Parlendas do Folclore Brasileiro

Parlendas são versinhos infantis ritmados e repetitivos, normalmente são breves e com rimas. São versos bem simples, muito divertidos e fáceis de memorização. São criações anônimas que fazem parte do folclore brasileiro e que passam de geração para geração, transmitindo a cultura oral popular.

As parlendas contribuem para o desenvolvimento da memorização, da comunicação, da socialização e do raciocínio lógico. São usadas em acontecimentos cotidianos, em brincadeiras de roda, em jogos, em decisões, em histórias ou apenas por diversão.

De origem latina a palavra "parlenda" é do verbo Parlare que significa falar, conversar.

Parlendas do Folclore Brasileiro

Em Portugal, as parlendas são conhecidas como "cantilenas ou lengalengas".

Veja alguns exemplos de parlendas do folclore brasileiro

No morro chato

No morro chato
Tem uma moça chata
Com um tacho chato na cabeça.
Moça chata, esse tacho chato é seu?

Sol e Chuva,

Sol e Chuva,
Casamento de viúva.
Chuva e sol,
Casamento de espanhol.

Um sapo dentro do saco.

Um sapo dentro do saco.
O saco com o sapo dentro.
O sapo batendo o papo,
E o papo cheio de vento.

Pedrinha rolou

Pedrinha rolou
Pisquei
Pro mocinho
Mocinho gostou
Contei pra mamãe
Mamãe nem ligou
Contei pro papai
Chinelo cantou

Hoje é Domingo,

Hoje é Domingo,
Pede cachimbo
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro,
O touro é valente,
Bate na gente,
A gente é fraco,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo.

Amanhã é que é Domingo,

Amanhã é que é Domingo,
Pé de cachimbo.
Galo monteiro
Pisou na areia.
Areia é fina,
Que dá no sino.
O sino é de ouro,
Que dá no besouro.
O besouro é de prata,
Que da na barata.
A barata é valente,
Que dá no tenente.
O tenente é mofino,
Que dá no menino.
O menino é danado,
Que dá no soldado.
O soldado é valente, que dá na gente…

Um, dois, feijão com arroz

Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, falar inglês
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis

Uni duni tê

Uni duni tê
Salamê min guê
Sorvete colorido
O escolhido foi
VOCÊ

Mindinho

Mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolo
Mata piolho

Lá em cima do piano tem um copo de veneno

Lá em cima do piano tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O culpado não fui
EU

Eu sou pequena,

Eu sou pequena,
Da perna grossa,
Vestido curto,
Papai não gosta
Homem com homem
Mulher com mulher
Faca sem ponta
Galinha sem pé
(Escondendo dedo por dedo)
Uma, duas argolinhas
Finca o pé na pampolinha
O rapaz que joga faz
Faz o jogo do capão
Lá detrás do morondão
Recolhe o seu dedinho
Que lá vai um beliscão.

Um elefante amola muita gente…

Um elefante amola muita gente…
Dois elefantes… amolam, amolam muita gente…
Três elefantes… amolam, amolam, amolam muita gente…
Quatro elefantes amolam, amolam, amolam, amolam muito mais…
(continua…)

Jacaré foi ao mercado

Jacaré foi ao mercado
Não sabia o que comprar
Comprou uma cadeirinha pra comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira esborrachou
Jacaré chorou, chorou
O dinheiro que gastou

Nuvem sol

Nuvem sol
Sol nuvem
Céu chuva
Chuva céu
Ai meu deus
Perdi o anel

Comi carne moída

Comi carne moída
E meu interior ficou moído
Meu filho moeu paçoca
E meu cabelo ficou uma maçaroca.

Onça pintada com pintas pretas

Onça pintada com pintas pretas
Me deu tanto medo que fiquei até pintada
Meu namorado ficou pintadinho de cores legais
E eu aqui pintada com pintas pretas
Que na verdade era uma doença que peguei da onça preta

Rola bola, bola rola

Rola bola, bola rola
Rola pedra, pedra rola
Fala logo e não enrola
Que você nasceu na Angola.

Tem peixe na pia fria,

Tem peixe na pia fria,
Pula gato, gato mia,
Lá vem a tia Maria,
E não vem de mão vazia
Pula gato, gato mia
Caiu o chinelo qu’ela trazia

Fui passear na pinguelinha,

Fui passear na pinguelinha,
Chinelo caiu do pé.
Os peixinhos reclamaram:
Que cheirinho de chulé!

Num ninho de mafagafos

Num ninho de mafagafos
Quatro mafagafinhos há
Quem os desmafagafizar
Bom desmafagafizador será

Por detrás daquele morro,

Por detrás daquele morro,
Passa boi, passa boiada,
Também passa moreninha,
De cabelo cacheado.
Quem cochicha,
O rabo espicha,
Come pão,
Com lagartixa.

Piuí, abacaxi

Piuí, abacaxi
Olha o chão pra não cair
Se cair
Vai machucar
E a mamãe não vai gostar
Fui à feira comprar uva.
Encontrei uma coruja,
Pisei no rabo dela.
Ela me chamou de cara suja.

Chuva e sol, casamento

Chuva e sol, casamento
De espanhol.
Sol e chuva, casamento
De viúva.

Cabra cega de onde veio?

Cabra cega de onde veio?
Vim do Pandó
Que trouxeste para mim?
Pão de Ló
Me dê um pedacinho?
Não dá pra mim
Quanto mais pra tua avó.
Luar, Luar
Pega esse menino
E ajuda a criar.

Quem foi a Cotia

Quem foi a Cotia
Perdeu a tia
Quem foi pra Pirapora
Perdeu a hora
Quem foi pra Portugal
Perdeu o lugar
Quem foi à roça
Perdeu a carroça
Rico trigo

Por que o sapo não lava o pé?

Por que o sapo não lava o pé?
Hum… Que cheiro de chulé !
Deve ser porque não quer.
Ele mora lá na lagoa.
Mas ele não lava o pé é mesmo porque não quer ?
Ele até que quer, mas canta muito e se encanta,
Acaba se esquecendo do seu chulé. Que chulé !
E Dona Sapa, mulher do sapo, não se incomoda ?
Já virou moda, chulé do sapo que ela quer.
Que chulé essa Dona Sapa, não larga do
Pé do sapo.
Que saco ! Que estresse, por isso mesmo é que o sapo
Se esquece do seu chulé, de lavar seu pé.

Eu fui por um caminho…

Eu fui por um caminho…
Eu também
Encontrei um passarinho…
Eu também
Encontrei um dedo mindinho…
Eu também
Seu-vizinho,
Eu também
Pai de todos,
Eu também
Fura-bolos,
Eu também
Cata-piolhos.
Eu também…

Batatinha quando nasce

Batatinha quando nasce
Espalha a rama pelo chão.
Menininha quando dorme…
Põe a mão no coração.

Um dia, o doce perguntou ao doce

Um dia, o doce perguntou ao doce
Qual era o doce mais doce.
E o doce respondeu ao doce
Que o doce mais doce
É o doce de batata-doce.

Entrou por uma porta,

Entrou por uma porta,
Saiu pela outra.
Quem quiser
Que conte outra.
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