar o que aconteceu. Ela deveria ter ganho, não deveria? Suas pernas eram muito mais longas do que as tartarugas e ela venceu outras corridas no passado. A lebre estava com raiva de si mesma e se sentia muito boba.

Qual é a moral da história?

Devagar se vai ao longe!

Devagar, mas constante se ganha a corrida

Quando você encara as coisas sem seriedade e desprezo, porque você acha que tem uma vantagem sobre alguém, você pode se surpreender.

Fim