A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
Havia uma cidade pequena, porém muito bonita. Era um lugar próspero, de fazendeiros, de vida feliz e sossegada.

Certa manhã, um bando de cangaceiros chegou de repente ao lugar. Foi um alvoroço. Num instante, a população desapareceu das ruas. As janelas se fecharam e as portas se trancaram. O chefe dos cangaceiros bateu na porta da casa mais rica da cidade. Como não tinha outro jeito, o dono da casa veio saber o que ele desejava.

- Nós não queremos fazer mal a ninguém, disse o chefe dos cangaceiros. Estamos precisando de mantimentos e sabemos que aqui há bastante. Ainda sobrará muito para vocês.
A Fantástica Lenda do Vaqueiro Voador
O fazendeiro prometeu que conversaria com outros homens ricos do lugar, a fim de conseguir a quantidade que o cangaceiro desejava. O cangaceiro concordou em esperar até o dia seguinte.

Tudo deu certo, os mantimentos foram entregues e o bando tratou de partir. O que os cangaceiros não sabiam era que o fazendeiro aproveitara para lhes preparar uma cilada. Combinara com seus amigos para atirarem neles pelas costas, quando estivessem de partida. E assim foi feito. Mal os cangaceiros deram as costas, várias janelas se abriram, surgindo uma porção de espingardas. Muitos cangaceiros caíram mortos e o resto fugiu em disparada.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada. Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar!

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

O chefe deles ficou louco da vida. Enquanto ele cumpria sua palavra de não fazer nenhum mal aos habitantes, o fazendeiro lhe fizera tamanha traição!? Mas não ia ficar assim. O traidor e seus amigos que esperassem. A vingança não tardaria.

Os meses foram passando e o fazendeiro não perdia oportunidade de se vangloriar de sua esperteza.

Ele estava almoçando sossegadamente, quando ouviu um tiroteio e uma gritaria tremenda. Correu para a rua. Eram os cangaceiros. Tinham se organizado de novo e estavam de volta para a vingança. Trancou a porta o melhor possível e transmitiu as novidades à sua família, que estava apavorada.

Nisto, a porta da casa foi violentamente sacudida e logo veio abaixo. Os cangaceiros entraram de espingarda na mão e o fazendeiro caiu de joelhos:

- Por favor, não me matem! Fiz aquilo sem pensar

O chefe dos cangaceiros olhou-o, com desprezo:

- A morte é pouca vingança para o que você fez. Tem de sofrer mais, muito mais!

O fazendeiro tinha dois filhos gêmeos, de três anos, e vendo-os, o cangaceiro teve uma idéia:

- Vamos ver se você é homem! Escolha! Ou você vai com a gente para a caatinga, onde receberá o que merece, ou entrega um de seus filhos para que ele se torne um cangaceiro.

Pela cabeça do fazendeiro passaram as terríveis torturas que o aguardavam. Olhou para os gêmeos, Lucídio e Deodato, suou, pensou e resolveu:

- Leve um dos meus filhos.

A mãe agarrou-se às crianças, mas de nada adiantou. Os cangaceiros pegaram um dos meninos e saíram. O chefe deles gritou da porta:

- Você vai sofrer a vida inteira, sabendo que seu filho está sendo transformado num homem igual àqueles que foram traídos por você. Um homem tão importante, com um cangaceiro na família! Já pensou?

Foram embora levando o Lucídio.

A profecia do cangaceiro realizou-se rapidamente. O caso correu de boca em boca e ninguém queria saber mais do fazendeiro. Que homem era aquele? Entregar um filho para salvar a própria pele! Mesmo sua mulher não tinha mais coragem de olhá-lo no rosto. E ele sofria. Seu filho que ficara, o Deodato, também já não era o mesmo. Escapava dos braços do pai, vivia agarrado à saia da mãe.

De vez em quando, não aguentando mais aquela tortura, o fazendeiro explodia:

- Que culpa tive eu? Havia outra solução? Sei que o menino está vivo! E eu? O que teriam feito comigo?

A mulher nada respondia. Baixava a cabeça e chorava.

E o tempo foi passando. Para a população, o caso já era fato esquecido, mas nunca haveria de ser para o fazendeiro e sua mulher. Deodato, agora com catorze anos, não mais se lembrava. Sabia do caso por ouvir contar.

Embora o fazendeiro, muito envelhecido pelo sofrimento, quisesse fazer do filho o seu sucessor, o mocinho não concordava. Desejava ser vaqueiro, atravessar aquelas caatingas, correndo atrás do gado, conhecer novos lugares, dormir à luz das estrelas. E, realmente, tornou-se um vaqueiro, aumentando ainda mais, sem querer, o desgosto do velho. Tornou-se tão bom vaqueiro, que sua fama correu por toda a região. Não havia cavaleiro igual.

Uma noite, quando ele dormia na caatinga, teve um sonho esquisito que o deixou preocupado. Sonhou com um velho vaqueiro, de pele curtida pelo sol e vestido com a indispensável roupa de couro, envolto por uma luz azul muito suave, que lhe disse:

- Sou o rei de todos os vaqueiros. Sempre desejei confiar meu cavalo mágico a um bom cavaleiro, mas nunca achei um que merecesse. Você, porém, é digno do meu desejo. Siga em frente. Ao anoitecer, encontrará um cavalo avermelhado, que dará três relinchos quando você se aproximar. Pode montar nele, que será seu. Mas tome cuidado: ele não corre, voa. E não aceitará outro cavaleiro, nunca. Só você.

Tão logo amanheceu, ele contou o sonho aos companheiros. Todos riram e um lhe disse:

- Isso é que é ser vaqueiro. Até dormindo ele pensa em cavalo!

Seguiram levando a boiada. O dia transcorreu como os outros. Quando começou a anoitecer, um dos vaqueiros comentou:

- Olhem que engraçado, aquele cavalo pastando sozinho. Deve ter fugido.

Deodato viu um belo cavalo avermelhado, destacando-se contra a luz do poente. Lembrou-se do sonho. Qual! Era apenas um sonho! Propôs aos amigos.

- Vamos ver se a gente pega aquele bicho?

Os amigos não concordaram e foram apeando para passar a noite. Estavam cansadíssimos.

Deodato não conseguiu livrar-se da idéia e foi a pé na direção do belo animal, que relinchou três vezes. Queria vê-lo mais de perto, apenas. Não levou o laço. Foi-se aproximando, até pôr a mão no cavalo. Este nem mesmo se mexeu. Aí, Deodato teve novamente a mesma visão: apareceu-lhe o velho vaqueiro, envolto por uma suave luz azul, que lhe disse, apontando o cavalo:

- É esse, ele é seu.

O cavalo acompanhou o moço docilmente. Chegaram onde estavam os outros. Deodato colocou os arreios no animal e montou nele. Os companheiros olhavam, espantados. O cavalo partiu, mas sabem como? Voando! Ele andava no ar! Os vaqueiros pensaram que fosse um sonho! Não podia ser verdade!

Daquele dia em diante, Deodato ficou conhecido como o Vaqueiro Voador. Alguns de seus companheiros haviam tentado montar no cavalo mágico, porém ele não saía do lugar. Somente voava se fosse montado por Deodato.

Enquanto isto acontecia, a cidade era atacada por um bando de cangaceiros, chefiados por um moço destemido, conhecido por Ventania. E era mesmo um pé de vento: fazia a cidade tremer. Passaram a saqueá-la no mínimo uma vez por semana. Os homens tinham medo de reagir e provocar um tiroteio, que pudesse causar a morte de muitos moradores. Tentaram várias vezes atacar o bando em seu próprio esconderijo, na caatinga, mas as sentinelas não deixavam ninguém se aproximar. Ouviam o tropel dos cavalos e as espingardas falavam. A cidade estava em desespero. O que fazer?

Todos estavam preocupados. É verdade que aqueles cangaceiros não disparavam um tiro quando estavam na cidade, mas do jeito que estavam fazendo, logo as lojas e os armazéns estariam vazios! O homem era mesmo uma ventania! Levava tudo!

Muito longe dali, o Vaqueiro Voador tocava a boiada pelas caatingas, assombrando os que viam galopar seu cavalo mágico. Seus companheiros não precisavam mais ter preocupação: num instante, ele cercava um boi fugitivo lá longe, noutro instante estava de volta...

Quando Deodato voltou à cidade, causou o maior espanto com o seu cavalo. Uns riam, outros choravam; uns corriam, outros não conseguiam correr.

Também ali, ele ficou conhecido por Vaqueiro Voador. E não tinha mais sossego. Em toda emergência, ele era chamado.

Enquanto ele permanecia na cidade, deu-se novo ataque do bando de Ventania.

Deodato perguntou ao seu pai:

- O que é esse barulho?

- Deve ser um novo ataque do bando de Ventania. Estão sempre vindo à cidade. Levam roupas, alimentos e não se pode fazer nada.

- E por que os homens não organizam a defesa? Não têm mais armas?

- Têm, meu filho, não é isso. É que não querem provocar um tiroteio aqui na cidade e pôr em risco a vida de inocentes. Os cangaceiros precisariam ser atacados em seu próprio esconderijo, que não deve ser longe.

- Pois, então...?

- Acontece que eles deixam várias sentinelas escondidas atrás de mandacarus e não há quem descubra onde se escondem.

- É mesmo um problema. Que se há de fazer?

De repente, o velho deu um salto tão violento, que deixou o filho assustado:

- O que foi, pai? Que aconteceu?

- Tive uma idéia! Uma grande idéia! Você será a nossa salvação, meu filho!

O moço espantou-se:

- Eu? Como? Por que? Não entendo.

- Você e seu cavalo mágico! Não entendeu? Você passará voando por cima das sentinelas! Nem perceberão!

- E que posso eu fazer sozinho contra os outros cangaceiros?

O velho pôs-se a pensar. Depois, disse:

- Se você descobrir onde estão escondidos, nossos homens poderão ir mais tarde por outro caminho.
A mãe de Deodato ouviu a conversa e dirigiu-se ao marido:

- Por favor, não peça para ele ir! Nosso outro filho foi entregue aos cangaceiros. Agora quer que este seja morto por eles?

- Mas o que hei de fazer? Estou muito velho e só Deodato pode montar o cavalo mágico.
- Você iria, eu sei... Como foi da outra vez, respondeu ela, irônica.

O Vaqueiro Voador resolveu aceitar a ideia do pai.

Combinou-se que o moço partiria naquela noite. Os outros homens deveriam aprontar-se, para depois serem guiados ao esconderijo.

No mesmo dia, houve outro assalto do bando. Mas, pela cabeça de todos os habitantes, passava idêntico pensamento: “Aproveitem, que é a última vez!”

Depois do assalto, o Vaqueiro Voador preparou-se para ir atrás dos cangaceiros: calçou as perneiras, vestiu o parapeito, o gibão, pôs o chapéu, tudo de couro por causa dos espinhos, e seguiu na direção que os cangaceiros costumavam tomar.

Passou por cima das sentinelas sem ser visto e chegou ao esconderijo.

Desceu cuidadosamente, um pouco longe do acampamento dos cangaceiros, saltou do cavalo e foi-se aproximando, devagar. De repente, sentiu um cutucão nas costas. Virou-se e deu com um cangaceiro que lhe perguntou:

- O que você quer aqui? Espionando, hein? Pois vamos falar com o chefe.

Deodato pensou em correr até o cavalo, mas desistiu ao ver a espingarda pronta para atirar. Logo apareceram outros cangaceiros que o conduziram à presença do chefe. Entraram na cabana e o cangaceiro que o havia aprisionado falou ao chefe:

- Pegamos esse homem espionando. Não sei de que modo ele conseguiu chegar até aqui.

O chefe, o famoso Ventania, olhou o prisioneiro com cuidado e pensou: “Já vi esse homem em algum lugar”. Deodato também teve a impressão de já conhecer o outro, embora nunca o tivesse visto de perto. Mas nada disseram.

- Por que você veio aqui? O que pretende? – quis saber Ventania.

O moço podia ter inventado alguma desculpa, mas preferiu falar a verdade. Contou porque estava ali e o cangaceiro admirou-se de sua coragem. Os outros queriam a todo o custo enforcar o espião, porém Ventania se opôs. Jamais havia permitido que matassem alguém.

- E o que vamos fazer com ele? – quis saber um cangaceiro.

Ventania pôs-se a pensar e viu que o problema era mesmo difícil de ser resolvido. Mantê-lo prisioneiro, onde? Deixa-lo ir? Ele contaria aos outros a posição do esconderijo. Que fazer?
- É, temos de encontrar uma solução, disse Ventania. Preciso pensar com mais calma.

Os outros cangaceiros insistiram em enforcá-lo, mas o chefe continuou a discordar.

Enquanto esperava a solução, Ventania olhou outra vez, com cuidado, o prisioneiro e lhe disse:

- Tenho a impressão de que já vi você em algum lugar, mas não sei onde.

- O mesmo acontece comigo – respondeu o Vaqueiro Voador.

Os cangaceiros que ali estavam começaram a murmurar:

- Como eles são parecidos!

Realmente, eles eram bem parecidos; se não foi notado logo à primeira vista, era porque Deodato, além de ser mais gordo, usava bigode e o cabelo mais comprido.

Conversa vem, conversa vai, Deodato perguntou ao chefe dos cangaceiros qual era a injustiça que lhe haviam feito, já que eles geralmente se dedicavam ao crime por vingança. Para surpresa do moço, Ventania disse que não queria vingar-se de ninguém, que nascera praticamente naquela vida e não conhecia outra. Conforme os mais velhos lhe haviam contado, seu pai o entregara ainda bem pequeno ao então chefe do bando. Ali ele crescera. Deodato achou a história muito parecida com a de seu irmão, Lucídio. Fez-lhe mais perguntas, inclusive se sabia qual era o seu nome. Não sabia. Depois contou a história de seu irmão.

- Então é por isso que pensei que já havia visto você! – exclamou o cangaceiro.

- É isso mesmo! – confirmou Deodato. Agora já sei! É porque somos irmãos! Seu nome é Lucídio!

Deodato convidou-o a deixar aquela vida e a voltar com ele para casa. O outro não queria, alegando que nada mais sabia fazer. O irmão disse-lhe que podia ser vaqueiro. Aprenderia com ele. A promessa de uma vida familiar foi mais forte e o cangaceiro resolveu acompanhar o irmão. Nomeou novo chefe para o bando e deu ordens para que não atacassem mais aquela cidade.

Como Lucídio jamais tinha assassinado alguém e também não era culpado por ser cangaceiro, foi perdoado pelos assaltos cometidos. Seu pai percebeu-lhe uma forte vocação para comandar e administrar e lhe entregou os destinos da fazenda.

Administrada por ele e com um vaqueiro como Deodato, a fazenda tornou-se ainda mais importante. E, a cidade nunca mais foi atacada.
Wendigo, a Criatura Mítica, a Lenda e Sua Origem
O wendigo é uma criatura mítica do folclore nativo americano, algonquiano, que se acredita vagar nas florestas da região dos Grandes Lagos e na costa atlântica do Canadá e dos Estados Unidos.

A palavra "wendigo" significa "espírito maligno que come seres humanos" de acordo com algumas interpretações, enquanto wendigo pode simplesmente significar "canibal" de acordo com os outros.

Embora a criatura tenha sido primeiramente descrita como uma entidade demoníaca ou um espírito maligno sem nenhuma forma física no folclore dos nativos americanos, o wendigo tornou-se conhecido como uma besta com o tempo.
Wendigo, a Criatura Mítica, a Lenda e Sua Origem
De acordo com o folclore Ojíbuas, wendigo / wendigoag são criaturas gigantes com um corpo esguio (4,5 metros). A razão por trás de por que eles parecem tão esguios, mas também tão grandes, foi explicada com o traço mais famoso da criatura: a fome interminável de carne humana.

Wendigos são criaturas de cobiça insaciável e é por isso que eles nunca param, ou mais precisamente, eles nunca podem parar de procurar por sua próxima vítima.

Diz a lenda que os Wendigos nunca estão satisfeitos e cheios, não importa o quanto consumam carne humana. Além disso, os Wendigos crescem cada vez que comem carne humana proporcionalmente à carne que consomem, se comer um humano de 75 quilos faria seus corpos crescerem tanto.

Algumas versões da lenda sugeriam que os Wendigos tinham uma pele coberta de pelos, enquanto alguns diziam que eles pareciam zumbis e carne em decomposição caía de seus corpos.

A criatura tinha um crânio de veado como cabeça, de acordo com alguns dos folclores relevantes. Outras características proeminentes eram que tinha olhos brilhantes, uma língua comprida e presas amarelas.

Maldição de Wendigo - Como uma pessoa se torna um Wendigo?

De acordo com os mitos, existem duas maneiras de se transformar em um wendigo; estar em contato com um wendigo por um longo período de tempo e consumir carne humana.

Os nativos americanos acreditavam que comer carne humana, mesmo que fosse para sobreviver a condições rigorosas de inverno, transformava a pessoa em um wendigo.

Em uma nota lateral, outra versão do mito sugere que os seres humanos que são extremamente gananciosos podem se transformar em Wendigos.

Habilidades de um Wendigo

Os Wendigos são excepcionalmente fortes, imunes a condições climáticas adversas e têm sentidos elevados, o que os torna excelentes caçadores.

Eles podem curar seus corpos e se regenerar quando são feridos.

Além disso, eles são conhecidos por imitar a voz de uma pessoa.

Algumas lendas sugeriam que um wendigo deixaria sua vítima vagarosa e começaria a atrair a vítima, liberando um odor que só ele pode sentir o cheiro. Então a vítima perderia o sono e teria pesadelos dia após dia que a levaria a loucura.

Os Wendigos também podem manipular / controlar outras criaturas da floresta e fazê-las atacar suas vítimas.

Acredita-se que um wendigo se torne mais forte à medida que envelhece.

Provavelmente como a mais interessante dentre as suas habilidades, os Wendigos também são conhecidos por serem capazes de controlar o clima e invocar a escuridão durante o dia à medida que envelhecem e se fortalecem.

Uma pessoa pode ser salva da maldição de Wendigo?

Bem, existem duas opiniões diferentes sobre a cura para as pessoas que se transformaram em Wendigos.

Acredita-se que o ser humano que se transformou em um wendigo permaneça dentro dele, ao redor da área do coração da criatura, que agora poderia ter 4,5 metros de altura ou mais.

Para salvar uma pessoa da maldição, não apenas a criatura, mas a pessoa dentro dela, deve ser morta. Em outras palavras, a morte é a única maneira de salvar a alma de uma pessoa da maldição.

Dito isto, embora muito raramente, houve algumas histórias que disseram que a pessoa sob a maldição foi salva uma vez que o wendigo foi morto.

Proteção contra um Wendigo

Pessoas das tribos Assiniboine, Ojíbuas e Cree realizavam uma dança cerimonial apresentando Wendigos para afastar os maus espíritos, enfatizando a importância da solidariedade e cooperação entre as pessoas durante invernos rigorosos e lembrando-os da ameaça.

Como matar um Wendigo?

Esta é também outra parte do mito em que as opiniões diferem. Enquanto algumas pessoas sugerem que os Wendigos podem ser mortos queimando-os, alguns dizem que só poderiam ser mortos usando armas de prata.

A criatura deve ser estacada ou apunhalada no coração com uma arma de prata ou atirada usando balas de prata.

Dito isto, de acordo com o folclore dos Ojíbuas, um caçador matou um wendigo com uma faca comum, esfaqueando-o na cabeça várias vezes.

Em uma nota lateral, uma versão diferente do mito sugere que simplesmente não é tão fácil matar um wendigo. Matar demora muito mais do que apenas apunhalá-lo no coração.

De acordo com essa versão da história, para poder matar um wendigo, você deve primeiro apunhalá-lo no coração com uma arma de prata (ou disparar com balas de prata), depois desintegrar o coração, colocá-lo em uma caixa de prata e enterrar no cemitério da igreja.

Mesmo isso não é suficiente, pois a criatura tem habilidades de regeneração. As partes restantes do wendigo também devem ser desintegradas usando uma faca de prata. Então deve ser salgado e queimado e as cinzas devem ser espalhadas.

Avistamentos de Wendigo

No Canadá e partes do norte dos Estados Unidos, onde vivem tribos de língua algonquiana, avistamentos de wendigo foram relatados por ambos, nativos americanos e colonos brancos.

No início do século 20, Jack Fiddler, um homem de Oji-Cree, foi preso junto com seu irmão por matar 14 pessoas que alegavam ser wendigo ou se transformarem nelas.

Psicose de Wendigo

A psicose de Wendigo é um distúrbio psicológico que faz com que uma pessoa pense que ele é um wendigo e o faz desejar carne humana mesmo quando ele tem acesso a comida regular. Como um distúrbio ligado à cultura, a psicose wendigo foi relatada principalmente entre pessoas das tribos algonquianas da América do Norte.

No passado, pessoas sob o efeito da psicose do wendigo seriam encaminhadas a curandeiros nativos e mortas se o curador não pudesse curá-las.

Wendigos na cultura popular

Sendo um dos monstros mais assustadores do folclore, os Wendigos foram apresentados em muitos programas de TV e filmes populares, incluindo Charmed, Sleepy Hollow, Haven, Supernatural, bem como obras literárias como Pet Sematery (Cemitério Maldito) de Stephen King.
Ehecatl: O Deus do Vento Asteca
Ehecatl era o deus do vento do panteão asteca. Como uma divindade do tempo, ele também estava indiretamente ligado à agricultura e à fertilidade da terra. Além disso, Ehecatl é comumente considerado um aspecto de Quetzalcóatl, um dos mais importantes deuses astecas.

Os templos dedicados a esse deus têm uma forma arquitetônica única, que reflete o status do deus como uma divindade do vento. Um desses templos foi desenterrado debaixo de em um supermercado na Cidade do México em 2016.
Ehecatl: O Deus do Vento Asteca

Um aspecto importante do Quetzalcóatl

O nome "Ehecatl" pode ser traduzido simplesmente para significar "vento". Ele foi considerado um aspecto importante de Quetzalcóatl, e os dois deuses são frequentemente combinados como Quetzalcóatl-Ehecatl. Este deus também foi associado a todas as direções cardeais, considerando o fato de que o vento sopra em todas as direções. Duas outras características importantes do vento foram notadas pelos astecas. Em primeiro lugar, falta-lhe forma física e, em segundo lugar, muda constantemente de direção. Portanto, os astecas acreditavam que Ehecatl era um deus que não podia ser facilmente preso.

Como um deus do tempo, Ehecatl tinha um papel importante, embora talvez indireto, na agricultura também. As chuvas, por exemplo, eram trazidas pelo deus Tlaloc. Era, no entanto, Ehecatl que soprava essas nuvens para os campos, sinalizando assim o fim da estação seca. Portanto, sacrifícios, incluindo o derramamento cerimonial de sangue, bem como sacrifícios humanos, foram feitos a esse deus para garantir que a colheita fosse boa.

Ehecatl no mito Asteca

Mas Ehecatl tinha um papel muito maior a desempenhar do que apenas soprar nuvens de chuva. De fato, os astecas acreditavam que era esse deus que colocava o sol e a lua em movimento, soprando-os ao longo de seu curso celestial a cada dia. Essa crença é vista no mito da criação asteca, quando Ehecatl recebeu essa tarefa após a criação do quinto mundo.

Outro mito em que Ehecatl desempenha um papel importante é o que envolve a criação da planta de Agave (também conhecida como ‘century plant’ em inglês), cuja seiva é usada para fazer pulque, uma bebida alcoólica tradicionalmente consumida na região central do México. Esse mito começa com uma deusa chamada Itzpapalotl, que tinha o péssimo hábito de roubar a luz do dia e mantê-la como refém. Ela só a liberaria se um resgate na forma de sacrifícios humanos fosse pago.

Amor à primeira vista

Tendo tido o suficiente disso, Ehecatl viajou para Tamoanchan, a versão asteca do paraíso, e a casa de Itzpapalotl, para ter uma palavra com a deusa. Antes de poder fazê-lo, no entanto, ele encontrou uma mulher mortal chamada Mayahuel, que, no final das contas, era a neta de Itzpapalotl. Os dois dizem que instantaneamente se apaixonaram e desceram à terra. No local onde os dois amantes desembarcaram, uma bela árvore floresceu.

Infelizmente, Ehecatl e Mayahuel não puderam desfrutar de sua felicidade por muito tempo. Quando Itzpapalotl voltou para casa, percebeu que a neta desaparecera e convocou os Tzitzimime, que eram divindades estelares. Eles foram ordenados a procurar e destruir Mayahuel. Percebendo o perigo em que se encontravam, Ehecatl transformou a amante e a si mesmo em galhos na árvore que se ergueu onde eles desembarcaram. Este disfarce, no entanto, não enganou o Tzitzimime, que atingiu a árvore com relâmpagos, matando assim Mayahuel. Enlutado pela tristeza, Ehecatl recolheu os restos mortais de Mayahuel e os enterrou. Os astecas acreditam que foi a partir dos restos de Mayahuel que a primeira planta de Maguey (Agave) cresceu.

Honrando o deus do vento Asteca

Finalmente, vale a pena notar que os templos dedicados a Ehecatl tinham uma forma única. Como outros templos astecas, estes eram pirâmides, embora em vez de quadriláteros, suas plataformas são circulares, resultando em uma forma cônica.

Tem sido sugerido que esta forma pode ter sido destinada a representar Ehecatl como um furacão ou redemoinho, que é um aspecto temível do vento. Um desses templos foi descoberto em 2016 na Cidade do México, quando arqueólogos realizaram uma escavação debaixo de um supermercado que acabara de ser demolido.

Referencias:
  1. http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-3987892/Circular-temple-god-wind-uncovered-Mexico-City.html
  2. http://www.godslaidbare.com/pantheons/aztec/ehecatl.php
  3. https://www.thoughtco.com/aztec-creation-myth-169337
  4. https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/650-year-old-temple-aztec-wind-god-unearthed-under-supermarket-mexico-021094
  5. http://www.thewhitegoddess.co.uk/divinity_of_the_day/aztec/ehecatl.asp
  6. www.mexicolore.co.uk
  7. http://www.mexicolore.co.uk/aztecs/gods/study-the-wind-god
Kukulcán, o Deus Serpente dos Maias, Permanece Como um Legado da Civilização Outrora Poderosa
Kukulcán era o todo-poderoso deus serpente adorado pelos maias. Enquanto pouca informação permanece sobre as lendas e mitologia de Kukulcán - devido à trágica destruição dos códices maias pelos conquistadores espanhóis e sacerdotes católicos - as representações deste deus estão na arquitetura sobrevivente dos maias e permanecem como um legado duradouro desta civilização poderosa.

A Deidade Serpente Emplumada

Kukulcán, o Deus Serpente dos Maias, Permanece Como um Legado da Civilização Outrora Poderosa
Enquanto Kukulcán era uma divindade adorada pelos maias, seu conceito, isto é, uma divindade serpente emplumada, não era exclusivo da civilização maia. Ele era conhecido como Quetzalcóatl para os astecas e Gucumatz para o Quichés (um grupo maia localizado na atual Guatemala).

A ideia de um deus serpente emplumada na religião mesoamericana pré-colombiana remonta à época dos olmecas, a mais antiga civilização conhecida no México que floresceu por volta do século 15 ao século 5 aC. O deus serpente emplumada também é conhecido por ter sido adorado pelo povo de Teotihuacan, como fica evidente na proeminente representação dessa divindade no Templo da Serpente Emplumada, uma das maiores pirâmides do local antigo.

Espalhando o Culto ao Deus Cobra

Enquanto a deidade serpente emplumada pode ter sido adorada já no tempo dos olmecas, foram os toltecas que fizeram de seu culto um grupo pan-mesoamericano. Foi essa civilização pré-colombiana, que dominou o que é hoje a região central do México entre os séculos 10 e 12 dC, que difundiu o culto a esse deus ao conquistar seus vizinhos. É provável que os toltecas trouxessem esse deus para as terras dos maias, onde ele ficou conhecido como Kukulcán.

Alguns estudiosos acreditam que a grande cidade maia de Chichén Itzá foi conquistada pelos toltecas, enquanto outros acreditam que ela foi fundada por nobres toltecas exilados. Em qualquer caso, a influência tolteca pode ser sentida em Chichén Itzá, já que foram traçadas semelhanças entre o estilo arquitetônico da cidade e o de Tollan (conhecida hoje como Tula), a capital tolteca.

O templo de Kukulcán

A deidade serpente emplumada também foi apresentada aos maias, que é mais evidente na grande cidade maia de Chichén Itzá, no edifício conhecido como El Castillo, ou o Templo de Kukulcán. Esta é uma pirâmide de degraus que domina a paisagem de Chichén Itzá, que é óbvia baseada nas representações desse deus em sua arquitetura, em particular nas esculturas em pedra da cabeça de Kukulcán na base das escadarias da pirâmide.

Um dos aspectos mais interessantes deste templo é seu alinhamento astronômico. Durante os equinócios da primavera e do outono, os raios do sol interagem com as bordas dos degraus da pirâmide para projetar uma sombra ao lado da escada da estrutura. Essa sombra cria a ilusão de uma serpente gigante descendo a pirâmide. A cabeça de Kukulcán na base da escadaria certamente aumenta o efeito dessa ilusão.
Kukulcán, o Deus Serpente dos Maias, Permanece Como um Legado da Civilização Outrora Poderosa

Mitologia Perdida

Infelizmente, sabemos pouco sobre os mitos que cercam Kukulcán, e os estudiosos são incertos se eles se assemelham àqueles contados sobre Quetzalcóatl pelos astecas. Um dos mitos astecas sobre Quetzalcóatl afirma que este deus havia sido um sacerdote-rei de Tollan, mas foi exilado por Tezcatlipoca, o deus da noite.

Em uma versão do mito, Quetzalcóatl deixou a cidade, embarcou em uma jangada feita de cobras e navegou para o leste. Alguns sugeriram que essa lenda pode ter tido uma base histórica, e que a viagem de Quetzalcóatl para o leste pode corresponder à chegada dos toltecas na Península de Yucatán, que pode ser uma lenda comum compartilhada por Kukulcán e Quetzalcóatl.

Fontes:
  1.  https://gateway2thegods.com/2011/09/30/Maya-god/
  2.  https://www.ancient-origins.net/myths-legends-americas/rise-quetzalcoatl...
  3.  https://www.thoughtco.com/quetzalcoatl-feathered-serpent-god-169342
  4.  http://www.mexicoarcheology.com/chichen-itza-el-castillo/
  5.  https://www.thoughtco.com/facts-about-the-ancient-toltecs-2136274
  6.  https://www.britannica.com/place/Chichen-Itza
  7.  https://www.britannica.com/topic/Quetzalcoatl
  8.  https://www.atlasobscura.com/places/pyramid-kukulcan-chichen-itza
  9.  www.ancient-mythology.com
  10.  http://www.ancient-mythology.com/Maya/kukulkan.php
  11.  www.mexico.us
  12.  http://www.mexico.us/travel/information/about/the_Maya_god_kukulcan/
Tlazoltéotl: Uma Antiga Padroeira e Purificadora Para Todas as Coisas Sujas
Tlazoltéotl era uma deusa da terra no panteão dos astecas, embora sua área de influência seja um pouco mais ampla e incomum do que algumas deusas da terra e fertilidade. A sujeira era seu domínio e ela encorajava e ajudava a “purificar” o comportamento imoral.

Parece que a Tlazoltéotl era originalmente uma deusa dos Huastecas, mas havia algo que a diferenciava e ela mais tarde foi adotada pelos astecas. Aqueles que estavam perto da morte, como os velhos e os doentes, seriam encorajados a confessar seus pecados a ela, e ela devoraria essas más ações, purificando-as e preparando-as para a vida após a morte. Além disso, a Tlazoltéotl também foi associada à fertilidade e ao nascimento.

"Divindade Imunda"

Tlazoltéotl: Uma Antiga Padroeira e Purificadora Para Todas as Coisas Sujas
O nome "Tlazoltéotl" pode ser traduzido para significar "divindade imunda", e essa deusa também era conhecida como Ixcuina ou Tlaelquani. Como seu nome indica, Tlazoltéotl era uma deusa da sujeira, que pode ser vista em seus quatro disfarces, cada um associado a um estágio particular da vida.

Em seu primeiro disfarce, que corresponde à deusa quando jovem, Tlazoltéotl era uma tentadora despreocupada. À medida que envelhecia, Tlazoltéotl adquiriu seu segundo aspecto como uma deusa do jogo e da incerteza. Na sua meia-idade, Tlazoltéotl assumiu o disfarce de uma deusa que tinha o poder de absorver os pecados dos seres humanos. Finalmente, em sua velhice, Tlazoltéotl era uma bruxa que predava jovens.

A Tlazoltéotl é conhecida por inspirar comportamento imoral nas pessoas, levando-as a praticar atos sexuais ilícitos. No entanto, ela também era capaz de perdoar aqueles que cometeram os atos. Tem sido apontado que o adultério era punível com a morte na sociedade asteca, embora o agressor pudesse escapar desse destino confessando seus pecados à deusa. Pode-se acrescentar, no entanto, que tais confissões só funcionavam uma vez na vida de uma pessoa, por isso as pessoas tentavam adiar o tempo que podiam.

Tlazoltéotl - A Deusa com Lábios Enegrecidos

Parece que o ritual necessário para obter o perdão de Tlazoltéotl era longo e complicado. Primeiro, um padre da deusa tinha que consultar seus livros e calendários para determinar um dia adequado para ir à casa de alguém que desejasse confessar. Quando o padre ia à casa, o penitente se despojava e confessava seus pecados com sinceridade e contrição, depois do que o padre prescrevia um jejum para a purificação do corpo. O ofensor também escolheria seu auto sacrifício para executar. Depois disso, o penitente iria ao templo de Tlazoltéotl, onde rezava e mentia nu no chão, em um papel pintado de preto por uma noite.

O ritual terminava na manhã seguinte, quando o penitente acordou renascido e purificado, pois seus pecados haviam sido consumidos pela deusa. Devido à crença de que a deusa comia sujeira, Tlazoltéotl é comumente representada com lábios enegrecidos.

Vida Nova e Algodão

Além do ato de purificação, a Tlazoltéotl também estava relacionada com o parto, e era considerada o patrono das esposas. Em algumas representações artísticas da deusa, Tlazoltéotl é retratado como uma mulher dando à luz um bebê. O papel de Tlazoltéotl como deusa da terra ou deidade da fertilidade também faz sentido quando se interpreta a imundice associada a ela como matéria orgânica apodrecida, e que sua conexão com o parto é um símbolo da nova vida.

Por fim, a Tlazoltéotl também era associada a um determinado produto agrícola - o algodão, assim como as atividades que o cercam. Em certas representações de Tlazoltéotl, a deusa usa um toucado que contém dois fusos de algodão não-fiado.

Esta conexão com o algodão está no fato de que esta planta era plantada em grandes quantidades pelo Huastecas. Além disso, tecidos têxteis de algodão eram importantes como meio de troca, e, portanto, a fiação de algodão e a tecelagem de tecidos eram atividades importantes (aliás, realizadas principalmente por mulheres) que exigiam uma deusa para supervisionar.

Referencias: