Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo
A mitologia grega e romana começou há milhares de anos. Histórias ou mitos contavam porque havia um nascer do sol, inundações, doenças, emoções e guerras. Havia mitos sobre deuses e deusas que tinham poderes sobrenaturais.

Eles também tinham sentimentos humanos e pareciam humanos. Essas ideias foram passadas em histórias. Os romanos vieram depois dos gregos. Eles mantiveram muitos dos mesmos mitos, mas às vezes mudavam os nomes dos deuses. A seguinte história é sobre o deus romano Júpiter e sua família.

Júpiter era o principal deus dos romanos, até o cristianismo se tornar a principal religião do Império Romano. Os gregos chamavam Júpiter pelo nome de Zeus.
Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo

Montando na Nuvens e lançando relâmpagos

Júpiter era o rei do céu e da terra e vivia entre as nuvens no topo do Monte Olimpo, onde ele podia olhar para baixo e ver tudo o que acontecia na terra. Ele cavalgava nas nuvens de tempestade e lançava relâmpagos ardentes e, quando acenava com a cabeça, a terra tremia, as montanhas fumegavam e o céu escurecia.

Júpiter tinha dois irmãos que eram companheiros terríveis. Um deles era Netuno, o rei do mar e vivia em um palácio de ouro nas profundezas das cavernas do mar. Sempre que ele estava bravo, as ondas subiam na montanha alta, os ventos da tempestade uivavam, e o mar rompia a terra.

O outro irmão de Júpiter era Pluto triste e pálido, que vivia debaixo da terra, onde o sol nunca brilhava e onde havia escuridão, choro e tristeza o tempo todo. Os homens diziam que sempre que alguém morria, Plutão, o inimigo da vida, trazia os mortos para o Mundo Inferior, também conhecido como Hades.

O mais poderoso dos seres poderosos

Outros seres poderosos viviam com Júpiter no topo de sua montanha. Havia Vênus, a rainha do amor e da beleza, que era mais justa do que qualquer mulher que você ou eu já vimos. Havia Atena, a rainha do ar, que dava sabedoria às pessoas e Juno, a rainha da terra e do céu, sentada à direita de Júpiter. Havia Marte, o grande deus guerreiro da guerra, e Mercúrio, o mensageiro veloz, que tinha asas no capacete e nos sapatos e voava de um lugar para outro impulsionado pelo vento. Havia Vulcano, um ferreiro habilidoso, que vivia em uma montanha em chamas - um vulcão - fazendo coisas maravilhosas de ferro, cobre e ouro.

Havia outros, também, que viviam em mansões reluzentes e douradas, no alto das nuvens. Eles podiam ver o que os homens estavam fazendo e desciam para vagar pela terra ou pelo mar.
Eles eram poderosos, mas Júpiter era o mais poderoso.

Conto dos titãs

Antes de Júpiter ser rei do céu e da terra, uma poderosa família chamada Titãs governava o mundo. Havia seis irmãos e seis irmãs. Seu pai era o Céu, Urano e sua mãe, a Terra, Gaia.

O nome do mais jovem Titã era Saturno. Com a ajuda de sua mãe, Gaia, Saturno atacou seu pai, derrotou-o e depois se tornou o novo governante dos Titãs. Ele governou por muitos anos e ficou conhecido como o pai do tempo.

Todos os homens eram felizes durante a Idade de Ouro de Saturno. A primavera durava o ano todo, de modo que os bosques e os prados estavam sempre cheios de flores, e a música dos pássaros cantantes era ouvida todos os dias e a cada hora. Era verão e outono também ao mesmo tempo. Maçãs, figos, laranjas, uvas roxas, melões e bagas de todos os tipos, estavam sempre prontos para serem comidos.

A Idade de Ouro: O anel de bronze de Saturno?

Ninguém tinha que fazer nenhum tipo de trabalho. Não havia doença, tristeza ou velhice. Homens e mulheres viviam por centenas de anos e eram sempre bonitos e jovens. Eles não precisavam de casas, pois não havia dias frios, nem tempestades, nem nada para deixá-los com medo. Luz solar, ar puro, água de nascente, carpete gramado e céu azul sempre foi perfeito.

Ninguém era pobre. Ninguém era mais rico que o outro, e não havia fechaduras nas portas para todos serem amigos de todos. Nenhum homem queria mais do que seus vizinhos.

Quando essas pessoas felizes tinham vivido por tempo suficiente, elas adormeciam, e seus corpos não eram mais vistos enquanto voavam para longe, para uma terra florida. Alguns homens diziam que vagavam alegremente em todos os lugares, fazendo com que os bebês sorrissem em seus berços.

Saturno come seus próprios filhos

Mas esta Era de Ouro chegou ao fim! Júpiter e seus irmãos terminaram.

Depois que Saturno derrotou seu pai, Urano, sua mãe, Gaia, disse a seu filho que seus próprios filhos o atacariam e o derrotariam também. Então, quando a esposa de Saturno, Réia, trouxe sua primeira filha, Vesta, Saturno a comeu. Quando os outros nasceram, Juno, Plutão, Héstia e Netuno, eles também foram comidos por Saturno.

Réia não queria ver seu último filho, Júpiter, ser comido, então ela enrolou uma pedra em cobertores e a deu para o marido. Júpiter viveu e a cada ano planejava como derrotar seu pai. Quando ele cresceu, ele atacou seu pai chutando-o no estômago. Isso liberou seus irmãos, projetando-os através da boca de Saturno. Juntamente com os irmãos Netuno e Plutão e suas irmãs Juno, Ceres e Vesta, Júpiter travou uma longa e terrível guerra contra Saturno e os Titãs.

Seus aliados eram uma companhia de monstros de um olho chamados Ciclopes que criavam raios no fogo das montanhas em chamas. Três outros monstros, cada um com cem mãos, jogavam pedras e árvores contra os palácios dos Titãs, enquanto Júpiter enviava afiados raios que incendiavam a floresta e faziam os rios ferverem.
Mitos e Lendas: Júpiter e os Deuses do Monte Olimpo

Júpiter derrota Saturno e a humanidade entra em apuros

Claro, Saturno e seus irmãos e irmãs foram derrotados. No final de dez anos, eles tiveram que desistir e implorar pela paz. Eles foram amarrados em cadeias da rocha mais dura e jogados em uma prisão nos Mundos Inferiores, onde os Ciclopes e os monstros de cem mãos se tornaram seus carcereiros para sempre.

Na terra, os homens começaram a mudar e ficaram infelizes com suas vidas. Alguns queriam ser ricos e possuir todas as coisas boas do mundo. Alguns queriam ser reis e governar os outros. Alguns que eram fortes queriam fazer outros escravos. Alguns derrubavam as árvores frutíferas e não plantavam árvores novas. Alguns, por esporte, caçavam, matavam e comiam os animais que sempre foram seus amigos.

Por fim, em vez de todos serem amigos de todos, todos eram inimigos de todos. Então, em todo o mundo, em vez de paz, houve guerra. Em vez de muito, havia fome. Em vez de inocência, houve crime. Em vez de felicidade, havia miséria. Foi assim que Júpiter se tornou tão poderoso e foi assim que a Era de Ouro chegou ao fim.
A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
Havia uma cidade pequena, porém muito bonita. Era um lugar próspero, de fazendeiros, de vida feliz e sossegada.

Certa manhã, um bando de cangaceiros chegou de repente ao lugar. Foi um alvoroço. Num instante, a população desapareceu das ruas. As janelas se fecharam e as portas se trancaram. O chefe dos cangaceiros bateu na porta da casa mais rica da cidade. Como não tinha outro jeito, o dono da casa veio saber o que ele desejava.

- Nós não queremos fazer mal a ninguém, disse o chefe dos cangaceiros. Estamos precisando de mantimentos e sabemos que aqui há bastante. Ainda sobrará muito para vocês.
A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
O fazendeiro prometeu que conversaria com outros homens ricos do lugar, a fim de conseguir a quantidade que o cangaceiro desejava. O cangaceiro concordou em esperar até o dia seguinte.

Tudo deu certo, os mantimentos foram entregues e o bando tratou de partir. O que os cangaceiros não sabiam era que o fazendeiro aproveitara para lhes preparar uma cilada. Combinara com seus amigos para atirarem neles pelas costas, quando estivessem de partida. E assim foi feito. Mal os cangaceiros deram as costas, várias janelas se abriram, surgindo uma porção de espingardas. Muitos cangaceiros caíram mortos e o resto fugiu em disparada.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada. Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar!

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada.

Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

A profecia do cangaceiro realizou-se rapidamente. O caso correu de boca em boca e ninguém queria saber mais do fazendeiro. Que homem era aquele? Entregar um filho para salvar a própria pele! Mesmo sua mulher não tinha mais coragem de olhá-lo no rosto. E ele sofria. Seu filho que ficara, o Deodato, também já não era o mesmo. Escapava dos braços do pai, vivia agarrado à saia da mãe.

De vez em quando, não aguentando mais aquela tortura, o fazendeiro explodia:

- Que culpa tive eu? Havia outra solução? Sei que o menino está vivo! E eu? O que teriam feito comigo?

A mulher nada respondia. Baixava a cabeça e chorava.

E o tempo foi passando. Para a população, o caso já era fato esquecido, mas nunca haveria de ser para o fazendeiro e sua mulher. Deodato, agora com catorze anos, não mais se lembrava. Sabia do caso por ouvir contar.

Embora o fazendeiro, muito envelhecido pelo sofrimento, quisesse fazer do filho o seu sucessor, o mocinho não concordava. Desejava ser vaqueiro, atravessar aquelas caatingas, correndo atrás do gado, conhecer novos lugares, dormir à luz das estrelas. E, realmente, tornou-se um vaqueiro, aumentando ainda mais, sem querer, o desgosto do velho. Tornou-se tão bom vaqueiro, que sua fama correu por toda a região. Não havia cavaleiro igual.

Uma noite, quando ele dormia na caatinga, teve um sonho esquisito que o deixou preocupado. Sonhou com um velho vaqueiro, de pele curtida pelo sol e vestido com a indispensável roupa de couro, envolto por uma luz azul muito suave, que lhe disse:

- Sou o rei de todos os vaqueiros. Sempre desejei confiar meu cavalo mágico a um bom cavaleiro, mas nunca achei um que merecesse. Você, porém, é digno do meu desejo. Siga em frente. Ao anoitecer, encontrará um cavalo avermelhado, que dará três relinchos quando você se aproximar. Pode montar nele, que será seu. Mas tome cuidado: ele não corre, voa. E não aceitará outro cavaleiro, nunca. Só você.

Tão logo amanheceu, ele contou o sonho aos companheiros. Todos riram e um lhe disse:

- Isso é que é ser vaqueiro. Até dormindo ele pensa em cavalo!

Seguiram levando a boiada. O dia transcorreu como os outros. Quando começou a anoitecer, um dos vaqueiros comentou:

- Olhem que engraçado, aquele cavalo pastando sozinho. Deve ter fugido.

Deodato viu um belo cavalo avermelhado, destacando-se contra a luz do poente. Lembrou-se do sonho. Qual! Era apenas um sonho! Propôs aos amigos.

- Vamos ver se a gente pega aquele bicho?

Os amigos não concordaram e foram apeando para passar a noite. Estavam cansadíssimos.

Deodato não conseguiu livrar-se da idéia e foi a pé na direção do belo animal, que relinchou três vezes. Queria vê-lo mais de perto, apenas. Não levou o laço. Foi-se aproximando, até pôr a mão no cavalo. Este nem mesmo se mexeu. Aí, Deodato teve novamente a mesma visão: apareceu-lhe o velho vaqueiro, envolto por uma suave luz azul, que lhe disse, apontando o cavalo:

- É esse, ele é seu.

O cavalo acompanhou o moço docilmente. Chegaram onde estavam os outros. Deodato colocou os arreios no animal e montou nele. Os companheiros olhavam, espantados. O cavalo partiu, mas sabem como? Voando! Ele andava no ar! Os vaqueiros pensaram que fosse um sonho! Não podia ser verdade!

Daquele dia em diante, Deodato ficou conhecido como o Vaqueiro Voador. Alguns de seus companheiros haviam tentado montar no cavalo mágico, porém ele não saía do lugar. Somente voava se fosse montado por Deodato.

Enquanto isto acontecia, a cidade era atacada por um bando de cangaceiros, chefiados por um moço destemido, conhecido por Ventania. E era mesmo um pé de vento: fazia a cidade tremer. Passaram a saqueá-la no mínimo uma vez por semana. Os homens tinham medo de reagir e provocar um tiroteio, que pudesse causar a morte de muitos moradores. Tentaram várias vezes atacar o bando em seu próprio esconderijo, na caatinga, mas as sentinelas não deixavam ninguém se aproximar. Ouviam o tropel dos cavalos e as espingardas falavam. A cidade estava em desespero. O que fazer?

Todos estavam preocupados. É verdade que aqueles cangaceiros não disparavam um tiro quando estavam na cidade, mas do jeito que estavam fazendo, logo as lojas e os armazéns estariam vazios! O homem era mesmo uma ventania! Levava tudo!

Muito longe dali, o Vaqueiro Voador tocava a boiada pelas caatingas, assombrando os que viam galopar seu cavalo mágico. Seus companheiros não precisavam mais ter preocupação: num instante, ele cercava um boi fugitivo lá longe, noutro instante estava de volta...

Quando Deodato voltou à cidade, causou o maior espanto com o seu cavalo. Uns riam, outros choravam; uns corriam, outros não conseguiam correr.

Também ali, ele ficou conhecido por Vaqueiro Voador. E não tinha mais sossego. Em toda emergência, ele era chamado.

Enquanto ele permanecia na cidade, deu-se novo ataque do bando de Ventania.

Deodato perguntou ao seu pai:

- O que é esse barulho?

- Deve ser um novo ataque do bando de Ventania. Estão sempre vindo à cidade. Levam roupas, alimentos e não se pode fazer nada.

- E por que os homens não organizam a defesa? Não têm mais armas?

- Têm, meu filho, não é isso. É que não querem provocar um tiroteio aqui na cidade e pôr em risco a vida de inocentes. Os cangaceiros precisariam ser atacados em seu próprio esconderijo, que não deve ser longe.

- Pois, então...?

- Acontece que eles deixam várias sentinelas escondidas atrás de mandacarus e não há quem descubra onde se escondem.

- É mesmo um problema. Que se há de fazer?

De repente, o velho deu um salto tão violento, que deixou o filho assustado:

- O que foi, pai? Que aconteceu?

- Tive uma idéia! Uma grande idéia! Você será a nossa salvação, meu filho!

O moço espantou-se:

- Eu? Como? Por que? Não entendo.

- Você e seu cavalo mágico! Não entendeu? Você passará voando por cima das sentinelas! Nem perceberão!

- E que posso eu fazer sozinho contra os outros cangaceiros?

O velho pôs-se a pensar. Depois, disse:

- Se você descobrir onde estão escondidos, nossos homens poderão ir mais tarde por outro caminho.
A mãe de Deodato ouviu a conversa e dirigiu-se ao marido:

- Por favor, não peça para ele ir! Nosso outro filho foi entregue aos cangaceiros. Agora quer que este seja morto por eles?

- Mas o que hei de fazer? Estou muito velho e só Deodato pode montar o cavalo mágico.
- Você iria, eu sei... Como foi da outra vez, respondeu ela, irônica.

O Vaqueiro Voador resolveu aceitar a ideia do pai.

Combinou-se que o moço partiria naquela noite. Os outros homens deveriam aprontar-se, para depois serem guiados ao esconderijo.

No mesmo dia, houve outro assalto do bando. Mas, pela cabeça de todos os habitantes, passava idêntico pensamento: “Aproveitem, que é a última vez!”

Depois do assalto, o Vaqueiro Voador preparou-se para ir atrás dos cangaceiros: calçou as perneiras, vestiu o parapeito, o gibão, pôs o chapéu, tudo de couro por causa dos espinhos, e seguiu na direção que os cangaceiros costumavam tomar.

Passou por cima das sentinelas sem ser visto e chegou ao esconderijo.

Desceu cuidadosamente, um pouco longe do acampamento dos cangaceiros, saltou do cavalo e foi-se aproximando, devagar. De repente, sentiu um cutucão nas costas. Virou-se e deu com um cangaceiro que lhe perguntou:

- O que você quer aqui? Espionando, hein? Pois vamos falar com o chefe.

Deodato pensou em correr até o cavalo, mas desistiu ao ver a espingarda pronta para atirar. Logo apareceram outros cangaceiros que o conduziram à presença do chefe. Entraram na cabana e o cangaceiro que o havia aprisionado falou ao chefe:

- Pegamos esse homem espionando. Não sei de que modo ele conseguiu chegar até aqui.

O chefe, o famoso Ventania, olhou o prisioneiro com cuidado e pensou: “Já vi esse homem em algum lugar”. Deodato também teve a impressão de já conhecer o outro, embora nunca o tivesse visto de perto. Mas nada disseram.

- Por que você veio aqui? O que pretende? – quis saber Ventania.

O moço podia ter inventado alguma desculpa, mas preferiu falar a verdade. Contou porque estava ali e o cangaceiro admirou-se de sua coragem. Os outros queriam a todo o custo enforcar o espião, porém Ventania se opôs. Jamais havia permitido que matassem alguém.

- E o que vamos fazer com ele? – quis saber um cangaceiro.

Ventania pôs-se a pensar e viu que o problema era mesmo difícil de ser resolvido. Mantê-lo prisioneiro, onde? Deixa-lo ir? Ele contaria aos outros a posição do esconderijo. Que fazer?
- É, temos de encontrar uma solução, disse Ventania. Preciso pensar com mais calma.

Os outros cangaceiros insistiram em enforcá-lo, mas o chefe continuou a discordar.

Enquanto esperava a solução, Ventania olhou outra vez, com cuidado, o prisioneiro e lhe disse:

- Tenho a impressão de que já vi você em algum lugar, mas não sei onde.

- O mesmo acontece comigo – respondeu o Vaqueiro Voador.

Os cangaceiros que ali estavam começaram a murmurar:

- Como eles são parecidos!

Realmente, eles eram bem parecidos; se não foi notado logo à primeira vista, era porque Deodato, além de ser mais gordo, usava bigode e o cabelo mais comprido.

Conversa vem, conversa vai, Deodato perguntou ao chefe dos cangaceiros qual era a injustiça que lhe haviam feito, já que eles geralmente se dedicavam ao crime por vingança. Para surpresa do moço, Ventania disse que não queria vingar-se de ninguém, que nascera praticamente naquela vida e não conhecia outra. Conforme os mais velhos lhe haviam contado, seu pai o entregara ainda bem pequeno ao então chefe do bando. Ali ele crescera. Deodato achou a história muito parecida com a de seu irmão, Lucídio. Fez-lhe mais perguntas, inclusive se sabia qual era o seu nome. Não sabia. Depois contou a história de seu irmão.

- Então é por isso que pensei que já havia visto você! – exclamou o cangaceiro.

- É isso mesmo! – confirmou Deodato. Agora já sei! É porque somos irmãos! Seu nome é Lucídio!

Deodato convidou-o a deixar aquela vida e a voltar com ele para casa. O outro não queria, alegando que nada mais sabia fazer. O irmão disse-lhe que podia ser vaqueiro. Aprenderia com ele. A promessa de uma vida familiar foi mais forte e o cangaceiro resolveu acompanhar o irmão. Nomeou novo chefe para o bando e deu ordens para que não atacassem mais aquela cidade.

Como Lucídio jamais tinha assassinado alguém e também não era culpado por ser cangaceiro, foi perdoado pelos assaltos cometidos. Seu pai percebeu-lhe uma forte vocação para comandar e administrar e lhe entregou os destinos da fazenda.

Administrada por ele e com um vaqueiro como Deodato, a fazenda tornou-se ainda mais importante. E, a cidade nunca mais foi atacada.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
O mito é a mais antiga forma de conhecimento, de consciência existencial e ao mesmo tempo, de representação religiosa sobre a origem do mundo, sobre os fenômenos naturais e a vida humana.

A palavra mito deriva do grego mythos, que significa palavra, narração ou mesmo discurso, e dos verbos mytheyo que é contar ou narrar e mytheo que significa anunciar e conversar.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
A função do mito, portanto é a de descrever, lembrar e interpretar todas as origens, seja ela a do cosmo (cosmogonia), dos Deuses (teogonia), das forças e fenômenos naturais (vento, chuva, relâmpago, acidente geográfico, seja ela a das causas primordiais que impuseram ao homem as suas condições de vida e seus comportamentos. Em síntese, é a primeira manifestação de um sentido para o mundo.

Veja também: Diferença Entre Mito e Mitologia

Fábula do (latim fari + falar e grego Phaó + dizer, contar algo) é uma narração breve, de natureza simbólica, cujos personagens por via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral.

A fábula segundo os fabulistas:
  • Theon (século I d.C.) – “Fábula é um discurso mentiroso que retrata uma verdade”
  • Fedro (século I d.C.) – “A fábula tem dupla finalidade entreter e aconselhar”
  • La Fontaine (século XVII) – “A fábula é uma pequena narrativa que, sob o véu da ficção, guarda uma moralidade”
A motivação é de origem popular e o espírito geral é realista e irônico. São curtas, bem-humoradas e suas mensagens e ensinamentos estão relacionadas com os fatos do cotidiano e faz-nos refletir seriamente sobre o comportamento humano e nos levam a um posicionamento crítico sobre suas condutas.
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
A fábula é uma narrativa alegórica, em forma de prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais que sustentam um diálogo, cujo desenlace reflete uma lição de moral, característica essencial dessa.

Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe o nome de apólogo. Quando uma narrativa curta, pretendendo conter alguma lição ética, moral, implícita ou explícita, protagonizada por pessoas, chama-se Parábola.

Veja também: O Que é Mitologia?

A palavra lenda provém do baixo latim legenda, que significa “o que deve ser lido”. No princípio, as lendas constituíam uma compilação da vida dos santos, dos mártires (Voragine); eram lidas nos refeitórios dos conventos.

Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana.

Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis e até certo ponto aceitáveis para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Veja também: O que são mitos, lendas e contos populares?
Você Sabe Qual a Diferença Entre Mito, Fábula e Lenda?
Resumindo...
  • A fábula consiste em uma narração de fundo moral, normalmente em versos, cujos protagonistas são animais dotados de qualidades humanas - como "A cigarra e a formiga".
  • A lenda é uma narrativa popular, sempre inspirada em fatos históricos, cujo herói reflete os anseios de um grupo ou de um povo - um exemplo seria a lenda de "Robin Wood".
  • Já o mito seria um tipo de lenda, só que com os personagens divinizados - o mito de Apolo, por exemplo.
As diferenças são pequenas e muito sutis! Confesso que considero a fábula como conto que usa animais como metáforas do comportamento humano para questionar e gerar uma lição de moral ao final. Atualmente, na minha visão, a lenda e o mito se confundem.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Conhecemos a história da origem grega de algumas das primeiras fontes literárias gregas que sobreviveram, "Teogonia" e " Os Trabalhos e os Dias" de Hesíodo.

Acredita-se que esse poeta oral tenha sido ativo em algum momento entre 750 e 650 aC, dentro de décadas em que os épicos homéricos "A Ilíada" e "A Odisseia" assumiram a forma em que os conhecemos.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Artefatos encontrados por arqueólogos apoiam a história da criação registrada no trabalho de Hesíodo; cerâmica do oitavo século AEC retrata os deuses e deusas que ele descreve. Hesíodo contou essa versão centrada no homem, na qual Pandora, a primeira mulher criada pelos deuses, é a causa de muitos problemas. Mas, antes disso, Pandora - cujo nome significa “presenteadora” - era conhecida na tradição oral como uma gentil deusa da Terra.

No começo havia o Caos, um nada. Do vazio emergiu Gaia (a Terra) e outros seres divinos - Eros (amor), o Abismo (parte do submundo) e o Erebus ou Érebo (o local incognoscível onde a morte mora). Sem ajuda masculina, Gaia deu à luz Urano (o céu). Urano, por sua vez, a fertilizou.

Dessa união nasceram os primeiros Titãs - seis masculinos: Ceos, Crio, Cronus, Hipérion, Jápeto e Oceano, e seis femininas: Mnemósine, Febe, Réia, Téia, Témis e Tétis. Depois que Cronus (tempo) nasceu, Gaia e Urano decretaram que não mais Titãs deveriam nascer.

Cronos cortou os órgãos genitais do pai e jogou-os no mar, de onde surgiu Afrodite, deusa do amor, beleza e sexualidade. Cronus tornou-se o governante dos deuses com sua irmã-esposa, Réia, como sua rainha. Os outros Titãs se tornaram sua corte. Porque Cronus havia traído seu pai, ele temia que seus descendentes fizessem o mesmo. Então, cada vez que Réia dava à luz, Cronus pegava a criança e a comia. Réia odiava isso e enganou-o, escondendo uma criança, Zeus. Ela enrolou uma pedra no cobertor de um bebê para que Cronus comesse a pedra em vez do bebê.
Os Titãs e os Deuses do Olimpo: História da Origem Grega
Quando Zeus cresceu, ele alimentou seu pai com uma bebida envenenada. Isso fez com que Cronus vomitasse, vomitando os outros filhos de Réia e a pedra. Zeus então desafiou Cronos a guerrear pela realeza dos deuses. Por fim, Zeus e seus irmãos, os Olimpianos, foram vitoriosos e os Titãs foram lançados ao aprisionamento no Abismo.

Zeus foi atormentado pela mesma preocupação que seu pai tinha. Depois de uma profecia de que sua primeira esposa, Metis, daria à luz a um deus maior do que ele, ele a enganou para se transformar em uma mosca. Então ele prontamente a engoliu. Mas ela já estava grávida de Atena. No estômago de Zeus, ambos o fizeram infeliz até que Atena, a deusa da sabedoria, civilização e justiça, explodiu de sua cabeça - totalmente crescida e vestida para a guerra. Zeus foi capaz de lutar contra todos os desafios ao seu poder e permanecer o governante do Monte Olimpo, a casa dos deuses.

Um filho dos Titãs, Prometeu, não lutou com seus companheiros Titãs contra Zeus e foi poupado de prisão; ele recebeu a tarefa de criar o homem. Prometeu deu forma ao homem na lama e Atena deu vida à figura de barro. Prometeu fez o homem ficar de pé como os deuses.

Prometeu enganou Zeus dando fogo ao homem. Para puni-lo, Zeus criou a primeira mulher, Pandora. Ela era uma beleza estonteante com imensa riqueza, mas ela tinha o coração e a língua de um mentiroso. Ele também deu a Pandora uma caixa que ela foi ordenada a nunca abrir. Eventualmente, no entanto, sua curiosidade era tanta que ela abriu a caixa para liberar todos os tipos de maldade, pragas, tristezas e infortúnios. No entanto, ela também lançou esperança, que estava no fundo da caixa.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares (equivalente romano é Marte) era o deus grego da guerra. Ele é um dos Doze Olimpianos e filho de Zeus e Hera. Na literatura grega, ele frequentemente representa o aspecto físico ou violento e indomável da guerra, em contraste com a blindada Atena, cujas funções como uma deusa da inteligência incluem estratégia militar e domínio geral. Desde os tempos antigos as pessoas, a fim de resolver suas diferenças recorreram ao ato mais doloroso para os seres humanos, a guerra.

A antiga mitologia grega é dominada por duas grandes operações de combate: a Guerra de Tróia de dez anos e a campanha dos Argonautas. Então os gregos cunharam um deus, Ares, que personificava esse terrível flagelo. Ele estava sempre com sede de sangue e sua principal característica era a raiva irracional e a falta de cortesia.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares pertence à segunda geração de atletas olímpicos. Ele era filho legítimo de Zeus e Hera. Seu amor por causar guerras e brigas o tornou desagradável não só para outros deuses, mas também para seu pai Zeus, que nunca perdeu uma oportunidade de atacá-lo e chamá-lo de "cabeça teimosa".

A maior controvérsia foi entre Ares e Atena, que também era uma deusa da guerra. Mas Athena era, paralelamente, a deusa da sabedoria, então combinava poder com inteligência. É por isso que na maioria das vezes ela prevaleceu contra o belicoso Ares e levando-o à vergonha. Os conflitos mais significativos entre eles foram feitos durante a Guerra de Tróia.

Como somos informados por Homero, o deus brigão que havia prometido a sua mãe Hera e Atena ajudar os gregos. Mas, seduzido pela beleza de Afrodite, ele passou em um momento crítico na facção oposta. Por algum tempo, ele ficou ao lado do principal herói dos troianos, Hector, que dizimou os guerreiros aqueus, uma vez que Aquiles estava desaparecido do campo de batalha. Hera ficou indignada com o filho que, desde a infância, só causou problemas, correu até Zeus e pediu permissão para expulsar Ares da batalha, ferindo-o. Ele aceitou, já que não gostava de seu filho. Imediatamente Hera enviou Atena para organizar o assunto como ela sabia.

A deusa sábia usava o Kynee, o capacete de seu tio Hades, que a tornava invisível, e saltou imediatamente do Olimpo na planície de Tróia. Então ela ficou na carruagem de Diomedes que começou a batalha com Ares, sem saber, claro, que ele era contra um deus olímpico. Ares primeiro lançou sua lança de bronze contra um guerreiro mortal, mas a invisível Atena a repeliu com ambas as mãos e a lança caiu no chão.

Então Diomedes lançou sua lança e Atena a dirigiu ao lado de Ares. Ele caiu ferido no chão e gritou com uma voz terrível que entrou em pânico em gregos e troianos, pois ele era como dez mil guerreiros gritando juntos. Então ele voou para o Monte Olimpo envolto em nuvens espessas e imediatamente foi para o palácio de Zeus.

Ele mostrou-lhe a ferida e, enquanto chorava, começou a reclamar:

“Pai Zeus, você vê as injustiças acontecendo, mas você não está bravo. Todos os deuses sempre fazem sua vontade e obedecem às suas ordens. Mas você não pode ver Atena, que sempre faz a vontade dela. Você nunca discute com ela desde que você deu a luz a ela sozinha. E agora, ela coloca um mortal para me ferir com sua lança e me ridicularizar!

O pai de deuses e homens, furioso com o filho, respondeu com palavras insultuosas.

“Você não tem vergonha de vir diante de mim choramingar? Saiba que eu te odeio, porque você sempre gosta de guerras, brigas e batalhas. Você é uma cabeça teimosa exatamente como sua mãe Hera. Saiba que se seu pai fosse qualquer outro, ele teria jogado você no Tártaro, ainda mais abaixo do que os Titãs”

Embora Zeus usasse palavras ofensivas, Ares era seu filho e não suportava vê-lo magoado e chorando. Então Zeus instruiu Péon, médico dos deuses para curar sua ferida. Mas na batalha final da Guerra de Tróia todos os deuses, com a permissão de Zeus, correram totalmente blindados no campo de batalha. No acampamento grego, juntaram-se a Hera, Atena, Poseidon e o divino ferreiro Hefesto. Ao lado dos troianos, chegaram o terrível Ares, mestra arqueira Artêmis, Febo de cabelos compridos, Leto e a sorridente Afrodite.

Ares, que estava amargurada com Atena, porque ela sempre o envergonhava em frente aos olimpianos, encarregado da primeira oportunidade para ela e começava a falar com palavrões:
"Vadia sem vergonha, com seu ego e insolência você causou muitos problemas para os deuses!"

Então ele jogou sua lança na égide de Atena que nem o trovão de Zeus poderia perfurar. A deusa balançou e deu dois ou três passos para trás. Sem perder a coragem, agarrou uma pedra enorme que as pessoas tinham colocado para a fronteira e lançou no belicoso deus. A rocha atingiu Ares no pescoço, forçando-o a se ajoelhar e cair. Seu enorme corpo se espalhou por sete quilômetros quadrados quando ele caiu no chão. Seus joelhos sangraram e seu cabelo ficou cheio de terra. Todos os deuses começaram a rir quando viram o deus da guerra caído no chão, que mais uma vez foi ridicularizado por Atena. Apenas Afrodite correu para ele, ajudou-o a levantar e agarrou-o pela mão e o levou para o Olimpo.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Ares também teve várias diferenças com o famoso herói Héracles (Hércules), que estava desfrutando da proteção de Atena. Certa vez, o Swan, filho de deus guerreiro e Pelopeias, queria construir um templo a partir dos crânios dos homens, em homenagem ao pai. Portanto, ele estava matando todos os transeuntes. Então ele tentou fazer a mesma coisa com Héracles. Ares correu ao lado de seu filho e forçou o herói a se retirar. Mas então Héracles retornou e matou o Swan.

Para este evento existem várias variações. Então, um mito diz que Swan concordou com Ares para matar Héracles. Durante o conflito, o herói matou o Swan e o deus imortal ferido na coxa. Outro poeta conta que o Swan era filho de Ares e Pyrinis e desafiou Héracles para um duelo. O deus queria ajudar seu filho e tentou queimar o oponente. Mas Zeus, que era o pai do herói, lançou um trovão entre eles e os separou. Outro filho de Ares que teve diferenças com Héracles foi Diomedes da Trácia.

Este país era bárbaro e Ares tinha muitas relações com ele. Diz-se que lá havia o seu segundo palácio e viveu lá por um longo período de tempo. Este filho tinha éguas que se alimentavam com carne humana. Héracles agarrou-as e levou-as para o mar. Diomedes perseguiu o herói, mas acabou sendo morto por suas flechas.

Ainda assim, eles dizem, que Ares havia criado as Aves do Lago Estínfalo, abutres predadores alimentados com carne humana. Estes pássaros foram mortos por Héracles, enquanto executavam um dos doze trabalhos que Euristeu havia designado para ele. Este feito aconteceu com a ajuda de Atena, que lhe deu os címbalos de Hefesto.

Mas Ares, na guerra com os gigantes, onde deveria ter um papel de liderança, não teve um desempenho particularmente bom, ao contrário de Atena e Héracles, que até então ainda eram mortais. Pelo que Hesíodo nos conta, ele matou apenas um gigante, chamado Milantas.

No entanto, da geração dos gigantes, Ares experimentou outra terrível humilhação. Os gigantes Aloídas, Otos e Efialtes, o fizeram prisioneiro. Isso aconteceu quando os gigantes tentavam subir o Monte Olimpo, colocando uma montanha em cima da outra, ou durante a execução da tarefa que lhes fora confiada por Afrodite, a saber, proteger Adonis.

Por uma razão ou outra, os Aloídas mantinham seu prisioneiro em uma grande garrafa de cobre durante treze meses. E ficaria ainda mais tempo se o segredo não escapasse da boca de Erínias, madrasta dos gigantes.

Quando Hermes ouviu falar sobre isso, ele correu para libertá-lo. Ares não se atreveu a aparecer na frente dos imortais, ele sabia que ele teria que lidar com a repreensão de seu pai, mas também com as risadas e piadas dos outros deuses e, especialmente, de Atena. Então ele correu e se escondeu nas rochas de Naxos.

Ares uma vez acasalou com Agrafi, a filha de Cécrope, e nasce Alkippi. Mas Alirrothios, filho de Poseidon e da Ninfa Evritis, ficou deslumbrado com sua beleza. Quando a filha resistiu ao seu chamado erótico, Alirrothios a estuprou. Ares, para vingar a desonra de sua filha, o matou. Netuno convocou uma corte de deuses de emergência para julgá-lo culpado de assassinato. A sessão do tribunal foi em uma colina perto da Acrópole. Lá os deuses decidiram a absolvição de Ares.

A colina foi denominada Areópago (Rocha de Ares) e desde então foi decidido que todos os casos criminais seriam julgados ali.
Ares (Marte) - Deus Grego da Guerra
Outros dizem que as amazonas, as famosas guerreiras, eram as filhas de Ares. Uma vez que eles ocuparam Atenas nos anos em que Teseu era rei, elas ofereceram sacrifício a seu pai na colina, que desde então se chamava Ares.

Ares teve um papel importante no mito de Cadmo, o fundador de Tebas. Mais especificamente, Cadmo matou um dragão que era filho do deus olímpico e da ninfa Telfousa. Por essa razão, o herói foi forçado a servir Ares como escravo durante um ano. Por ordem do deus, Cadmo semeou metade dos dentes do dragão em um campo arado e a terra cresceu guerreiros ferozes chamados Spartoi. Com um plano inteligente de Cadmo, eles se mataram e apenas cinco sobreviveram, que foram os primeiros cidadãos de Tebas.

Mais tarde, Ares se reconciliou com Cadmo e lhe deu Harmonia como sua esposa, filha de Are, de Afrodite. Todos os deuses do Olimpo assistiram ao casamento da deusa com o herói mortal. Apolo e as Musas cantaram lindos hinos e Hefesto deu à noiva um lindo véu de seda e um colar de ouro.

O caso de amor mais famoso de Ares é seu caso ilícito com Afrodite. Ela era a legítima esposa de Hefesto. Quando Afrodite viu o corpo definido de Ares e seu belo rosto, ela foi incapaz de resistir ao chamado do amor. Essa infidelidade foi percebida por Hélio, que revelou os detalhes desse incidente ao divino ferreiro Hefesto. A fim de pegá-los no ato, ele colocou em sua cama magicamente redes e fingiu que ele estava saindo para uma viagem para Lemnos.

O deus da guerra, momentos depois de vê-lo sair, correu para seu palácio e encontrou Afrodite. Os dois amantes, quando deitados na cama, foram apanhados nas redes mágicas. Logo, Hefesto apareceu e alertou todos os deuses. Eles começaram a rir quando viram os amantes presos. Depois que Hefesto os libertou após a intervenção de Netuno, Afrodite se refugiou no templo de Pafos e Ares na Trácia.

Exceto sua filha Harmonia, Ares teve dois filhos, Deimos (terror) e Fobos (medo), de seu relacionamento com Afrodite. Eles eram companheiros inseparáveis ​​e servos de Ares. Eles o seguiam em todos os campos de batalha e os gregos antigos os adoravam junto com o deus da guerra. Eles ofereciam sacrifícios antes do início da batalha, para afugentar o medo de sua formação e disseminá-lo em seus oponentes.

Além disso, Ares copulou com Harpina e nasce Enomau. Enomau s tinha uma filha muito bonita, Hipodâmia. Ele não queria que ela se casasse porque ele também estava apaixonado por ela.

Por esta razão, ele estava convidando os noivos aspirantes a uma corrida de bigas. Ele tinha dois cavalos em sua carruagem, presente de seu pai, que corria mais rápido que o vento. Então ele estava ganhando todas as vezes e então estava matando os futuros noivos.

Apenas Pelops conseguiu vencê-lo, com o conselho de Hipodâmia, que ela se apaixonou por ele.

Além disso, Meleagro era o filho de Ares de Althea, esposa de Enéas. Ela conseguiu salvar seu filho no último momento, escondendo a tocha de seu destino em uma caixa. Mas quando Meleagro, para defender sua amada Atalanta, matou os irmãos de Althea, ela jogou a tocha no fogo e seu filho morreu instantaneamente.

Além disso, outro filho de Ares foi Aeropis, que com a intervenção do deus conseguiu cuidar de sua mãe morta.

Além disso, Filonomi foi seduzido pelo deus guerreiro e deu à luz Licasto, que mais tarde se tornou rei da Arcádia. Além disso, com Chrysi (Golden) ele adquiriu Ixion e Koroni.

Finalmente, na Líbia, outro de seus filhos, chamado Lykastos, costumava sacrificar ao pai todos os estrangeiros que chegavam ao seu país.

Os antigos gregos podem não ter gostado do deus guerreiro, por isso não vemos frequentemente templos e santuários magníficos, como vemos com os outros olímpicos do Panteão.

Sua adoração foi difundida principalmente no Peloponeso, Argos, Mantineia e Esparta. Acreditava-se que Ares estava presente em todos os campos de batalha, às vezes a pé, às vezes em sua carruagem, puxada por quatro cavalos, filhos de Erinya (Fúria) e Voras (Norte).

Além de Deimos e Fobos, a terrível Éris, que personificava a discórdia, e kéres, que atravessaram os campos de batalha e estavam espalhando a destruição, também eram suas acompanhantes.

Os principais símbolos de Ares eram a lança e a tocha. Do reino animal, seus símbolos eram os abutres que comiam os cadáveres de guerreiros mortos e cães que eram sacrificados em Esparta juntamente com touros e galos.

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10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Os antigos gregos tinham sede de monstros mitológicos. Essa obsessão se espalhou pelo mundo e continua até os dias atuais. No entanto, muitas das criaturas foram inspiradas não pela imaginação, mas pela ciência e natureza.

Descobriu-se que os locais dos antigos mitos eram frequentemente lugares onde grandes números de fósseis eram descobertos. Ao tentar entender o que estavam vendo, muitos mitos nasceram. Aqui, nós observaremos 10 criaturas mitológicas da Grécia antiga e ao redor do mundo que podem ter tido suas origens na realidade.

Ciclopes

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Na mitologia grega, os Ciclopes (plural de Ciclope) eram criaturas gigantescas com um único olho no centro de cada uma de suas cabeças. Eles eram conhecidos principalmente por sua barbárie, sem medo nem de homens nem de deuses.

O Ciclope mais famoso foi Polifemo, que atacou Ulisses em uma caverna e comeu metade de seus homens. Ulisses cegou o Ciclope ao enfiar uma estaca de madeira através do seu único olho. Então Odisseu e seus homens escaparam amarrando-se à parte de baixo das ovelhas.

Isso pode parecer implausível. Mas por um tempo, parecia haver alguma prova razoavelmente sólida da existência dos Ciclopes. Muitos crânios foram encontrados com uma única cavidade ocular no centro da cabeça.

Acontece que os crânios pertenciam aos elefantes anões. A “cavidade ocular” era a cavidade nasal central e a abertura para o tronco do elefante. Muitos crânios de elefantes anões foram encontrados em Chipre, especialmente em cavernas onde os Ciclopes deveriam ter vivido. Portanto, é talvez natural que um crânio de elefante tenha sido tomado como evidência de uma raça de criaturas gigantes comedoras de homem, com um olho e modos terríveis à mesa. [1]

O Kraken

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Originário do folclore nórdico, dizia-se que o kraken era poderoso o suficiente para arrastar um navio até as profundezas envolvendo seus gigantescos tentáculos ao redor do navio ou nadando em círculos ao redor para criar um turbilhão que arrastaria o navio para baixo.

O primeiro relato escrito do kraken remonta a 1180, e havia muitos relatos de um gigantesco monstro marinho tentaculoso arrastando navios até a sua destruição. Acredita-se que o kraken era capaz de devorar toda a tripulação de um navio em uma só bocada.

É provável que o mito kraken tenha surgido após o avistamento de uma espécie de lula gigante (Architeuthis dux), que pode atingir cerca de 18 metros de comprimento, ou possivelmente a lula colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), que é significativamente maior que a lula gigante e pode crescer até comprimentos desconhecidos. [2].

Poucas lulas colossais foram encontradas intactas, pois vivem nas águas profundas da Antártida. Por essa razão, ficou muito difícil encontrar evidências de como as lulas atacam suas presas. Algumas pesquisas recentes mostram que elas cercam presas com seus tentáculos antes de puxá-lo para eles e comê-lo. Então você nunca sabe.

O ornitorrinco

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Embora seja uma história mais recente do que algumas das outras, o ornitorrinco já foi considerado um animal mitológico. Mas é completamente real, ainda que um pouco estranha.

Descoberto pela primeira vez no século XVIII, foi considerado por muitos como uma farsa ridícula e não sem razão. Esta era uma época em que os naturalistas criavam todo tipo de criaturas estranhas com a ajuda da taxidermia e da imaginação criativa.

Por exemplo, Albertus Seba tinha todo um gabinete de curiosidades. Alguns eram reais e outros não. Por exemplo, a hidra de sete cabeças revelou-se um saco de cobras costuradas no corpo de uma doninha. O ornitorrinco parece tão implausível. Em 1799, o zoólogo inglês George Shaw escreveu que se assemelhava ao “bico de um pato engastado na cabeça de um quadrúpede”.

O ornitorrinco é notável por muitas razões, não apenas pela sua aparência peculiar. Os naturalistas não podiam determinar se a criatura era um mamífero. Ela botou ovos ou deu à luz filhotes vivos? Demorou mais 100 anos para os cientistas descobrirem a resposta para isso. O ornitorrinco é uma das poucas espécies de mamíferos que põem ovos. [3]

Sereias

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Houve lendas de sereias quase desde que as pessoas navegavam pelos mares. Um dos primeiros contos de sereias registrados foi o de Tessalônica. Acredita-se que ela era a meia-irmã de Alexandre, o Grande. Depois de uma aventura cheia de perigos para descobrir a Fonte da Juventude, ele enxaguou o cabelo de sua irmã na água imortal.

Quando Alexandre morreu, sua irmã (que também pode ter sido sua amante) tentou se afogar no mar. Mas ela não podia morrer, então ela se tornou uma sereia. Dizia a lenda que ela gritava aos marinheiros: "O rei Alexandre está vivo?" Se eles respondessem: "Ele vive, reina e conquista o mundo", ela permitia que eles partissem. Mas se eles dissessem que ele estava morto, ela se transformaria em um monstro e arrastaria o navio para o fundo do oceano.

Uma possível explicação para a persistência dos avistamentos de sereias é que os marinheiros estavam confundindo uma sereia, uma criatura fabulosa com o corpo de um peixe, mas a cabeça e torso de uma mulher bonita, com um peixe-boi. É justo dizer que o peixe-boi não é a criatura mais atraente da Terra. Então, como poderiam os marinheiros ter cometido tal erro? [4].

Bem, os peixes-boi podem manter suas cabeças fora da água e virá-los de um lado para o outro da mesma maneira que um humano pode fazer. E visto de trás, a pele áspera pode parecer um longo cabelo. Sabe-se também que marinheiros no mar por períodos prolongados experimentam alucinações náuticas. Então, talvez, se fosse à distância ou com pouca luz, eles poderiam confundir um peixe-boi com uma sereia. Ou talvez fosse o rum.

Vampiros

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A visão moderna do vampiro começou com o romance de Bram Stoker, Drácula (1897), e mudou muito pouco desde então - um estranho pálido e magro com um sotaque improvável que dorme em um caixão e é mais ou menos imortal.

É bem conhecido que Stoker baseou seu personagem nos relatos históricos de Vlad, o Empalador. Também é possível que Stoker tenha se inspirado nos muitos rumores e superstições que cercaram a morte e o enterro na época, bem como a ignorância sobre como o corpo se decompõe.

Depois da morte, a pele do cadáver encolhe. Assim, seus dentes e unhas se tornam proeminentes e podem parecer ter crescido. Além disso, quando os órgãos internos se decompõem, o líquido de purga pode vazar pelo nariz e pela boca, deixando uma mancha escura. As pessoas podem ter interpretado isso como o cadáver bebendo sangue dos vivos. [5].

Havia também a evidência do próprio caixão. Às vezes, marcas de arranhões eram encontradas no interior dos caixões, o que era tomado como evidência de que os mortos haviam se tornado mortos-vivos e levantado de seus caixões.

Infelizmente, é mais provável que os mortos-vivos tenham morrido e que as pessoas que entraram em coma, por exemplo, tenham sido enterradas na crença equivocada de que haviam morrido. Depois de recuperar a consciência, eles podem ter tentado se libertar.

Acredita-se que o filósofo e monge John Duns Scotus tenha perecido de tal maneira. Dizem que seu corpo foi encontrado em uma cripta do lado de fora de seu caixão com as mãos ensanguentadas e machucadas de tentar escapar.

Gigantes

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Os gigantes fazem parte do folclore há milhares de anos. Na mitologia grega, temos os Gigantes, uma tribo de 100 gigantes que nasceram da deusa Gaia depois que ela foi impregnada de sangue coletado durante a castração de Urano.

Na mitologia nórdica, Aurgelmir foi criado a partir de gotas de água que se formaram quando a terra do gelo (Niflheim) encontrou a terra do calor e do fogo (Muspelheim). Ele deve ter sido bem grande. Depois que ele foi morto pelos deuses, a Terra foi feita de sua carne, os mares de seu sangue, as montanhas de seus ossos, as pedras de seus dentes, o céu de seu crânio e as nuvens de seu cérebro. Suas sobrancelhas até se tornaram a cerca em torno de Midgard, que é o jeito Viking de dizer Terra.

O gigantismo hereditário pode explicar algumas das crenças em gigantes (embora não as mais extravagantes). Os cientistas acreditam que eles isolaram um gene que pode levar ao gigantismo familiar. Segundo os pesquisadores, as pessoas com gigantismo também podem ter um tumor na glândula pituitária que pode estimular o crescimento.

Dizem que o gigante bíblico, Golias, tinha mais de 274 centímetros de altura. Não há uma definição moderna do que a altura nos torna um gigante, já que sociedades diferentes têm alturas médias diferentes, com diferenças de até 30 centímetros.

Um estudo publicado no Ulster Medical Journal sugeriu que Golias, famosamente morto por Davi com uma funda, tinha “uma árvore genealógica identificável sugestiva de herança autossômica dominante”. O pedregulho usado por Davi atingiu Golias na testa. Se Golias estivesse sofrendo de um tumor hipofisário pressionando seu quiasma óptico, ele teria tido distúrbios visuais que dificultariam a visão da pedra. [6]

Banshees

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No folclore irlandês, uma banshee (que significa "mulher das fadas" em gaélico) era uma bela jovem de cabelos brancos e olhos vermelhos de chorar que "choramingavam" para avisar a pessoa que a ouve que alguém da sua família vai morrer. Em vez de ser considerado uma ameaça, deveria dar às pessoas tempo para se despedirem de seus entes queridos.

Não está claro quando a lenda surgiu pela primeira vez. Houve relatos da banshee em Cathreim Thoirdhealbhaigh, uma história escrita da aldeia de Torlough em 1350, e os relatos ainda estavam sendo contadas em meados do século XIX.

Choramingar era uma maneira tradicional de as mulheres expressarem sua dor. Elas se reuniam no túmulo e lamentavam sua perda. Esta prática gradualmente desapareceu durante o século 19 depois que se tornou uma espécie de atração turística para assistir os mais espertos em um "verdadeiro funeral irlandês". [7].

É fácil ver, no entanto, por que os românticos irlandeses, que estavam sempre prontos para acreditar no sobrenatural, levaria a ideia de uma mulher fada e misturá-lo com a tristeza das mulheres que choravam sobre seus mortos para criar uma bela banshee para chamar a casa da família para dizer seu último adeus.

Hidra de Lerna

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Na mitologia grega, a hidra era uma gigantesca serpente marinha com nove cabeças, uma das quais era imortal. Quando uma cabeça era cortada, mais duas cresciam da ferida fresca.

Matar a hidra foi um dos 12 trabalhos de Hércules. Para conseguir isso, ele contou com a ajuda de seu sobrinho, que cauterizou as feridas quando Hércules cortou as cabeças até restar apenas a cabeça imortal. Hércules também a cortou e enterrou-a sob uma rocha pesada.

O mito da hidra pode ter sido inspirado pela natureza. Houve muitos casos documentados de cobras com múltiplas cabeças (embora nove seria exagero). A incidência de policéfala em répteis parece ser maior do que em qualquer outra espécie.

Foi até mesmo possível para os cientistas estudarem gêmeos siameses criarem animais policéfalos. No início do século 20, Hans Spemann amarrou embriões de jovens salamandras junto com uma mecha de pelos de bebês humanos para produzir bebês com duas cabeças. [8]

Dire Wolves (lobo-gigante ou lobo-terrível)

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Atualmente, lobos-gigantes são mais conhecidos por sua associação com as crianças Stark em Game of Thrones. No entanto, o lobo terrível não é uma invenção da imaginação dos criadores da Game of Thrones.

Muito maior que um lobo moderno, o lobo-gigante viveu nas Américas até sua extinção há cerca de 10.000 anos. Mais de 4.000 restos fossilizados de lobos-gigantes foram descobertos em La Brea Tar Pits, em Los Angeles. Acredita-se que eles podem ter ficado presos enquanto se alimentavam das carcaças de outros animais enlaçados. [9]

O lobo-gigante tinha um crânio enorme, mas um cérebro menor que o lobo moderno. Talvez se os cérebros dos lobos-gigantes fossem maiores, eles teriam percebido que aqueles animais estavam presos nos poços de alcatrão por uma razão. Não há evidências de que um lobo-gigante albino existiu, embora filhotes albinos tenham nascido na moderna população de lobos.

Basiliscos

10 Criaturas Mitológicas Que Realmente Existiram (Mais ou Menos)
Segundo o mito grego e Harry Potter, um basilisco (também conhecido como Cocatrice) era uma serpente com um olhar letal e uma respiração terrível. Diz-se que nasceu de um ovo colocado por um galo e chocado por uma serpente. [10]

Supostamente, temia apenas o canto do galo e a doninha, que é imune a seu veneno (ou a espada de Harry Potter). No mito grego, o basilisco era de tamanho normal, embora tivesse crescido a proporções gigantescas quando chegou a Hogwarts.

Embora seja improvável que um galo ponha um ovo ou que uma serpente escolha incubá-lo, a ideia de um basilisco parece ter alguma base de fato. É provável que o basilisco do mito fosse na verdade uma cobra egípcia, uma cobra particularmente perigosa que assobia continuamente e cospe veneno a uma distância de 2,4 metros (8 pés), enquanto aponta para os olhos de seu inimigo.

Isso pode explicar o mito de que o basilisco matava quem a olhava nos olhos. O maior predador da cobra é o mangusto, que tem uma forte semelhança com uma doninha.

Foi dito que Alexandre, o Grande, usou um espelho para derrotar um basilisco. Quando a cobra olhou para sua própria imagem, ela morreu instantaneamente. J.K. Rowling também usou uma versão dessa história em seus romances.
Mitos e Lendas: Rei Artur e o Santo Graal
O rei Arthur é uma figura lendária. Ninguém sabe ao certo quem ou o que ele realmente era. A tradição diz que ele era um guerreiro celta britânico ou talvez um rei.

Lendas dizem que ele lutou heroicamente contra os saxões que estavam invadindo a Grã-Bretanha no início do século VI. Mas os saxões acabaram expulsando os povos celtas da Inglaterra para o País de Gales e a Cornualha.

A Lenda Arturiana Toma Forma

Mitos e Lendas: Rei Artur e o Santo Graal
A lenda arturiana cresceu ao longo do tempo a partir de muitas fontes. Por volta de 820 dC, o monge galês Nennius, em seu livro "Historia Brittonum", menciona várias batalhas importantes lideradas por Arthur. Outro clérigo religioso, Geoffrey of Monmouth, desenvolveu a lenda arturiana em seu livro "História dos Reis da Bretanha".

No século XII, os escritores franceses Maistre Wace e Chrétien de Troyes acrescentaram os elementos de cavalheirismo e amor cortês à história de Arthur. É aí que recebemos as lendas sobre Camelot. Sir Thomas Malory acrescentou ainda mais à lenda de Arthur nas oito histórias de seu "Le Morte d'Arthur", que foi escrito em 1470. A lenda de Arthur inclui muitos tipos padrão de heróis. Inclui também uma demonstração de poder, uma busca importante, uma trágica traição e morte e uma promessa de retorno.

O Nascimento do Rei Arthur

Uther Pendragon, rei da Grã-Bretanha, estava ocupado lutando contra os saxões com seu competente general, o duque de Cornualha. Mas Uther se apaixonou pela esposa do duque, Igraine. Os dois tiveram um caso e Arthur nasceu. Enquanto isso, o duque morreu enquanto lutava contra os saxões. Uther e Igraine se casaram. O mago Merlin previu que Arthur seria uma criança especial. Merlin também achava que Arthur precisava ser protegido de seu pai, o rei. Então Merlin enviou Arthur para morar no castelo de um cavaleiro chamado Sir Heitor, onde Arthur passou sua infância.

Poder e Importância

Quando Uther Pendragon morreu, a Grã-Bretanha foi ameaçada pela desordem. Para evitar o caos, o mago Merlin organizou uma reunião de nobres na cidade de Canterbury para decidir quem deveria ser o rei. Uma espada apareceu de repente presa em uma pedra do cemitério. Na pedra havia uma declaração: "Quem puxar esta espada é o legítimo rei da Grã-Bretanha".

Muitos cavaleiros tentaram e não conseguiram remover a espada. Neste momento, Sir Heitor estava viajando por Canterbury com seu filho, Sir Kay (Caio), e Arthur estava atuando como escudeiro de Kay. Sir Kay pediu a Arthur que voltasse ao acampamento para trazer uma nova espada para ele. Artur voltou sem encontrar a espada. Mas ele notou a espada na rocha, puxou-a facilmente e depois levou-a para Kay. Kay reconheceu a espada e decidiu reivindicá-la e ao trono. Mas seu pai exigiu que ele a recolocasse na rocha e a removesse como prova de sua dignidade. Kay falhou em sua tentativa de remover a espada e admitiu o que ele havia feito. Artur retirou novamente a espada da rocha e Merlin revelou que Artur era realmente o filho do rei. Arthur foi aceito como o novo rei.

A Busca do Santo Graal

A busca central nos contos arturianos é a busca pelo Santo Graal. É a taça que foi usada por Jesus na Última Ceia. Também foi dito para ser usado por José de Arimatéia para pegar o sangue de Jesus enquanto ele estava pendurado na cruz. Segundo os Evangelhos da Bíblia, José foi o homem que assumiu a responsabilidade pelo enterro de Jesus depois da crucificação de Jesus. Uma tradição disse que José veio para a Grã-Bretanha com o Graal.

Os cavaleiros da corte de Artur eram chamados de sociedade da Mesa Redonda. A busca pelo Graal foi iniciada em nome de Arthur por esses cavaleiros. Em uma versão, Peredur, filho de Efrawg, procura pelo Graal. Esse nome é a versão galesa de Percival (Parsifal). Em outras versões, Gawain e Galahad procuram pelo Graal. Os heróis são sempre testados durante suas missões. Eles enfrentam figuras como o Rei Pescador, que é o guardião ferido do Graal. Se o herói em questão não perguntar ao Rei Pescador certas perguntas, a terra do herói pode estar condenada à infertilidade, e o Graal pode não ser totalmente alcançado. Em outras versões, o herói - até mesmo o próprio Arthur - é testado por um inimigo perigoso, como a meia-irmã de Arthur, Morgan Le Fay (Fada Morgana).

Traição

Arthur foi traído por Sir Lancelot. Lancelot teve um caso de amor com a esposa do rei, Guinevere. Isso causou uma luta terrível entre Arthur e Lancelot. Outra versão diz que Arthur foi traído e morto por seu filho (ou sobrinho) Mordred (Modred). Ainda outro diz que Arthur não foi morto, mas foi levado pelas rainhas das fadas para a misteriosa ilha de Avalon. Na tradição celta, é a Ilha das Mulheres. Acreditava-se que um dia Artur voltaria e governaria a Grã-Bretanha.

Vinda do Cristianismo

A lenda arturiana estava ligada ao cristianismo por causa da história de José de Arimatéia. Segundo a tradição, José não levou o Santo Graal para a Inglaterra. Ele também levou espinhos da coroa usada na crucificação de Jesus.

Até recentemente, havia um antigo espinheiro crescendo no terreno da abadia da igreja em Glastonbury, situada por uma lápide. Dizem que o espinheiro veio de espinhos trazidos por José e que o túmulo é de Arthur. Infelizmente, a árvore foi destruída por vândalos em 2010.