Mitos e Lendas: Ícaro Voa Muito Perto do Sol
Aqui está o mito de Ícaro. Seu pai, Dédalos, era um inventor habilidoso que criou asas para ele e seu filho, Ícaro, para que pudessem escapar do rei Minos de Creta. Entusiasmado com essa nova liberdade, Ícaro, ignorando as advertências de seu pai, voa muito perto do sol e cai no mar.

Um Plano Para Escapar de Creta

Mitos e Lendas: Ícaro Voa Muito Perto do Sol
Dédalo era um grande inventor e construtor, que aprendeu muitos segredos dos deuses.

Ele construiu uma vez, para o rei Minos de Creta, um maravilhoso labirinto. Este era um labirinto de caminhos sinuosos e tortuosos que era impossível escapar. Logo depois, o rei Minos começou a ver Dédalo como seu inimigo, então ele trancou Dédalos e seu filho Ícaro em uma torre. Eles conseguiram escapar, mas parecia impossível deixar a ilha porque todos os navios que vinham ou saíam eram bem guardados por ordem do rei.

Observando atentamente as gaivotas no ar, que a cada dia voavam para longe da ilha, Dédalos pensou em um plano para sua fuga.

Pouco a pouco, ele começou a coletar penas e costurou-as com fio. Usando apenas a quantidade certa de cera, ele criou duas grandes asas como as de um pássaro. Quando terminou, Dédalos ajustou-as aos seus próprios ombros. Ele descobriu que agitando os braços, ele poderia subir no ar e se mover com o vento. Ele voou como um pássaro.

Dois Pares de Asas

Sem demora, ele criou um par de asas para o menino Ícaro e ensinou-lhe cuidadosamente como usá-las. “Lembre-se”, disse o pai, “nunca voe muito baixo ou muito alto, pois os nevoeiros sobre a terra o sobrecarregariam, mas o brilho do sol certamente irá derreter suas penas se você se aproximar demais”.

Para Ícaro, os avisos entraram em um ouvido e saíram pelo outro. Quem poderia se lembrar de ter cuidado quando voasse pela primeira vez? As aves são cuidadosas? Não! Ele só pensava na alegria de escapar.

O dia chegou com um bom vento que os libertaria. Dédalo colocou as asas e esperou para ver que tudo estava bem com Ícaro. Os dois não podiam voar de mãos dadas, então subiram, o menino depois de seu pai. A terra de Creta diminuiu abaixo deles e as pessoas, que os viram bem acima das copas das árvores, pensaram que eram deuses.

Voar Traz Alegria Pura

A princípio houve medo na alegria e o olhar para baixo fez seus cérebros girarem. Mas quando um grande vento encheu suas asas, Ícaro esqueceu tudo no mundo, era só alegria. Ele esqueceu Creta, as outras ilhas que ele tinha passado e aquela coisa alada à distância diante dele que era seu pai, Dédalo. Ele estendeu os braços para o céu e voou em direção aos céus mais altos.

Mais quente e mais quente foi ficando o ar. Aqueles braços que pareciam segurá-lo começaram a cair. Ícaro balançou os braços com mais força, mas ele estava caindo. O calor do sol derreteu a cera de suas asas e as penas caíram, uma a uma, como flocos de neve.

Ícaro Cai Para Baixo, Para Baixo, Para Baixo

Mitos e Lendas: Ícaro Voa Muito Perto do Sol
Ícaro caiu como uma folha jogada para baixo, para baixo. Dédalos ouviu seu grito de longe. Ele procurou alto e baixo pelo pobre menino, mas só encontrou as penas de pássaros flutuando na água. Ele sabia que Ícaro havia se afogado.

Dédalos nomeou uma ilha próxima Icária, em memória de seu filho. Em profunda tristeza, foi ao templo de Apolo, na Sicília, e lá pendurou as asas. Nunca mais ele tentou voar.
Rollo, o Duque Viking da Normandia
Quem foi Rollo o Viking, na vida real? Rollo era mesmo o irmão de Ragnar Lothbrok? Ele realmente se tornou um duque da França? Aqui estão as respostas para todas essas perguntas tão precisas quanto poderiam ser dadas, considerando a escassez de registros escritos sobre esses tempos.

Em primeiro lugar, será muito mais fácil afirmar neste ponto que Rollo em Vikings, do canal History, é um personagem muito vagamente baseado no verdadeiro Rollo, ou seja, Duke Rollo, da Normandia.

O produtor, Michael Hirst e a equipe por trás dos Vikings já disseram muitas vezes durante entrevistas diferentes que Vikings é baseado em sagas e registros Viking sobre as aventuras de Northmen (que eram principalmente registros orais), mas a precisão histórica não era o foco principal do programa de TV.
Rollo, o Duque Viking da Normandia
Rollo foi um dos vikings mais importantes da história e essa é provavelmente a razão pela qual o produtor quis adicionar o personagem a mistura. Dito isto, há muitas discrepâncias com a história e começaremos com isso.

Rollo era irmão na vida real de Ragnar Lothbrok?

Ragnar Lothbrok (Ragnar Calças Peludas) foi um lendário herói viking que invadiu a Inglaterra e a França muitas vezes e o pai de alguns nomes muito importantes na história dos Vikings como Björn Ragnarsson, Ivar, o Desossado, Ubba, Hvitserk e Sigurdo Serpente no Olho.

As incursões de Ragnar Lothbrok na Inglaterra e na França e as ações de seus filhos, particularmente Björn Ragnarsson e Ivar, o Desossado, tiveram efeitos significativos na estrutura dessas terras. No entanto, existem muitas teorias sobre a identidade do verdadeiro Ragnar Lothbrok.

Considerando que os relatos que nos dizem sobre Ragnar, são principalmente registros orais e sagas, não é possível saber exatamente quem era Ragnar. Alguns especialistas sugerem que essas sagas são apenas compilações de histórias sobre diferentes heróis vikings (heróis diferentes que receberam o nome de Ragnar ou nomes semelhantes de acordo com alguns).

No entanto, há uma coisa de que podemos ter certeza; Rollo não era irmão de Ragnar Lothbrok. Em primeiro lugar, há uma enorme lacuna entre os tempos em que Ragnar e Rollo viviam.

Acredita-se que Ragnar Lodbrok Sigurdsson tenha nascido entre 740 e 780. Embora não haja informações exatas sobre qualquer uma dessas datas, presume-se que ele tenha morrido na Nortúmbria em 840.

Rollo, por outro lado, é conhecido por ter nascido em 860, enquanto se supõe que sua morte tenha acontecido entre 928 e 933.

Além disso, não há registros históricos ou relatos que sugiram uma relação entre Rollo e Ragnar Lothbrok. Alguns historiadores já argumentaram que os ataques em larga escala em Paris, retratados na série de TV, ocorreram por um longo tempo após a morte de Ragnar Lothbrok.

Na série, esses ataques são a razão pela qual Rollo se envolve com a corte francesa e se torna um membro dela. Essa parte é, na verdade, historicamente precisa. Mas, de acordo com os relatos da época, não foi Ragnar Lothbrok, mas Rollo e alguns outros chefes vikings que fizeram o ataque a Paris, resultando nele sendo batizado e se tornando o duque da Normandia (mais sobre isso mais adiante no artigo).

Em conclusão, o ciúme de Rollo sobre Ragnar Lothbrok sobre muitas coisas (incluindo Shieldmaiden Lagertha) e a rivalidade entre os dois são puramente fictícias, pois não eram relacionadas.

Mas o Rollo da vida real poderia conhecer outros personagens do programa, talvez Floki? Como eu especifiquei no artigo sobre Hrafna-Flóki Vilgerðarson, o verdadeiro Floki aqui, supõe-se que Floki nasce por volta do ano 830, o que faz dele cerca de 30 anos quando Rollo, o Caminhante, começou a andar pela Terra. Portanto, embora tenha ocorrido uma reunião entre esses dois “possíveis”, provavelmente não considerou que os recursos limitados vinculam essas duas figuras históricas entre si.

Como outra coisa talvez devêssemos esclarecer aqui, mesmo que ele fosse o irmão de Ragnar Lothbrok, seria simplesmente errado chamá-lo de “Rollo Lothbrok”. Lothbrok (que significa “calças peludas”) foi um epíteto dado a Ragnar por causa dos calções cabeludos (ou calças sujas de acordo com alguns relatos) que ele usava lutando contra uma serpente que respirava veneno. Portanto, Rollo Lothbrok não seria um uso preciso.
Rollo, o Duque Viking da Normandia

Rollo o caminhante - Origem do Nome “Rollo”

O nome “Rollo” é assumido como a versão latinizada de “Hrólfr”. De acordo com a lenda, Hrólfr, o Caminhante, era um Viking muito grande que tinha que andar, uma vez que nenhum cavalo poderia carregá-lo. Em seu livro, Gesta Danorum ("Ações dos dinamarqueses"), o autor do século XII Saxão Gramático sugere que Hrólfr, o Caminhante, é na verdade Roluo (Hrólfr).

Da mesma forma, nas sagas islandesas, Rollo é identificado com Göngu-Hrólfr (Ganger-Hrolf em idioma dinamarquês antigo - “Hrólfr o caminhante”).

Dinamarca ou Noruega - De onde era Rollo?

Existem várias teorias sobre o local de nascimento e origem do Duque Rollo da Normandia.

De acordo com a Historia Normannorum (também conhecida como Libri III de moribus e actis primorum Normanniae ducum), uma biografia de Rollo escrita por Dudo de Saint-Quentin, Rollo era o filho de um nobre dinamarquês e tinha um irmão chamado Gurim. Após a morte de seu pai, seu irmão foi morto e Rollo foi expulso da Dinamarca.

Dudo provavelmente teve a chance de trabalhar com membros da família e outras pessoas que realmente conheceram Rollo, já que seu trabalho foi encomendado pelo neto de Rollo, Richard I, da Normandia. Isso, no entanto, pode ser uma razão para não considerar a História Normannorum uma biografia oficial, pois pode ser uma narrativa tendenciosa.

Goffredo Malaterra (Geoffrey / Gaufredo Malaterra), um monge e historiador beneditino do século XI, afirmou que Rollo era da Noruega e chegou às costas de terras cristãs com seu exército norueguês. Este foi posteriormente apoiado por Guilherme de Malmesbury, um historiador inglês que viveu no século XII.

Além disso, um autor galês sugere em A Vida de Gruffudd ap Cynan que Rollo, o Viking, era na verdade o irmão de Haroldo I da Noruega / Harald Finehair (outro personagem vagamente baseado em um personagem da vida real nos Vikings do canal History).

As sagas islandesas Heimskringla e Orkneyinga identificam Rollo com Hrolf, o Caminhante. De acordo com estas sagas, Hrolf nasceu em More, uma região ocidental da Noruega no século IX como o filho de Rognvald Eysteinsson ("Rognvald, o Sábio"), o Jarl ou Earl de More e Hildr Hrólfsdóttir uma nobre. Essa informação também pode ser tendenciosa, já que essas afirmações foram feitas pelos descendentes de Rollo três séculos após sua morte.

Invasões de Rollo na França e Tornando-se Duque Rollo da Normandia

O cerco de Paris durante 885 e 886 foi a primeira vez que o nome de Rollo apareceu na história como um líder viking.

Segundo Dudo, Rollo confiscou Rouen em 876. Outro cronista, Flodoardo apoiou as descobertas de Dudo mais tarde, acrescentando que Robert da Marcha bretã lutou contra Rollo, mas teve que ceder algumas partes costeiras da região para ele e seus irmãos Viking.

Vendo o progresso que Rollo e os vikings fizeram, Carlos III (Carlos, o Simples), o rei de Francia Oeste queria fazer as pazes com eles. Carlos III ofereceu-se para reconhecer formalmente a posse de Rollo dessas terras na condição de que ele se tornasse cristão e ajudasse a defender o reino contra outras forças vikings. As partes assinaram um acordo chamado Tratado de Saint-Clair-sur-Epte em 911.

Depois de ser batizado e receber o nome cristão de “Robert”, Rollo dividiu as terras entre os rios Epte e Risle entre seus irmãos, enquanto se instalava em Rouen.

De acordo com o relato de Flodoardo, quando Carlos III foi derrubado por causa de uma revolta, Robert de Neustria, seu sucessor queria lutar contra os vikings. Tanto Robert quanto seu sucessor, Ralph, foram derrotados pelos vikings. Como resultado disso, Ralph teve que ceder o Maine e as áreas de Bessin para Rollo e seus homens.

As terras dos nórdicos expandiram-se ainda mais com uma terceira concessão, quando Cotentin e Avranchin foram dados a William Longsword (Guilherme I da Normandia), o filho de Rollo em 933, que se supõe ser o ano da morte de Rollo.

Esposas e filhos de Rollo

Rollo e Poppa de Bayeux

Depois que ele capturou Bayeux, Rollo tomou Poppa, a filha de Berenger, Conde de Rennes. Ele se casou com Poppa e teve um filho dela chamado William Longsword, que se tornou seu sucessor.

Algumas fontes sugerem que Poppa de Bayeux era amante de Rollo ou poderia ter sido sua esposa em mais danico (algum tipo de casamento livre na antiga tradição nórdica).

Segundo Guilherme de Jumièges, Rollo e Poppa também tiveram uma filha chamada Gerloc (Adela) que se casou com Guilherme II, Duque de Aquitânia mais tarde.

Rollo e Gisla

Rollo se casou com a princesa Gisla, filha de Carlos III, rei de Francia Ocidental, para selar o Tratado de Saint-Clair-sur-Epte, que também o tornou o duque da Normandia. No entanto, existem especulações sobre a existência de Gisla e / ou sua legitimidade como filha do rei Carlos.

Os historiadores sugerem que ela poderia ter sido uma filha ilegítima de Carlos, o Simples, já que ela teria sido uma criança de 5 anos quando se casou com Rollo, considerando que o rei Carlos se casou em 907 pela primeira vez.

O possível casamento de Rollo na Escócia

Em Banshenchas, um relato irlandês medieval e algumas fontes islandesas sugerem que Rollo teve um casamento na Escócia e teve uma filha chamada Kathleen (Kaðlín / Cadlina). Mais tarde, Kathleen se casou com o rei do sul Brega, Beollán mac Ciarmaic.

William Longsword - Filho de Rollo

William Longsword (Guilherme I da Normandia - Vilhjálmr Langaspjót em nórdico antigo e Guillaume Longue-Épée em francês) sucedeu a Rollo e atuou como o duque da Normandia até ser assassinado em 942 pelos seguidores de um de seus inimigos, Arnulfo I da Flandres. Seu filho, Richard (que mais tarde se tornou Richard I da Normandia / Richard, o Sem Medo), o sucedeu como o Duque da Normandia em uma idade muito jovem, quando ele tinha apenas 10 anos de idade.

Descendentes de Rollo e Guilherme, o Conquistador

O filho de Rollo, William Longsword ( Guilherme I da Normandia), e seu neto, Ricardo I da Normandia, conhecido como Ricardo, o Destemido, tornaram o ducado da Normandia ainda mais forte. Assimilado com a cultura francesa, os nórdicos fizeram desta região a sua casa e esta parte da França tornou-se "Normandia".

Os descendentes de Rollo também conquistaram a Inglaterra, a Itália (especialmente a Sicília) e até terras até o Oriente Médio, a saber, o Principado de Antioquia (uma região dentro das terras da atual Turquia e Síria).

Como outra nota importante aqui, Rollo, o Viking é também o trisavô de Guilherme I de Inglaterra, que mais tarde se tornou Guilherme, o Conquistador. Portanto, Rollo é um dos ancestrais da atual família real britânica e de vários outros monarcas europeus através de seus descendentes.

Rollo e Gutrum

Como uma nota interessante para os fãs de O Último Reino, outra série de TV fictícia sobre Vikings, Dudo também sugere que Rollo se tornou amigo de um rei na Inglaterra chamado Alstem. A verdadeira identidade desse rei foi um mistério por algum tempo até se entender que Alstem era na verdade Gutrum, o senhor da guerra viking que foi batizado por Alfredo, o Grande, e reconhecido como rei dos anglos orientais, como mostrado em O Último Reino.

Rollo na cultura popular

Rollo é interpretado pelo ator da Irlanda do Norte, Clive Standen, nos Vikings do canal History.

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Ártemis (Diana) - Deusa Grega das Montanhas, Florestas e Caça
Ártemis (equivalente romano é Diana) é uma das formas mais antigas, mais complexas e interessantes do panteão grego. A deusa olímpica é a filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo e rainha das montanhas, florestas e caça. Ela também é a protetora de crianças pequenas e animais. O nascimento desta deusa peculiar é na ilha Ortígia.

Leto, estando grávida, depois de terríveis dificuldades e peregrinações fugiu nesta ilha rochosa estéril, a fim de se esconder e proteger-se da perseguição furiosa da legítima esposa de Zeus, Hera. Lá, com a ajuda de todas as divindades femininas (exceto Hera), Ártemis nasceu e pouco depois, seu irmão Apolo.
Ártemis (Diana) - Deusa Grega das Montanhas, Florestas e Caça
Desde as primeiras horas de seu nascimento, Ártemis começou a tomar iniciativas. Embora ela fosse uma criança recém-nascida, ela ajudou sua mãe exausta a dar à luz seu segundo filho e foi identificada dessa maneira com Ilitia, a deusa do parto.

Ártemis era linda e brilhante e desde muito cedo ganhou a apreciação de outros deuses. Desde os três anos de idade, ela tinha requisitos específicos relativos à roupa, equipamento e a sequência de sua atividade favorita, a caça. Ela era uma criança que sabia o que queria e era muito estável e rígida em suas decisões. Zeus a admirava por sua perseverança e por sua versatilidade, nutria grande afeição por ela e satisfazia todos os seus desejos.

Uma das primeiras coisas que Ártemis pediu como presente a seu pai foi a eterna pureza e virgindade.
Sendo fiel e firme naquilo que ela desejava e com quem se comprometera, a deusa nunca maculou sua ética ou seu caráter. Séria e orgulhosa, ela manteve sua pureza, desafiando quaisquer ataques e assaltos eróticos. Dedicada à caça e à natureza, Ártemis não se preocupava com as alegrias do casamento e os prazeres do amor. Com aplicação e rigor, exigiu inocência e virgindade não só dela, mas das ninfas que a rodeavam e também daquelas que a honravam com seus serviços.

Ártemis era uma deusa implacável que quase nunca perdoou alguém. Qualquer impropriedade contra ela ou qualquer desvio de suas crenças e princípios merecia sua punição. Sua fúria implacável estava pronta para entrar em erupção a qualquer momento contra o violador de suas regras rígidas. Suas flechas mortais continuamente apontavam mortais, deuses e heróis que ignoravam sua existência ou negligenciavam seus princípios e adoração.

Uma vez, Acteão, o filho de Autônoe e Aristeu, por acaso viu Ártemis nua, no momento em que ela estava tomando banho. A deusa, temendo que o incidente se espalhasse, transformou-o em um cervo e colocou seus cinquenta cães que o acompanhavam para devorá-lo.

Em outro caso, Calisto, filha de Licaão (e um dos atendentes de Ártemis na caça) quase foi morto pelas flechas da deusa, porque ela foi seduzida por Zeus, perdeu a virgindade e estava grávida. Além disso, Ártemis matou Ariadne, porque segundo uma lenda, ela foi sequestrada e seduzida por Teseu na ilha de Naxos.

Finalmente, Orion, o filho de Poseidon, foi tragicamente morto pelas flechas de Ártemis, porque de acordo com um mito ele tinha acasalado com a deusa da aurora Eos, ou de acordo com outro mito ele se vangloriara de que era melhor que ela no arco e flecha.

Ártemis tinha um fraco por crianças e adolescentes. Homens e mulheres jovens que mantinham sua inocência e que viviam de acordo com seus princípios eram sempre favorecidos e estavam constantemente sob sua proteção.

De fato, Hipólito, que se dedicou a ela e a adorou, é um exemplo vivo dessa tática e fraqueza da deusa.

Hipólito, um habilidoso caçador e domador de cavalos, dedicava sua vida à bela Ártemis e aos ideais que ela professava. Nenhum desafio, nenhuma mulher foi capaz de atraí-lo. Nem mesmo Phaedra ou Fedra, esposa de Teseu, conseguiu encantá-lo e seduzi-lo. Seu comportamento exemplar tocou a deusa que lhe deu prêmios, glória e memória eterna ao seu nome depois de sua morte. Ártemis era uma das mais belas e elegantes deusas do Olimpo. Os antigos gregos realmente a admiravam. Eles a imaginavam alta, com beleza graciosa, postura imperiosa e andar orgulhoso.

No geral, Ártemis era a deusa enérgica, dura e inquieta. Na maior parte de suas aparições ela é consciente, madura e decidida, enquanto poucos são os eventos que mostram um quadro completamente diferente. De acordo com Theomachia (Guerra dos Deuses), a filha orgulhosa e exigente de Zeus aparece como uma pequena menina imatura que tem que obedecer, respeitar e cumprir as exigências da esposa de seu pai e seu irmão.

Diante da relutância de Apolo em duelar com Poseidon, Ártemis mantém uma atitude negativa e enfrenta o irmão gêmeo com palavras irônicas, insolentes e desdenhosas. Hera, que estava presente neste incidente, ficou furiosa com o comportamento dela e furiosamente começou a espancá-la com suas próprias flechas.

Uma das atividades mais favoritas de Ártemis era caçar. Uma mulher ativa, impetuosa e ágil, a deusa livre e inquieta canalizou a maior parte de seu vigor na busca e rastreamento de jogos nas montanhas. Acompanhada por belas ninfas e cercada por cães selvagens, ela corria por lagos, rios, prados e montanhas para encontrar, principalmente, animais selvagens. Vestida com roupas leves e equipada com o equipamento apropriado para a ocasião, ela se atirava de excitação e fúria naquilo que mais lhe interessava. Intrépida, brutal e imperiosa, mestre na arte do tiro com arco e uma corredora e caçadora muito capaz, ela estava colocando sua paixão para caçar.
Ártemis (Diana) - Deusa Grega das Montanhas, Florestas e Caça
Uma das principais características de Ártemis era a soberania universal da natureza. Animais domésticos e selvagens, peixes na água e pássaros no ar estavam todos sob sua proteção. Como deusa e protetora da natureza, Ártemis era considerada responsável pela agricultura e pelo gado. Áreas que a adoravam e infalivelmente a veneravam sempre tinham terras férteis, campos pontilhados, colheita abundante e animais saudáveis ​​e férteis. Em contraste, muitas das áreas que não cumpriam adequadamente com suas obrigações para com ela e, além disso, desconsideravam sua existência, tiveram que enfrentar a ira e a fúria vingativas, o que significava a destruição das colheitas e os rebanhos dizimados.

Admeto e Eneu enfrentaram a ira da deusa, por causa da negligência e da indiferença que a mostravam em relação a ela. Admeto, em sua festa de casamento, havia se esquecido de sacrificar, como era requerido, a Ártemis. Ártemis, muito zangada por essa irregularidade, mandou para sua cama nupcial uma manada de cobras, enquanto se preparava para tirar sua vida. Apolo tentou em vão acalmá-la. Por fim, Admeto persuadiu o destino a poupar sua vida e, em troca, a conseguir a vida de outra pessoa, próxima a ele. Só sua esposa Alceste ofereceu de bom grado a esta exigência dos destinos. No entanto, no último momento, a intervenção de Hércules salvou Alceste antes que sua alma descesse ao Hades.

Eneu, uma vez, havia se esquecido de sacrificar ao patrono da cidade de Calidão, ou seja, Ártemis. Seu erro foi muito caro para a cidade e seu povo. Um enorme javali enviado pela deusa causou grandes danos à terra, aos animais e às pessoas. Ninguém se atreveu a matá-lo. Meleagro, o filho de Enéas, finalmente conseguiu matá-lo, mas depois ele foi morto em uma briga envolvendo o compartilhamento do javali.

A mulher e a mãe de Meleagro não conseguiram lidar com a dor de sua morte e se suicidaram. Finalmente, suas irmãs que choravam incessantemente por ele foram transformadas por Ártemis em aves.

Além de sua participação em todos os eventos acima, a deusa da caçada participa ativamente de um dos doze trabalhos de Héracles. Héracles estava caçando, por muito tempo, uma linda corça com chifres dourados e pernas de bronze, propriedade da deusa Ártemis. Ártemis, com a ajuda de seu irmão, Apolo, impediu-o de matar o animal selvagem e pediu-lhe para entregá-lo ao rei Euristeu em Tirinto. Ao receber o animal Euristeu empreende a tarefa de devotar novamente o animal a ela. Assim como no mito de Héracles e tantos outros incidentes, Ártemis se junta a seu irmão Apolo para alcançar um objetivo. No caso de Niobe, que se gabou (comparando com Leto) para seus muitos e lindos filhos, temos a cooperação dos dois gêmeos em sua punição. Sete flechas de Ártemis e sete de Apolo foram enviadas para seus catorze filhos e os mataram.

Exatamente da mesma maneira e pela mesma razão, Ártemis matou uma vez os Quione (Neve, filha de Dedalion e amante de Apolo), porque ela se gabara de que sua beleza era tal que superava até a da bela deusa.

A guerra entre gregos e troianos não achou Ártemis indiferente. Junto com seu irmão Apolo, Ares, Afrodite e Leto, ela estava ativamente envolvida em tomar parte dos Troianos.

Um dos primeiros eventos que ocorreram antes mesmo do início da guerra foi devido à raiva e a ira de Ártemis. A frota grega não poderia sequer começar devido à ausência de ventos fortes que a deusa havia criado. Um incidente aleatório relativo ao líder do Aqueus, Agamenon, causou esta situação. Certa vez, sem perceber, ele invadira um bosque dedicado a Ártemis e matara um cervo sagrado. A deusa ficou tão irada que exigiu o sacrifício de sua filha Ifigênia para enviar ventos favoráveis ​​para ajudar os navios gregos a navegar.

Finalmente, os feridos por Diomedes durante a guerra, Eneias, receberam a ajuda de Ártemis e Leto e tiveram sucesso graças a eles para recuperar suas forças e voltar para a batalha.

Os símbolos de Ártemis eram muitos e variados. Eles variavam de animais e plantas e resultaram em armas, cabra, veado, urso, cachorro, cobra, louro, palma, cipreste, espada, aljava, dardo e muito mais.

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Mitos E Lendas: Ragnarök, um Conto Viking da Batalha Dos Deuses
Ragnarök, que em nórdico antigo significa "O destino dos deuses", é um conto mítico do fim do mundo. Os estudiosos acreditam que pode ter sido escrito já no século VI, antes da era dos vikings.

Acredita-se que tenha sido escrito há cerca de 1.500 anos pelos nórdicos. Estas eram pessoas que viviam no extremo norte da Europa, na Escandinávia. Alguns nórdicos tornaram-se guerreiros vikings que começaram a explorar, invadir e conquistar novas terras.
Mitos E Lendas: Ragnarök, um Conto Viking da Batalha Dos Deuses

O Conto

O Ragnarök começa com os galos por todo o lado, emitindo um aviso. Os pássaros despertam os heróis de Odin, junto com os habitantes do mundo dos gigantes e Hel, o submundo nórdico. O grande cão infernal Garm ou Garme, fica do lado de fora da caverna na foz de Hel. Por três anos, o mundo está cheio de conflitos e maldade, enquanto irmãos lutam contra irmãos e filhos atacam seus pais.

Então vem o Fimbulwinter - o Grande Inverno - e por três anos não há verão, primavera ou outono.

A Fúria de Fimbulwinter

Ragnarök conta como os dois filhos de Fenrir, o Lobo, começam o longo inverno. Eles são os lobos conhecidos como Skoll e Hati.

Skoll engole o sol e Hati engole a lua, e os céus e o ar são borrifados com sangue. A terra e as montanhas tremem e as árvores são arrancadas. Fenrir e seu pai, o deus trapaceiro Loki, ambos acorrentados à terra, se livraram das amarras e se prepararam para a batalha.

A serpente marinha Jörmungandr, procurando alcançar a terra firme, nada com tanta força que os mares se tornam turbulentos e inundam suas margens. O navio Naglfar mais uma vez flutua no dilúvio, suas tábuas são feitas de unhas de homens mortos. Loki dirige o navio que é tripulado por uma tripulação de Hel. O gigante de gelo Rym vem do leste, junto com todos os outros gigantes de gelo.

A neve vem de todas as direções, e há grandes geadas e ventos fortes. O sol não serve e não há verão por três anos seguidos.
Mitos E Lendas: Ragnarök, um Conto Viking da Batalha Dos Deuses

Preparando-se para a batalha

Quando os deuses e os homens se levantam para a batalha, os céus se separam e os gigantes de fogo de Muspelheim avançam, liderados por Surtr. Todas essas forças se dirigem para os campos do Vigrid. Em Aesir, o vigia Heimdall se levanta e soa o alarme para despertar os deuses e anunciar a batalha final de Ragnarök.

Quando o momento decisivo se aproxima, a árvore do mundo Yggdrasil treme, mas ainda permanece em pé. Os heróis de Aesir se armam e marcham sobre Vigrid.

A batalha dos deuses

No terceiro ano do Grande Inverno, os deuses lutam entre si até a morte. Odin luta contra o grande lobo Fenrir, Heimdall luta com Loki, o deus do tempo Freyr luta contra Surtr e o deus guerreiro Tyr luta com o cão infernal Garm. A ponte de Aesir cai sob os cascos dos cavalos e o céu está em chamas.

O momento final da grande batalha vem quando o deus trovão Nórdico Thor luta contra a serpente Midgard. Thor mata a serpente esmagando sua cabeça com seu martelo. Depois disso, Thor só pode cambalear nove passos antes que ele também caia morto pelo veneno da serpente. Antes de morrer, o gigante do fogo Surtr lança fogo para queimar a Terra.

Regeneração

Em Ragnarök, o fim dos deuses e da Terra não é eterno. A terra recém-nascida se eleva mais uma vez do mar, verde e gloriosa. O sol traz uma nova filha tão bela quanto ela e agora guia o curso do sol no lugar da mãe. Todo o mal passou e se foi.

Nas Planícies de Ida, aqueles que não caíram na última grande batalha se reúnem: Vidar, Vali e os filhos de Thor, Modi e Magni. O amado herói Baldur e seu irmão gêmeo, Hodr, retornam de Hel. Os dois humanos, Lif (Vida) e Lifthrasir (ela que brota da vida) foram poupados do fogo de Surtr, e juntos eles trazem uma nova raça humana.

Interpretação

A história de Ragnarök tem sido freqüentemente discutida em relação aos vikings, que eram nórdicos que escolheram deixar a Escandinávia e ir conquistando e explorando. Começando no final do século VIII, os jovens inquietos da Escandinávia deixaram a região e colonizaram e conquistaram grande parte da Europa, chegando até a América do Norte no ano 1000. Estudiosos sugeriram que talvez a lenda de Ragnarök servisse de mítica base para sua partida Escandinávia. Isso forneceu uma razão para deixar o velho mundo para trás.

Alguns estudiosos acreditam que o final feliz da lenda sombria só foi adicionado depois que os Vikings adotaram o cristianismo. A cristianização dos Vikings começou no final do século 10.

Ragnarök como uma memória popular do desastre ambiental

Os arqueólogos Bo Gräslund e Neil Price sugeriram que a lenda do Ragnarök é baseada em um evento real.

No século VI, uma erupção vulcânica deixou uma névoa espessa e persistente no ar em toda a Ásia Menor e na Europa. Conhecido como o Véu de Poeira, suprimiu e encurtou as estações de verão durante vários anos.
Mitos e Lendas: Apolo Amava Dafne, Mas ela Não o Amava
A mitologia grega começou há milhares de anos. Havia a necessidade de explicar eventos naturais, desastres e eventos na história. Mitos foram criados sobre deuses e deusas que tinham poderes sobrenaturais, sentimentos humanos e pareciam humanos. Essas ideias foram passadas em crenças e histórias.
Mitos e Lendas: Apolo Amava Dafne, Mas ela Não o Amava

Trapaças e Problemas

Em um belo palácio, no alto do Monte Olimpo, vivia Afrodite, a deusa da beleza, e seu pequeno menino, Eros.

Eros, um garotinho brilhante, gostava de fazer trapaças e causar problemas sempre que podia. Sua mãe lhe dera um arco e flechas e Eros se tornara um habilidoso arqueiro. Às vezes, porém, ele atirava suas flechas de maneira tão descuidada que feria as pessoas sem querer fazê-lo. As flechas eram minúsculas, mas as feridas que faziam não se curavam facilmente.

Um dia, Eros sentou-se perto de uma fonte, atirando em flores no lago. De repente, a água começou a brilhar como ouro líquido. Apolo, o deus da luz, apareceu ao lado dele. Quando viu o que Eros estava fazendo, pegou o feixe de flechas, riu e jogou no chão, quebrando várias.

"Por que, Eros", disse Apolo, "você está brincando com essas armas guerreiras?" Ele continuou a provocar Eros. As borboletas e as aranhas devem ter deixado a fonte, disse Apolo, para escapar das flechas e proteger suas vidas.

"Jogue esses brinquedos fora!" Apolo disse. Em breve, acrescentou, "você terá um arco e flechas reais, como o meu, que acabaram de matar o píton".

Cheio de água amarga

Apolo não apenas tinha quebrado as flechas de Eros, mas ele havia ferido o orgulho de Eros, o que era ainda pior. Eros ficou muito zangado. "Bem, Apolo", disse ele, "suas flechas podem atingir tudo, mas você um dia será ferido pela minha".

Apolo riu. Ele não tinha medo de armas tão pequenas, disse ele.

A fonte onde Eros se encontrava estava cheia de água fria e cintilante. Todos os que bebiam da fonte pareciam felizes e calmos. Inimigos se tornavam amigos na fonte e todas as preocupações eram esquecidas. Era a fonte do contentamento.

Havia também uma segunda fonte no jardim de Afrodite. Esta fonte estava cheia de água amarga. Aqueles que bebiam esta água ficavam cheios de sentimentos hostis em relação a todos e tudo. Eles começavam a não gostar de seus melhores amigos e desejavam prejudicá-los. Esta era a fonte do descontentamento.

O irritado Eros queria punir Apolo, então ele mergulhou uma flecha na água doce e outra flecha na água amarga. Depois seguiu Apolo até o belo vale de Tempe, a casa do deus do rio Peneu e sua filha Dafne.

Uma amizade se desvanece

Mitos e Lendas: Apolo Amava Dafne, Mas ela Não o Amava
Dafne era muito bonita, com olhos que brilhavam como estrelas, bochechas rosadas e um rosto cheio de sol. Ela e Apolo eram tão bons amigos e muitas vezes sentavam-se juntos e cantavam à beira do rio. Apolo contava a sua amiga sobre os terríveis monstros que às vezes ele via de sua carruagem de ouro, como o Escorpião com suas garras venenosas e o Touro com seus chifres zangados. Quando os olhos da menina se arregalavam de medo, Apolo contava-lhe sobre a terra e sobre o seu belo palácio. Dafne e Apollo tinham apenas as palavras mais amáveis de um ​​para o outro.

Mas Eros fez uma coisa horrível! Ele atirou a flecha amarga em Dafne. Não doeu muito, mas mudou seus sentimentos de amizade para com Apolo para os de antipatia e desconfiança.

Então Eros atirou a flecha adocicada em Apolo, para que ele quisesse que Dafne estivesse com ele sempre. Apolo pediu a Dafne que a deixasse a sua casa e fosse com ele em sua carruagem.

Dafne ficou muito zangada porque Apolo pedia-lhe que deixasse as coisas bonitas que ela amava: sua casa, os pássaros e seu velho e bondoso pai. Ela se virou e saiu correndo, levantando os braços e gritando: "Oh, me ajude, Peneu, meu pai! Não quero deixar você. Leve-me e mande Apolo embora".

A árvore de louro sagrada de Apolo

Mitos e Lendas: Apolo Amava Dafne, Mas ela Não o Amava
Peneu a ouviu e teve medo de perder sua filha para Apolo. Então ele fez o chão se abrir e os pés de Dafne começaram a afundar na terra macia. Seus braços estendidos se tornaram rígidos e fortes, e sua pele macia e roupas brancas foram transformadas no tronco e galhos de uma árvore. Em vez de cabelos dourados e bochechas rosadas, Apolo viu apenas as folhas verdes e as flores cor-de-rosa do louro, uma planta florida.

Apolo pegou algumas das folhas e envolveu-as em sua harpa. "Ah, Dafne", disse ele tristemente, "se você não for minha amiga, você será minha árvore".

Bóreas, deus do vento norte frio, nunca mudará a cor das suas folhas verdes, disse Apolo a Dafne. E quando grandes façanhas forem feitas, ele continuou, seus ramos de louro irão coroar o vencedor.

Desde então, o louro é sagrado para Apolo. Grandes heróis e grandes poetas são coroados com coroas de louro até hoje.
Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo
A mitologia grega e romana começou há milhares de anos. Histórias ou mitos contavam porque havia um nascer do sol, inundações, doenças, emoções e guerras. Havia mitos sobre deuses e deusas que tinham poderes sobrenaturais.

Eles também tinham sentimentos humanos e pareciam humanos. Essas ideias foram passadas em histórias. Os romanos vieram depois dos gregos. Eles mantiveram muitos dos mesmos mitos, mas às vezes mudavam os nomes dos deuses. A seguinte história é sobre o deus romano Júpiter e sua família.

Júpiter era o principal deus dos romanos, até o cristianismo se tornar a principal religião do Império Romano. Os gregos chamavam Júpiter pelo nome de Zeus.
Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo

Montando na Nuvens e lançando relâmpagos

Júpiter era o rei do céu e da terra e vivia entre as nuvens no topo do Monte Olimpo, onde ele podia olhar para baixo e ver tudo o que acontecia na terra. Ele cavalgava nas nuvens de tempestade e lançava relâmpagos ardentes e, quando acenava com a cabeça, a terra tremia, as montanhas fumegavam e o céu escurecia.

Júpiter tinha dois irmãos que eram companheiros terríveis. Um deles era Netuno, o rei do mar e vivia em um palácio de ouro nas profundezas das cavernas do mar. Sempre que ele estava bravo, as ondas subiam na montanha alta, os ventos da tempestade uivavam, e o mar rompia a terra.

O outro irmão de Júpiter era Pluto triste e pálido, que vivia debaixo da terra, onde o sol nunca brilhava e onde havia escuridão, choro e tristeza o tempo todo. Os homens diziam que sempre que alguém morria, Plutão, o inimigo da vida, trazia os mortos para o Mundo Inferior, também conhecido como Hades.

O mais poderoso dos seres poderosos

Outros seres poderosos viviam com Júpiter no topo de sua montanha. Havia Vênus, a rainha do amor e da beleza, que era mais justa do que qualquer mulher que você ou eu já vimos. Havia Atena, a rainha do ar, que dava sabedoria às pessoas e Juno, a rainha da terra e do céu, sentada à direita de Júpiter. Havia Marte, o grande deus guerreiro da guerra, e Mercúrio, o mensageiro veloz, que tinha asas no capacete e nos sapatos e voava de um lugar para outro impulsionado pelo vento. Havia Vulcano, um ferreiro habilidoso, que vivia em uma montanha em chamas - um vulcão - fazendo coisas maravilhosas de ferro, cobre e ouro.

Havia outros, também, que viviam em mansões reluzentes e douradas, no alto das nuvens. Eles podiam ver o que os homens estavam fazendo e desciam para vagar pela terra ou pelo mar.
Eles eram poderosos, mas Júpiter era o mais poderoso.

Conto dos titãs

Antes de Júpiter ser rei do céu e da terra, uma poderosa família chamada Titãs governava o mundo. Havia seis irmãos e seis irmãs. Seu pai era o Céu, Urano e sua mãe, a Terra, Gaia.

O nome do mais jovem Titã era Saturno. Com a ajuda de sua mãe, Gaia, Saturno atacou seu pai, derrotou-o e depois se tornou o novo governante dos Titãs. Ele governou por muitos anos e ficou conhecido como o pai do tempo.

Todos os homens eram felizes durante a Idade de Ouro de Saturno. A primavera durava o ano todo, de modo que os bosques e os prados estavam sempre cheios de flores, e a música dos pássaros cantantes era ouvida todos os dias e a cada hora. Era verão e outono também ao mesmo tempo. Maçãs, figos, laranjas, uvas roxas, melões e bagas de todos os tipos, estavam sempre prontos para serem comidos.

A Idade de Ouro: O anel de bronze de Saturno?

Ninguém tinha que fazer nenhum tipo de trabalho. Não havia doença, tristeza ou velhice. Homens e mulheres viviam por centenas de anos e eram sempre bonitos e jovens. Eles não precisavam de casas, pois não havia dias frios, nem tempestades, nem nada para deixá-los com medo. Luz solar, ar puro, água de nascente, carpete gramado e céu azul sempre foi perfeito.

Ninguém era pobre. Ninguém era mais rico que o outro, e não havia fechaduras nas portas para todos serem amigos de todos. Nenhum homem queria mais do que seus vizinhos.

Quando essas pessoas felizes tinham vivido por tempo suficiente, elas adormeciam, e seus corpos não eram mais vistos enquanto voavam para longe, para uma terra florida. Alguns homens diziam que vagavam alegremente em todos os lugares, fazendo com que os bebês sorrissem em seus berços.

Saturno come seus próprios filhos

Mas esta Era de Ouro chegou ao fim! Júpiter e seus irmãos terminaram.

Depois que Saturno derrotou seu pai, Urano, sua mãe, Gaia, disse a seu filho que seus próprios filhos o atacariam e o derrotariam também. Então, quando a esposa de Saturno, Réia, trouxe sua primeira filha, Vesta, Saturno a comeu. Quando os outros nasceram, Juno, Plutão, Héstia e Netuno, eles também foram comidos por Saturno.

Réia não queria ver seu último filho, Júpiter, ser comido, então ela enrolou uma pedra em cobertores e a deu para o marido. Júpiter viveu e a cada ano planejava como derrotar seu pai. Quando ele cresceu, ele atacou seu pai chutando-o no estômago. Isso liberou seus irmãos, projetando-os através da boca de Saturno. Juntamente com os irmãos Netuno e Plutão e suas irmãs Juno, Ceres e Vesta, Júpiter travou uma longa e terrível guerra contra Saturno e os Titãs.

Seus aliados eram uma companhia de monstros de um olho chamados Ciclopes que criavam raios no fogo das montanhas em chamas. Três outros monstros, cada um com cem mãos, jogavam pedras e árvores contra os palácios dos Titãs, enquanto Júpiter enviava afiados raios que incendiavam a floresta e faziam os rios ferverem.
Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo

Júpiter derrota Saturno e a humanidade entra em apuros

Claro, Saturno e seus irmãos e irmãs foram derrotados. No final de dez anos, eles tiveram que desistir e implorar pela paz. Eles foram amarrados em cadeias da rocha mais dura e jogados em uma prisão nos Mundos Inferiores, onde os Ciclopes e os monstros de cem mãos se tornaram seus carcereiros para sempre.

Na terra, os homens começaram a mudar e ficaram infelizes com suas vidas. Alguns queriam ser ricos e possuir todas as coisas boas do mundo. Alguns queriam ser reis e governar os outros. Alguns que eram fortes queriam fazer outros escravos. Alguns derrubavam as árvores frutíferas e não plantavam árvores novas. Alguns, por esporte, caçavam, matavam e comiam os animais que sempre foram seus amigos.

Por fim, em vez de todos serem amigos de todos, todos eram inimigos de todos. Então, em todo o mundo, em vez de paz, houve guerra. Em vez de muito, havia fome. Em vez de inocência, houve crime. Em vez de felicidade, havia miséria. Foi assim que Júpiter se tornou tão poderoso e foi assim que a Era de Ouro chegou ao fim.
A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
Havia uma cidade pequena, porém muito bonita. Era um lugar próspero, de fazendeiros, de vida feliz e sossegada.

Certa manhã, um bando de cangaceiros chegou de repente ao lugar. Foi um alvoroço. Num instante, a população desapareceu das ruas. As janelas se fecharam e as portas se trancaram. O chefe dos cangaceiros bateu na porta da casa mais rica da cidade. Como não tinha outro jeito, o dono da casa veio saber o que ele desejava.

- Nós não queremos fazer mal a ninguém, disse o chefe dos cangaceiros. Estamos precisando de mantimentos e sabemos que aqui há bastante. Ainda sobrará muito para vocês.
A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
O fazendeiro prometeu que conversaria com outros homens ricos do lugar, a fim de conseguir a quantidade que o cangaceiro desejava. O cangaceiro concordou em esperar até o dia seguinte.

Tudo deu certo, os mantimentos foram entregues e o bando tratou de partir. O que os cangaceiros não sabiam era que o fazendeiro aproveitara para lhes preparar uma cilada. Combinara com seus amigos para atirarem neles pelas costas, quando estivessem de partida. E assim foi feito. Mal os cangaceiros deram as costas, várias janelas se abriram, surgindo uma porção de espingardas. Muitos cangaceiros caíram mortos e o resto fugiu em disparada.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada. Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar!

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada.

Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

A profecia do cangaceiro realizou-se rapidamente. O caso correu de boca em boca e ninguém queria saber mais do fazendeiro. Que homem era aquele? Entregar um filho para salvar a própria pele! Mesmo sua mulher não tinha mais coragem de olhá-lo no rosto. E ele sofria. Seu filho que ficara, o Deodato, também já não era o mesmo. Escapava dos braços do pai, vivia agarrado à saia da mãe.

De vez em quando, não aguentando mais aquela tortura, o fazendeiro explodia:

- Que culpa tive eu? Havia outra solução? Sei que o menino está vivo! E eu? O que teriam feito comigo?

A mulher nada respondia. Baixava a cabeça e chorava.

E o tempo foi passando. Para a população, o caso já era fato esquecido, mas nunca haveria de ser para o fazendeiro e sua mulher. Deodato, agora com catorze anos, não mais se lembrava. Sabia do caso por ouvir contar.

Embora o fazendeiro, muito envelhecido pelo sofrimento, quisesse fazer do filho o seu sucessor, o mocinho não concordava. Desejava ser vaqueiro, atravessar aquelas caatingas, correndo atrás do gado, conhecer novos lugares, dormir à luz das estrelas. E, realmente, tornou-se um vaqueiro, aumentando ainda mais, sem querer, o desgosto do velho. Tornou-se tão bom vaqueiro, que sua fama correu por toda a região. Não havia cavaleiro igual.

Uma noite, quando ele dormia na caatinga, teve um sonho esquisito que o deixou preocupado. Sonhou com um velho vaqueiro, de pele curtida pelo sol e vestido com a indispensável roupa de couro, envolto por uma luz azul muito suave, que lhe disse:

- Sou o rei de todos os vaqueiros. Sempre desejei confiar meu cavalo mágico a um bom cavaleiro, mas nunca achei um que merecesse. Você, porém, é digno do meu desejo. Siga em frente. Ao anoitecer, encontrará um cavalo avermelhado, que dará três relinchos quando você se aproximar. Pode montar nele, que será seu. Mas tome cuidado: ele não corre, voa. E não aceitará outro cavaleiro, nunca. Só você.

Tão logo amanheceu, ele contou o sonho aos companheiros. Todos riram e um lhe disse:

- Isso é que é ser vaqueiro. Até dormindo ele pensa em cavalo!

Seguiram levando a boiada. O dia transcorreu como os outros. Quando começou a anoitecer, um dos vaqueiros comentou:

- Olhem que engraçado, aquele cavalo pastando sozinho. Deve ter fugido.

Deodato viu um belo cavalo avermelhado, destacando-se contra a luz do poente. Lembrou-se do sonho. Qual! Era apenas um sonho! Propôs aos amigos.

- Vamos ver se a gente pega aquele bicho?

Os amigos não concordaram e foram apeando para passar a noite. Estavam cansadíssimos.

Deodato não conseguiu livrar-se da idéia e foi a pé na direção do belo animal, que relinchou três vezes. Queria vê-lo mais de perto, apenas. Não levou o laço. Foi-se aproximando, até pôr a mão no cavalo. Este nem mesmo se mexeu. Aí, Deodato teve novamente a mesma visão: apareceu-lhe o velho vaqueiro, envolto por uma suave luz azul, que lhe disse, apontando o cavalo:

- É esse, ele é seu.

O cavalo acompanhou o moço docilmente. Chegaram onde estavam os outros. Deodato colocou os arreios no animal e montou nele. Os companheiros olhavam, espantados. O cavalo partiu, mas sabem como? Voando! Ele andava no ar! Os vaqueiros pensaram que fosse um sonho! Não podia ser verdade!

Daquele dia em diante, Deodato ficou conhecido como o Vaqueiro Voador. Alguns de seus companheiros haviam tentado montar no cavalo mágico, porém ele não saía do lugar. Somente voava se fosse montado por Deodato.

Enquanto isto acontecia, a cidade era atacada por um bando de cangaceiros, chefiados por um moço destemido, conhecido por Ventania. E era mesmo um pé de vento: fazia a cidade tremer. Passaram a saqueá-la no mínimo uma vez por semana. Os homens tinham medo de reagir e provocar um tiroteio, que pudesse causar a morte de muitos moradores. Tentaram várias vezes atacar o bando em seu próprio esconderijo, na caatinga, mas as sentinelas não deixavam ninguém se aproximar. Ouviam o tropel dos cavalos e as espingardas falavam. A cidade estava em desespero. O que fazer?

Todos estavam preocupados. É verdade que aqueles cangaceiros não disparavam um tiro quando estavam na cidade, mas do jeito que estavam fazendo, logo as lojas e os armazéns estariam vazios! O homem era mesmo uma ventania! Levava tudo!

Muito longe dali, o Vaqueiro Voador tocava a boiada pelas caatingas, assombrando os que viam galopar seu cavalo mágico. Seus companheiros não precisavam mais ter preocupação: num instante, ele cercava um boi fugitivo lá longe, noutro instante estava de volta...

Quando Deodato voltou à cidade, causou o maior espanto com o seu cavalo. Uns riam, outros choravam; uns corriam, outros não conseguiam correr.

Também ali, ele ficou conhecido por Vaqueiro Voador. E não tinha mais sossego. Em toda emergência, ele era chamado.

Enquanto ele permanecia na cidade, deu-se novo ataque do bando de Ventania.

Deodato perguntou ao seu pai:

- O que é esse barulho?

- Deve ser um novo ataque do bando de Ventania. Estão sempre vindo à cidade. Levam roupas, alimentos e não se pode fazer nada.

- E por que os homens não organizam a defesa? Não têm mais armas?

- Têm, meu filho, não é isso. É que não querem provocar um tiroteio aqui na cidade e pôr em risco a vida de inocentes. Os cangaceiros precisariam ser atacados em seu próprio esconderijo, que não deve ser longe.

- Pois, então...?

- Acontece que eles deixam várias sentinelas escondidas atrás de mandacarus e não há quem descubra onde se escondem.

- É mesmo um problema. Que se há de fazer?

De repente, o velho deu um salto tão violento, que deixou o filho assustado:

- O que foi, pai? Que aconteceu?

- Tive uma idéia! Uma grande idéia! Você será a nossa salvação, meu filho!

O moço espantou-se:

- Eu? Como? Por que? Não entendo.

- Você e seu cavalo mágico! Não entendeu? Você passará voando por cima das sentinelas! Nem perceberão!

- E que posso eu fazer sozinho contra os outros cangaceiros?

O velho pôs-se a pensar. Depois, disse:

- Se você descobrir onde estão escondidos, nossos homens poderão ir mais tarde por outro caminho.
A mãe de Deodato ouviu a conversa e dirigiu-se ao marido:

- Por favor, não peça para ele ir! Nosso outro filho foi entregue aos cangaceiros. Agora quer que este seja morto por eles?

- Mas o que hei de fazer? Estou muito velho e só Deodato pode montar o cavalo mágico.
- Você iria, eu sei... Como foi da outra vez, respondeu ela, irônica.

O Vaqueiro Voador resolveu aceitar a ideia do pai.

Combinou-se que o moço partiria naquela noite. Os outros homens deveriam aprontar-se, para depois serem guiados ao esconderijo.

No mesmo dia, houve outro assalto do bando. Mas, pela cabeça de todos os habitantes, passava idêntico pensamento: “Aproveitem, que é a última vez!”

Depois do assalto, o Vaqueiro Voador preparou-se para ir atrás dos cangaceiros: calçou as perneiras, vestiu o parapeito, o gibão, pôs o chapéu, tudo de couro por causa dos espinhos, e seguiu na direção que os cangaceiros costumavam tomar.

Passou por cima das sentinelas sem ser visto e chegou ao esconderijo.

Desceu cuidadosamente, um pouco longe do acampamento dos cangaceiros, saltou do cavalo e foi-se aproximando, devagar. De repente, sentiu um cutucão nas costas. Virou-se e deu com um cangaceiro que lhe perguntou:

- O que você quer aqui? Espionando, hein? Pois vamos falar com o chefe.

Deodato pensou em correr até o cavalo, mas desistiu ao ver a espingarda pronta para atirar. Logo apareceram outros cangaceiros que o conduziram à presença do chefe. Entraram na cabana e o cangaceiro que o havia aprisionado falou ao chefe:

- Pegamos esse homem espionando. Não sei de que modo ele conseguiu chegar até aqui.

O chefe, o famoso Ventania, olhou o prisioneiro com cuidado e pensou: “Já vi esse homem em algum lugar”. Deodato também teve a impressão de já conhecer o outro, embora nunca o tivesse visto de perto. Mas nada disseram.

- Por que você veio aqui? O que pretende? – quis saber Ventania.

O moço podia ter inventado alguma desculpa, mas preferiu falar a verdade. Contou porque estava ali e o cangaceiro admirou-se de sua coragem. Os outros queriam a todo o custo enforcar o espião, porém Ventania se opôs. Jamais havia permitido que matassem alguém.

- E o que vamos fazer com ele? – quis saber um cangaceiro.

Ventania pôs-se a pensar e viu que o problema era mesmo difícil de ser resolvido. Mantê-lo prisioneiro, onde? Deixa-lo ir? Ele contaria aos outros a posição do esconderijo. Que fazer?
- É, temos de encontrar uma solução, disse Ventania. Preciso pensar com mais calma.

Os outros cangaceiros insistiram em enforcá-lo, mas o chefe continuou a discordar.

Enquanto esperava a solução, Ventania olhou outra vez, com cuidado, o prisioneiro e lhe disse:

- Tenho a impressão de que já vi você em algum lugar, mas não sei onde.

- O mesmo acontece comigo – respondeu o Vaqueiro Voador.

Os cangaceiros que ali estavam começaram a murmurar:

- Como eles são parecidos!

Realmente, eles eram bem parecidos; se não foi notado logo à primeira vista, era porque Deodato, além de ser mais gordo, usava bigode e o cabelo mais comprido.

Conversa vem, conversa vai, Deodato perguntou ao chefe dos cangaceiros qual era a injustiça que lhe haviam feito, já que eles geralmente se dedicavam ao crime por vingança. Para surpresa do moço, Ventania disse que não queria vingar-se de ninguém, que nascera praticamente naquela vida e não conhecia outra. Conforme os mais velhos lhe haviam contado, seu pai o entregara ainda bem pequeno ao então chefe do bando. Ali ele crescera. Deodato achou a história muito parecida com a de seu irmão, Lucídio. Fez-lhe mais perguntas, inclusive se sabia qual era o seu nome. Não sabia. Depois contou a história de seu irmão.

- Então é por isso que pensei que já havia visto você! – exclamou o cangaceiro.

- É isso mesmo! – confirmou Deodato. Agora já sei! É porque somos irmãos! Seu nome é Lucídio!

Deodato convidou-o a deixar aquela vida e a voltar com ele para casa. O outro não queria, alegando que nada mais sabia fazer. O irmão disse-lhe que podia ser vaqueiro. Aprenderia com ele. A promessa de uma vida familiar foi mais forte e o cangaceiro resolveu acompanhar o irmão. Nomeou novo chefe para o bando e deu ordens para que não atacassem mais aquela cidade.

Como Lucídio jamais tinha assassinado alguém e também não era culpado por ser cangaceiro, foi perdoado pelos assaltos cometidos. Seu pai percebeu-lhe uma forte vocação para comandar e administrar e lhe entregou os destinos da fazenda.

Administrada por ele e com um vaqueiro como Deodato, a fazenda tornou-se ainda mais importante. E, a cidade nunca mais foi atacada.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
O mito é a mais antiga forma de conhecimento, de consciência existencial e ao mesmo tempo, de representação religiosa sobre a origem do mundo, sobre os fenômenos naturais e a vida humana.

A palavra mito deriva do grego mythos, que significa palavra, narração ou mesmo discurso, e dos verbos mytheyo que é contar ou narrar e mytheo que significa anunciar e conversar.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
A função do mito, portanto é a de descrever, lembrar e interpretar todas as origens, seja ela a do cosmo (cosmogonia), dos Deuses (teogonia), das forças e fenômenos naturais (vento, chuva, relâmpago, acidente geográfico, seja ela a das causas primordiais que impuseram ao homem as suas condições de vida e seus comportamentos. Em síntese, é a primeira manifestação de um sentido para o mundo.

Veja também: Diferença Entre Mito e Mitologia

Fábula do (latim fari + falar e grego Phaó + dizer, contar algo) é uma narração breve, de natureza simbólica, cujos personagens por via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral.

A fábula segundo os fabulistas:
  • Theon (século I d.C.) – “Fábula é um discurso mentiroso que retrata uma verdade”
  • Fedro (século I d.C.) – “A fábula tem dupla finalidade entreter e aconselhar”
  • La Fontaine (século XVII) – “A fábula é uma pequena narrativa que, sob o véu da ficção, guarda uma moralidade”
A motivação é de origem popular e o espírito geral é realista e irônico. São curtas, bem-humoradas e suas mensagens e ensinamentos estão relacionadas com os fatos do cotidiano e faz-nos refletir seriamente sobre o comportamento humano e nos levam a um posicionamento crítico sobre suas condutas.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
A fábula é uma narrativa alegórica, em forma de prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais que sustentam um diálogo, cujo desenlace reflete uma lição de moral, característica essencial dessa.

Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. Quando uma narrativa curta, pretendendo conter alguma lição ética, moral, implícita ou explícita, protagonizada por pessoas, chama-se Parábola.

Veja também: O Que é Mitologia?

A palavra lenda provém do baixo latim legenda, que significa “o que deve ser lido”. No princípio, as lendas constituíam uma compilação da vida dos santos, dos mártires (Voragine); eram lidas nos refeitórios dos conventos.

Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana.

Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis e até certo ponto aceitáveis para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Veja também: O que são mitos, lendas e contos populares?
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
Resumindo...
  • A fábula consiste em uma narração de fundo moral, normalmente em versos, cujos protagonistas são animais dotados de qualidades humanas - como "A cigarra e a formiga".
  • A lenda é uma narrativa popular, sempre inspirada em fatos históricos, cujo herói reflete os anseios de um grupo ou de um povo - um exemplo seria a lenda de "Robin Wood".
  • Já o mito seria um tipo de lenda, só que com os personagens divinizados - o mito de Apolo, por exemplo.
As diferenças são pequenas e muito sutis! Confesso que considero a fábula como conto que usa animais como metáforas do comportamento humano para questionar e gerar uma lição de moral ao final. Atualmente, na minha visão, a lenda e o mito se confundem.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Conhecemos a história da origem grega de algumas das primeiras fontes literárias gregas que sobreviveram, "Teogonia" e " Os Trabalhos e os Dias" de Hesíodo.

Acredita-se que esse poeta oral tenha sido ativo em algum momento entre 750 e 650 aC, dentro de décadas em que os épicos homéricos "A Ilíada" e "A Odisseia" assumiram a forma em que os conhecemos.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Artefatos encontrados por arqueólogos apoiam a história da criação registrada no trabalho de Hesíodo; cerâmica do oitavo século AEC retrata os deuses e deusas que ele descreve. Hesíodo contou essa versão centrada no homem, na qual Pandora, a primeira mulher criada pelos deuses, é a causa de muitos problemas. Mas, antes disso, Pandora - cujo nome significa “presenteadora” - era conhecida na tradição oral como uma gentil deusa da Terra.

No começo havia o Caos, um nada. Do vazio emergiu Gaia (a Terra) e outros seres divinos - Eros (amor), o Abismo (parte do submundo) e o Erebus ou Érebo (o local incognoscível onde a morte mora). Sem ajuda masculina, Gaia deu à luz Urano (o céu). Urano, por sua vez, a fertilizou.

Dessa união nasceram os primeiros Titãs - seis masculinos: Ceos, Crio, Cronus, Hipérion, Jápeto e Oceano, e seis femininas: Mnemósine, Febe, Réia, Téia, Témis e Tétis. Depois que Cronus (tempo) nasceu, Gaia e Urano decretaram que não mais Titãs deveriam nascer.

Cronos cortou os órgãos genitais do pai e jogou-os no mar, de onde surgiu Afrodite, deusa do amor, beleza e sexualidade. Cronus tornou-se o governante dos deuses com sua irmã-esposa, Réia, como sua rainha. Os outros Titãs se tornaram sua corte. Porque Cronus havia traído seu pai, ele temia que seus descendentes fizessem o mesmo. Então, cada vez que Réia dava à luz, Cronus pegava a criança e a comia. Réia odiava isso e enganou-o, escondendo uma criança, Zeus. Ela enrolou uma pedra no cobertor de um bebê para que Cronus comesse a pedra em vez do bebê.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Quando Zeus cresceu, ele alimentou seu pai com uma bebida envenenada. Isso fez com que Cronus vomitasse, vomitando os outros filhos de Réia e a pedra. Zeus então desafiou Cronos a guerrear pela realeza dos deuses. Por fim, Zeus e seus irmãos, os Olimpianos, foram vitoriosos e os Titãs foram lançados ao aprisionamento no Abismo.

Zeus foi atormentado pela mesma preocupação que seu pai tinha. Depois de uma profecia de que sua primeira esposa, Metis, daria à luz a um deus maior do que ele, ele a enganou para se transformar em uma mosca. Então ele prontamente a engoliu. Mas ela já estava grávida de Atena. No estômago de Zeus, ambos o fizeram infeliz até que Atena, a deusa da sabedoria, civilização e justiça, explodiu de sua cabeça - totalmente crescida e vestida para a guerra. Zeus foi capaz de lutar contra todos os desafios ao seu poder e permanecer o governante do Monte Olimpo, a casa dos deuses.

Um filho dos Titãs, Prometeu, não lutou com seus companheiros Titãs contra Zeus e foi poupado de prisão; ele recebeu a tarefa de criar o homem. Prometeu deu forma ao homem na lama e Atena deu vida à figura de barro. Prometeu fez o homem ficar de pé como os deuses.

Prometeu enganou Zeus dando fogo ao homem. Para puni-lo, Zeus criou a primeira mulher, Pandora. Ela era uma beleza estonteante com imensa riqueza, mas ela tinha o coração e a língua de um mentiroso. Ele também deu a Pandora uma caixa que ela foi ordenada a nunca abrir. Eventualmente, no entanto, sua curiosidade era tanta que ela abriu a caixa para liberar todos os tipos de maldade, pragas, tristezas e infortúnios. No entanto, ela também lançou esperança, que estava no fundo da caixa.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares (equivalente romano é Marte) era o deus grego da guerra. Ele é um dos Doze Olimpianos e filho de Zeus e Hera. Na literatura grega, ele frequentemente representa o aspecto físico ou violento e indomável da guerra, em contraste com a blindada Atena, cujas funções como uma deusa da inteligência incluem estratégia militar e domínio geral. Desde os tempos antigos as pessoas, a fim de resolver suas diferenças recorreram ao ato mais doloroso para os seres humanos, a guerra.

A antiga mitologia grega é dominada por duas grandes operações de combate: a Guerra de Tróia de dez anos e a campanha dos Argonautas. Então os gregos cunharam um deus, Ares, que personificava esse terrível flagelo. Ele estava sempre com sede de sangue e sua principal característica era a raiva irracional e a falta de cortesia.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares pertence à segunda geração de atletas olímpicos. Ele era filho legítimo de Zeus e Hera. Seu amor por causar guerras e brigas o tornou desagradável não só para outros deuses, mas também para seu pai Zeus, que nunca perdeu uma oportunidade de atacá-lo e chamá-lo de "cabeça teimosa".

A maior controvérsia foi entre Ares e Atena, que também era uma deusa da guerra. Mas Athena era, paralelamente, a deusa da sabedoria, então combinava poder com inteligência. É por isso que na maioria das vezes ela prevaleceu contra o belicoso Ares e levando-o à vergonha. Os conflitos mais significativos entre eles foram feitos durante a Guerra de Tróia.

Como somos informados por Homero, o deus brigão que havia prometido a sua mãe Hera e Atena ajudar os gregos. Mas, seduzido pela beleza de Afrodite, ele passou em um momento crítico na facção oposta. Por algum tempo, ele ficou ao lado do principal herói dos troianos, Hector, que dizimou os guerreiros aqueus, uma vez que Aquiles estava desaparecido do campo de batalha. Hera ficou indignada com o filho que, desde a infância, só causou problemas, correu até Zeus e pediu permissão para expulsar Ares da batalha, ferindo-o. Ele aceitou, já que não gostava de seu filho. Imediatamente Hera enviou Atena para organizar o assunto como ela sabia.

A deusa sábia usava o Kynee, o capacete de seu tio Hades, que a tornava invisível, e saltou imediatamente do Olimpo na planície de Tróia. Então ela ficou na carruagem de Diomedes que começou a batalha com Ares, sem saber, claro, que ele era contra um deus olímpico. Ares primeiro lançou sua lança de bronze contra um guerreiro mortal, mas a invisível Atena a repeliu com ambas as mãos e a lança caiu no chão.

Então Diomedes lançou sua lança e Atena a dirigiu ao lado de Ares. Ele caiu ferido no chão e gritou com uma voz terrível que entrou em pânico em gregos e troianos, pois ele era como dez mil guerreiros gritando juntos. Então ele voou para o Monte Olimpo envolto em nuvens espessas e imediatamente foi para o palácio de Zeus.

Ele mostrou-lhe a ferida e, enquanto chorava, começou a reclamar:

“Pai Zeus, você vê as injustiças acontecendo, mas você não está bravo. Todos os deuses sempre fazem sua vontade e obedecem às suas ordens. Mas você não pode ver Atena, que sempre faz a vontade dela. Você nunca discute com ela desde que você deu a luz a ela sozinha. E agora, ela coloca um mortal para me ferir com sua lança e me ridicularizar!

O pai de deuses e homens, furioso com o filho, respondeu com palavras insultuosas.

“Você não tem vergonha de vir diante de mim choramingar? Saiba que eu te odeio, porque você sempre gosta de guerras, brigas e batalhas. Você é uma cabeça teimosa exatamente como sua mãe Hera. Saiba que se seu pai fosse qualquer outro, ele teria jogado você no Tártaro, ainda mais abaixo do que os Titãs”

Embora Zeus usasse palavras ofensivas, Ares era seu filho e não suportava vê-lo magoado e chorando. Então Zeus instruiu Péon, médico dos deuses para curar sua ferida. Mas na batalha final da Guerra de Tróia todos os deuses, com a permissão de Zeus, correram totalmente blindados no campo de batalha. No acampamento grego, juntaram-se a Hera, Atena, Poseidon e o divino ferreiro Hefesto. Ao lado dos troianos, chegaram o terrível Ares, mestra arqueira Artêmis, Febo de cabelos compridos, Leto e a sorridente Afrodite.

Ares, que estava amargurada com Atena, porque ela sempre o envergonhava em frente aos olimpianos, encarregado da primeira oportunidade para ela e começava a falar com palavrões:
"Vadia sem vergonha, com seu ego e insolência você causou muitos problemas para os deuses!"

Então ele jogou sua lança na égide de Atena que nem o trovão de Zeus poderia perfurar. A deusa balançou e deu dois ou três passos para trás. Sem perder a coragem, agarrou uma pedra enorme que as pessoas tinham colocado para a fronteira e lançou no belicoso deus. A rocha atingiu Ares no pescoço, forçando-o a se ajoelhar e cair. Seu enorme corpo se espalhou por sete quilômetros quadrados quando ele caiu no chão. Seus joelhos sangraram e seu cabelo ficou cheio de terra. Todos os deuses começaram a rir quando viram o deus da guerra caído no chão, que mais uma vez foi ridicularizado por Atena. Apenas Afrodite correu para ele, ajudou-o a levantar e agarrou-o pela mão e o levou para o Olimpo.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares também teve várias diferenças com o famoso herói Héracles (Hércules), que estava desfrutando da proteção de Atena. Certa vez, o Swan, filho de deus guerreiro e Pelopeias, queria construir um templo a partir dos crânios dos homens, em homenagem ao pai. Portanto, ele estava matando todos os transeuntes. Então ele tentou fazer a mesma coisa com Héracles. Ares correu ao lado de seu filho e forçou o herói a se retirar. Mas então Héracles retornou e matou o Swan.

Para este evento existem várias variações. Então, um mito diz que Swan concordou com Ares para matar Héracles. Durante o conflito, o herói matou o Swan e o deus imortal ferido na coxa. Outro poeta conta que o Swan era filho de Ares e Pyrinis e desafiou Héracles para um duelo. O deus queria ajudar seu filho e tentou queimar o oponente. Mas Zeus, que era o pai do herói, lançou um trovão entre eles e os separou. Outro filho de Ares que teve diferenças com Héracles foi Diomedes da Trácia.

Este país era bárbaro e Ares tinha muitas relações com ele. Diz-se que lá havia o seu segundo palácio e viveu lá por um longo período de tempo. Este filho tinha éguas que se alimentavam com carne humana. Héracles agarrou-as e levou-as para o mar. Diomedes perseguiu o herói, mas acabou sendo morto por suas flechas.

Ainda assim, eles dizem, que Ares havia criado as Aves do Lago Estínfalo, abutres predadores alimentados com carne humana. Estes pássaros foram mortos por Héracles, enquanto executavam um dos doze trabalhos que Euristeu havia designado para ele. Este feito aconteceu com a ajuda de Atena, que lhe deu os címbalos de Hefesto.

Mas Ares, na guerra com os gigantes, onde deveria ter um papel de liderança, não teve um desempenho particularmente bom, ao contrário de Atena e Héracles, que até então ainda eram mortais. Pelo que Hesíodo nos conta, ele matou apenas um gigante, chamado Milantas.

No entanto, da geração dos gigantes, Ares experimentou outra terrível humilhação. Os gigantes Aloídas, Otos e Efialtes, o fizeram prisioneiro. Isso aconteceu quando os gigantes tentavam subir o Monte Olimpo, colocando uma montanha em cima da outra, ou durante a execução da tarefa que lhes fora confiada por Afrodite, a saber, proteger Adonis.

Por uma razão ou outra, os Aloídas mantinham seu prisioneiro em uma grande garrafa de cobre durante treze meses. E ficaria ainda mais tempo se o segredo não escapasse da boca de Erínias, madrasta dos gigantes.

Quando Hermes ouviu falar sobre isso, ele correu para libertá-lo. Ares não se atreveu a aparecer na frente dos imortais, ele sabia que ele teria que lidar com a repreensão de seu pai, mas também com as risadas e piadas dos outros deuses e, especialmente, de Atena. Então ele correu e se escondeu nas rochas de Naxos.

Ares uma vez acasalou com Agrafi, a filha de Cécrope, e nasce Alkippi. Mas Alirrothios, filho de Poseidon e da Ninfa Evritis, ficou deslumbrado com sua beleza. Quando a filha resistiu ao seu chamado erótico, Alirrothios a estuprou. Ares, para vingar a desonra de sua filha, o matou. Netuno convocou uma corte de deuses de emergência para julgá-lo culpado de assassinato. A sessão do tribunal foi em uma colina perto da Acrópole. Lá os deuses decidiram a absolvição de Ares.

A colina foi denominada Areópago (Rocha de Ares) e desde então foi decidido que todos os casos criminais seriam julgados ali.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Outros dizem que as amazonas, as famosas guerreiras, eram as filhas de Ares. Uma vez que eles ocuparam Atenas nos anos em que Teseu era rei, elas ofereceram sacrifício a seu pai na colina, que desde então se chamava Ares.

Ares teve um papel importante no mito de Cadmo, o fundador de Tebas. Mais especificamente, Cadmo matou um dragão que era filho do deus olímpico e da ninfa Telfousa. Por essa razão, o herói foi forçado a servir Ares como escravo durante um ano. Por ordem do deus, Cadmo semeou metade dos dentes do dragão em um campo arado e a terra cresceu guerreiros ferozes chamados Spartoi. Com um plano inteligente de Cadmo, eles se mataram e apenas cinco sobreviveram, que foram os primeiros cidadãos de Tebas.

Mais tarde, Ares se reconciliou com Cadmo e lhe deu Harmonia como sua esposa, filha de Are, de Afrodite. Todos os deuses do Olimpo assistiram ao casamento da deusa com o herói mortal. Apolo e as Musas cantaram lindos hinos e Hefesto deu à noiva um lindo véu de seda e um colar de ouro.

O caso de amor mais famoso de Ares é seu caso ilícito com Afrodite. Ela era a legítima esposa de Hefesto. Quando Afrodite viu o corpo definido de Ares e seu belo rosto, ela foi incapaz de resistir ao chamado do amor. Essa infidelidade foi percebida por Hélio, que revelou os detalhes desse incidente ao divino ferreiro Hefesto. A fim de pegá-los no ato, ele colocou em sua cama magicamente redes e fingiu que ele estava saindo para uma viagem para Lemnos.

O deus da guerra, momentos depois de vê-lo sair, correu para seu palácio e encontrou Afrodite. Os dois amantes, quando deitados na cama, foram apanhados nas redes mágicas. Logo, Hefesto apareceu e alertou todos os deuses. Eles começaram a rir quando viram os amantes presos. Depois que Hefesto os libertou após a intervenção de Netuno, Afrodite se refugiou no templo de Pafos e Ares na Trácia.

Exceto sua filha Harmonia, Ares teve dois filhos, Deimos (terror) e Fobos (medo), de seu relacionamento com Afrodite. Eles eram companheiros inseparáveis ​​e servos de Ares. Eles o seguiam em todos os campos de batalha e os gregos antigos os adoravam junto com o deus da guerra. Eles ofereciam sacrifícios antes do início da batalha, para afugentar o medo de sua formação e disseminá-lo em seus oponentes.

Além disso, Ares copulou com Harpina e nasce Enomau. Enomau s tinha uma filha muito bonita, Hipodâmia. Ele não queria que ela se casasse porque ele também estava apaixonado por ela.

Por esta razão, ele estava convidando os noivos aspirantes a uma corrida de bigas. Ele tinha dois cavalos em sua carruagem, presente de seu pai, que corria mais rápido que o vento. Então ele estava ganhando todas as vezes e então estava matando os futuros noivos.

Apenas Pelops conseguiu vencê-lo, com o conselho de Hipodâmia, que ela se apaixonou por ele.

Além disso, Meleagro era o filho de Ares de Althea, esposa de Enéas. Ela conseguiu salvar seu filho no último momento, escondendo a tocha de seu destino em uma caixa. Mas quando Meleagro, para defender sua amada Atalanta, matou os irmãos de Althea, ela jogou a tocha no fogo e seu filho morreu instantaneamente.

Além disso, outro filho de Ares foi Aeropis, que com a intervenção do deus conseguiu cuidar de sua mãe morta.

Além disso, Filonomi foi seduzido pelo deus guerreiro e deu à luz Licasto, que mais tarde se tornou rei da Arcádia. Além disso, com Chrysi (Golden) ele adquiriu Ixion e Koroni.

Finalmente, na Líbia, outro de seus filhos, chamado Lykastos, costumava sacrificar ao pai todos os estrangeiros que chegavam ao seu país.

Os antigos gregos podem não ter gostado do deus guerreiro, por isso não vemos frequentemente templos e santuários magníficos, como vemos com os outros olímpicos do Panteão.

Sua adoração foi difundida principalmente no Peloponeso, Argos, Mantineia e Esparta. Acreditava-se que Ares estava presente em todos os campos de batalha, às vezes a pé, às vezes em sua carruagem, puxada por quatro cavalos, filhos de Erinya (Fúria) e Voras (Norte).

Além de Deimos e Fobos, a terrível Éris, que personificava a discórdia, e kéres, que atravessaram os campos de batalha e estavam espalhando a destruição, também eram suas acompanhantes.

Os principais símbolos de Ares eram a lança e a tocha. Do reino animal, seus símbolos eram os abutres que comiam os cadáveres de guerreiros mortos e cães que eram sacrificados em Esparta juntamente com touros e galos.

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10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Os antigos gregos tinham sede de monstros mitológicos. Essa obsessão se espalhou pelo mundo e continua até os dias atuais. No entanto, muitas das criaturas foram inspiradas não pela imaginação, mas pela ciência e natureza.

Descobriu-se que os locais dos antigos mitos eram frequentemente lugares onde grandes números de fósseis eram descobertos. Ao tentar entender o que estavam vendo, muitos mitos nasceram. Aqui, nós observaremos 10 criaturas mitológicas da Grécia antiga e ao redor do mundo que podem ter tido suas origens na realidade.

Ciclopes

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Na mitologia grega, os Ciclopes (plural de Ciclope) eram criaturas gigantescas com um único olho no centro de cada uma de suas cabeças. Eles eram conhecidos principalmente por sua barbárie, sem medo nem de homens nem de deuses.

O Ciclope mais famoso foi Polifemo, que atacou Ulisses em uma caverna e comeu metade de seus homens. Ulisses cegou o Ciclope ao enfiar uma estaca de madeira através do seu único olho. Então Odisseu e seus homens escaparam amarrando-se à parte de baixo das ovelhas.

Isso pode parecer implausível. Mas por um tempo, parecia haver alguma prova razoavelmente sólida da existência dos Ciclopes. Muitos crânios foram encontrados com uma única cavidade ocular no centro da cabeça.

Acontece que os crânios pertenciam aos elefantes anões. A “cavidade ocular” era a cavidade nasal central e a abertura para o tronco do elefante. Muitos crânios de elefantes anões foram encontrados em Chipre, especialmente em cavernas onde os Ciclopes deveriam ter vivido. Portanto, é talvez natural que um crânio de elefante tenha sido tomado como evidência de uma raça de criaturas gigantes comedoras de homem, com um olho e modos terríveis à mesa. [1]

O Kraken

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Originário do folclore nórdico, dizia-se que o kraken era poderoso o suficiente para arrastar um navio até as profundezas envolvendo seus gigantescos tentáculos ao redor do navio ou nadando em círculos ao redor para criar um turbilhão que arrastaria o navio para baixo.

O primeiro relato escrito do kraken remonta a 1180, e havia muitos relatos de um gigantesco monstro marinho tentaculoso arrastando navios até a sua destruição. Acredita-se que o kraken era capaz de devorar toda a tripulação de um navio em uma só bocada.

É provável que o mito kraken tenha surgido após o avistamento de uma espécie de lula gigante (Architeuthis dux), que pode atingir cerca de 18 metros de comprimento, ou possivelmente a lula colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), que é significativamente maior que a lula gigante e pode crescer até comprimentos desconhecidos. [2].

Poucas lulas colossais foram encontradas intactas, pois vivem nas águas profundas da Antártida. Por essa razão, ficou muito difícil encontrar evidências de como as lulas atacam suas presas. Algumas pesquisas recentes mostram que elas cercam presas com seus tentáculos antes de puxá-lo para eles e comê-lo. Então você nunca sabe.

O ornitorrinco

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Embora seja uma história mais recente do que algumas das outras, o ornitorrinco já foi considerado um animal mitológico. Mas é completamente real, ainda que um pouco estranha.

Descoberto pela primeira vez no século XVIII, foi considerado por muitos como uma farsa ridícula e não sem razão. Esta era uma época em que os naturalistas criavam todo tipo de criaturas estranhas com a ajuda da taxidermia e da imaginação criativa.

Por exemplo, Albertus Seba tinha todo um gabinete de curiosidades. Alguns eram reais e outros não. Por exemplo, a hidra de sete cabeças revelou-se um saco de cobras costuradas no corpo de uma doninha. O ornitorrinco parece tão implausível. Em 1799, o zoólogo inglês George Shaw escreveu que se assemelhava ao “bico de um pato engastado na cabeça de um quadrúpede”.

O ornitorrinco é notável por muitas razões, não apenas pela sua aparência peculiar. Os naturalistas não podiam determinar se a criatura era um mamífero. Ela botou ovos ou deu à luz filhotes vivos? Demorou mais 100 anos para os cientistas descobrirem a resposta para isso. O ornitorrinco é uma das poucas espécies de mamíferos que põem ovos. [3]

Sereias

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Houve lendas de sereias quase desde que as pessoas navegavam pelos mares. Um dos primeiros contos de sereias registrados foi o de Tessalônica. Acredita-se que ela era a meia-irmã de Alexandre, o Grande. Depois de uma aventura cheia de perigos para descobrir a Fonte da Juventude, ele enxaguou o cabelo de sua irmã na água imortal.

Quando Alexandre morreu, sua irmã (que também pode ter sido sua amante) tentou se afogar no mar. Mas ela não podia morrer, então ela se tornou uma sereia. Dizia a lenda que ela gritava aos marinheiros: "O rei Alexandre está vivo?" Se eles respondessem: "Ele vive, reina e conquista o mundo", ela permitia que eles partissem. Mas se eles dissessem que ele estava morto, ela se transformaria em um monstro e arrastaria o navio para o fundo do oceano.

Uma possível explicação para a persistência dos avistamentos de sereias é que os marinheiros estavam confundindo uma sereia, uma criatura fabulosa com o corpo de um peixe, mas a cabeça e torso de uma mulher bonita, com um peixe-boi. É justo dizer que o peixe-boi não é a criatura mais atraente da Terra. Então, como poderiam os marinheiros ter cometido tal erro? [4].

Bem, os peixes-boi podem manter suas cabeças fora da água e virá-los de um lado para o outro da mesma maneira que um humano pode fazer. E visto de trás, a pele áspera pode parecer um longo cabelo. Sabe-se também que marinheiros no mar por períodos prolongados experimentam alucinações náuticas. Então, talvez, se fosse à distância ou com pouca luz, eles poderiam confundir um peixe-boi com uma sereia. Ou talvez fosse o rum.

Vampiros

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
A visão moderna do vampiro começou com o romance de Bram Stoker, Drácula (1897), e mudou muito pouco desde então - um estranho pálido e magro com um sotaque improvável que dorme em um caixão e é mais ou menos imortal.

É bem conhecido que Stoker baseou seu personagem nos relatos históricos de Vlad, o Empalador. Também é possível que Stoker tenha se inspirado nos muitos rumores e superstições que cercaram a morte e o enterro na época, bem como a ignorância sobre como o corpo se decompõe.

Depois da morte, a pele do cadáver encolhe. Assim, seus dentes e unhas se tornam proeminentes e podem parecer ter crescido. Além disso, quando os órgãos internos se decompõem, o líquido de purga pode vazar pelo nariz e pela boca, deixando uma mancha escura. As pessoas podem ter interpretado isso como o cadáver bebendo sangue dos vivos. [5].

Havia também a evidência do próprio caixão. Às vezes, marcas de arranhões eram encontradas no interior dos caixões, o que era tomado como evidência de que os mortos haviam se tornado mortos-vivos e levantado de seus caixões.

Infelizmente, é mais provável que os mortos-vivos tenham morrido e que as pessoas que entraram em coma, por exemplo, tenham sido enterradas na crença equivocada de que haviam morrido. Depois de recuperar a consciência, eles podem ter tentado se libertar.

Acredita-se que o filósofo e monge John Duns Scotus tenha perecido de tal maneira. Dizem que seu corpo foi encontrado em uma cripta do lado de fora de seu caixão com as mãos ensanguentadas e machucadas de tentar escapar.

Gigantes

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Os gigantes fazem parte do folclore há milhares de anos. Na mitologia grega, temos os Gigantes, uma tribo de 100 gigantes que nasceram da deusa Gaia depois que ela foi impregnada de sangue coletado durante a castração de Urano.

Na mitologia nórdica, Aurgelmir foi criado a partir de gotas de água que se formaram quando a terra do gelo (Niflheim) encontrou a terra do calor e do fogo (Muspelheim). Ele deve ter sido bem grande. Depois que ele foi morto pelos deuses, a Terra foi feita de sua carne, os mares de seu sangue, as montanhas de seus ossos, as pedras de seus dentes, o céu de seu crânio e as nuvens de seu cérebro. Suas sobrancelhas até se tornaram a cerca em torno de Midgard, que é o jeito Viking de dizer Terra.

O gigantismo hereditário pode explicar algumas das crenças em gigantes (embora não as mais extravagantes). Os cientistas acreditam que eles isolaram um gene que pode levar ao gigantismo familiar. Segundo os pesquisadores, as pessoas com gigantismo também podem ter um tumor na glândula pituitária que pode estimular o crescimento.

Dizem que o gigante bíblico, Golias, tinha mais de 274 centímetros de altura. Não há uma definição moderna do que a altura nos torna um gigante, já que sociedades diferentes têm alturas médias diferentes, com diferenças de até 30 centímetros.

Um estudo publicado no Ulster Medical Journal sugeriu que Golias, famosamente morto por Davi com uma funda, tinha “uma árvore genealógica identificável sugestiva de herança autossômica dominante”. O pedregulho usado por Davi atingiu Golias na testa. Se Golias estivesse sofrendo de um tumor hipofisário pressionando seu quiasma óptico, ele teria tido distúrbios visuais que dificultariam a visão da pedra. [6]

Banshees

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No folclore irlandês, uma banshee (que significa "mulher das fadas" em gaélico) era uma bela jovem de cabelos brancos e olhos vermelhos de chorar que "choramingavam" para avisar a pessoa que a ouve que alguém da sua família vai morrer. Em vez de ser considerado uma ameaça, deveria dar às pessoas tempo para se despedirem de seus entes queridos.

Não está claro quando a lenda surgiu pela primeira vez. Houve relatos da banshee em Cathreim Thoirdhealbhaigh, uma história escrita da aldeia de Torlough em 1350, e os relatos ainda estavam sendo contadas em meados do século XIX.

Choramingar era uma maneira tradicional de as mulheres expressarem sua dor. Elas se reuniam no túmulo e lamentavam sua perda. Esta prática gradualmente desapareceu durante o século 19 depois que se tornou uma espécie de atração turística para assistir os mais espertos em um "verdadeiro funeral irlandês". [7].

É fácil ver, no entanto, por que os românticos irlandeses, que estavam sempre prontos para acreditar no sobrenatural, levaria a ideia de uma mulher fada e misturá-lo com a tristeza das mulheres que choravam sobre seus mortos para criar uma bela banshee para chamar a casa da família para dizer seu último adeus.

Hidra de Lerna

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Na mitologia grega, a hidra era uma gigantesca serpente marinha com nove cabeças, uma das quais era imortal. Quando uma cabeça era cortada, mais duas cresciam da ferida fresca.

Matar a hidra foi um dos 12 trabalhos de Hércules. Para conseguir isso, ele contou com a ajuda de seu sobrinho, que cauterizou as feridas quando Hércules cortou as cabeças até restar apenas a cabeça imortal. Hércules também a cortou e enterrou-a sob uma rocha pesada.

O mito da hidra pode ter sido inspirado pela natureza. Houve muitos casos documentados de cobras com múltiplas cabeças (embora nove seria exagero). A incidência de policéfala em répteis parece ser maior do que em qualquer outra espécie.

Foi até mesmo possível para os cientistas estudarem gêmeos siameses criarem animais policéfalos. No início do século 20, Hans Spemann amarrou embriões de jovens salamandras junto com uma mecha de pelos de bebês humanos para produzir bebês com duas cabeças. [8]

Dire Wolves (lobo-gigante ou lobo-terrível)

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Atualmente, lobos-gigantes são mais conhecidos por sua associação com as crianças Stark em Game of Thrones. No entanto, o lobo terrível não é uma invenção da imaginação dos criadores da Game of Thrones.

Muito maior que um lobo moderno, o lobo-gigante viveu nas Américas até sua extinção há cerca de 10.000 anos. Mais de 4.000 restos fossilizados de lobos-gigantes foram descobertos em La Brea Tar Pits, em Los Angeles. Acredita-se que eles podem ter ficado presos enquanto se alimentavam das carcaças de outros animais enlaçados. [9]

O lobo-gigante tinha um crânio enorme, mas um cérebro menor que o lobo moderno. Talvez se os cérebros dos lobos-gigantes fossem maiores, eles teriam percebido que aqueles animais estavam presos nos poços de alcatrão por uma razão. Não há evidências de que um lobo-gigante albino existiu, embora filhotes albinos tenham nascido na moderna população de lobos.

Basiliscos

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Segundo o mito grego e Harry Potter, um basilisco (também conhecido como Cocatrice) era uma serpente com um olhar letal e uma respiração terrível. Diz-se que nasceu de um ovo colocado por um galo e chocado por uma serpente. [10]

Supostamente, temia apenas o canto do galo e a doninha, que é imune a seu veneno (ou a espada de Harry Potter). No mito grego, o basilisco era de tamanho normal, embora tivesse crescido a proporções gigantescas quando chegou a Hogwarts.

Embora seja improvável que um galo ponha um ovo ou que uma serpente escolha incubá-lo, a ideia de um basilisco parece ter alguma base de fato. É provável que o basilisco do mito fosse na verdade uma cobra egípcia, uma cobra particularmente perigosa que assobia continuamente e cospe veneno a uma distância de 2,4 metros (8 pés), enquanto aponta para os olhos de seu inimigo.

Isso pode explicar o mito de que o basilisco matava quem a olhava nos olhos. O maior predador da cobra é o mangusto, que tem uma forte semelhança com uma doninha.

Foi dito que Alexandre, o Grande, usou um espelho para derrotar um basilisco. Quando a cobra olhou para sua própria imagem, ela morreu instantaneamente. J.K. Rowling também usou uma versão dessa história em seus romances.