O Dia do Saci-Pererê
Você sabia que o Dia do Saci-Pererê foi criado pelo governo do Brasil em 2005 com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou “Halloween”, da cultura americana.

Apesar do Dia do Saci ainda não ser muito comemorado pelos brasileiros, em cidades como a Presidente Prudente, em São Paulo, o dia já virou tradição e os moradores e turistas se divertem.

Na cidade histórica de São Luiz do Paraitinga , no interior de São Paulo, o  Dia do Saci-Pererê toma as ruas da cidade e outros personagens nacionais como a Mula-sem-cabeça, o Boitatá e Cuca também aparecem através das manifestações artísticas populares.

Mas, você sabe quem é o Saci-Pererê?
O Dia do Saci-Pererê
O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro que originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil. Ele possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.

Inicialmente, o Saci-Pererê era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico. Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo e ganhou da mitologia europeia, um gorrinho vermelho. A principal característica do Saci-Pererê é a travessura.

Muito brincalhão, ele se diverte com os animais e com as pessoas, muito moleque ele acaba causando transtornos como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e outras.

Segundo a lenda, o Saci-Pererê está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre eles. Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.

Diz também a lenda, que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Em algumas versões da lenda, o Saci-Pererê aparece com as mãos furadas.

De acordo com a lenda, a noite todos os sacis do mundo se encontram para planejarem as travessuras que irão fazer.

O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.
O riquíssimo folclore do Brasil
O conceito de folclore se fundamenta no conjunto de crenças, lendas, festas, superstições, artes, costumes e tradições de um povo. 

De origem inglesa, o folclore é uma palavra originada pela junção das palavras folk, que significa povo; e lore, que significa sabedoria. 

O folclore do Brasil é riquíssimo, um dos mais ricos do mundo. Para sua formação, colaboraram principalmente, além do elemento nativo (o índio), o português e o africano. Estes três povos constituíram, podemos dizer, as raízes de nossa cultura.

Posteriormente, imigrantes de outros países, como Itália e Alemanha, deram sua contribuição ao nosso folclore, tornando-o mais complexo e mais rico.

A tendência dos costumes de povos diferentes é, quando estes se relacionam de modo íntimo, construir expressões híbridas, ou seja, suas culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular.

Como os grupos humanos influenciam uns aos outros, podemos dizer que o folclore não é uma ciência estática, morta. Ao contrário, ele é dinâmico, pois além de pesquisar o passado, tem de estar atento às transformações do presente.
O riquíssimo folclore do Brasil
O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro.

A seguir, então, será narrada uma idéia geral dos vários desdobramentos do nosso folclore:
  • Linguagem Popular: gíria, apelidos ou alcunhas, legendas, linguagem especial ou cifrada, metáforas, frases feitas. Além da palavra há a mímica e os gestos. Assim, nós temos expressões utilizadas em todo o país (“tirar o pai da forca”, “está se virando”), compreendidos por todos, e expressões regionais, somente entendidas pelos habitantes da região (“gineteando” RS “Fute” dito na região NE).

  • Literatura Oral: poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances, parlendas, adivinhas, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente;

  • Lúdicos: são os folguedos populares tradicionais, os jogos, os brinquedos e brincos. Exemplos: Bumba-meu-boi (NE), Caboclinhas (PB e RN), Cavalhadas (RS, AL, PR e SP), Ciranda (PE), Congada (SP, ES, BA, MG, GO, PR, RS), Cordões de Bicho (AM), Fandango, conhecido em todo o Brasil e, ainda Guerreiros, Mamulengo, Maracatu, Moçambique, Pastoril, Quilombo e Reisado.

  • Música: a música folclórica está presente em quase todas as manifestações populares. A serenata, coreto, cantigas de rixa, bendito, cantigas de cego, cantos de velório e cânticos para as almas são formas de músicas folclóricas.

  • Crendice: (Superstições) as de caráter ativo se manifestam em regiões, cultos dos santos, seitas, cultos de fetiches; e as de caráter passivo nos presságios, esconjuros, orações, tabus e totemismos. Contam com patuás, relíquias, amuletos, talismãs, bentinhos e santinhos.

  • Usos e Costumes: ritos de passagens, usanças agrícolas, pastoris, medicina rústica e trajes.

  • Artes Populares e Técnicas Tradicionais: culinárias, rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.

A comemoração do Dia do Folclore é a 22 de agosto, data em que a palavra folclore foi empregada pela primeira vez.
Diferenças Entre Mitos e lendas
Não raro, os termos mito e lenda são empregados erroneamente como sinônimos. Embora os dois tenham uma relação e possuam elementos comuns, fazendo parte da tradição oral dos povos, são manifestações diferentes.

Tanto o mito como a lenda são narrações que contam ou explicam determinados episódios históricos ou religiosos de uma determinada comunidade, porém, existem diferenças entre os dois.

Os mitos

Diferenças Entre Mitos e lendas
O mito é uma narração de caráter fantástico, normalmente protagonizada por personagens sobrenaturais e heroicos, sendo usado para explicar fatos da realidade e fenômenos naturais que não eram compreendidos pelos povos antigos.

Este tipo de narração procura explicar a origem do mundo, os fenômenos da natureza ou determinados aspectos religiosos vinculados a uma comunidade ou civilização, com a utilização de simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis, misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que existiram de fato.

Confira a seguir as características dos mitos:
  • Possui caráter explicativo ou simbólico;
  • Busca explicar as origens do mundo e do homem por meio personagens como deuses ou semi-deuses;
  • Explica a realidade por meio de suas histórias sagradas, que não possuem embasamento para serem aceitas como verdades.
A mitologia agrupa todos os mitos de uma determinada comunidade ou civilização. Dentre os mitos mais populares estão a caixa de Pandora, os mitos dos deuses que deram nome aos planetas do Sistema Solar e o mito de Excalibur.

As lendas

As lendas são relatos folclóricos transmitidos oralmente, com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. As histórias são fantásticas e são criados com elementos de ficção que podem ser baseadas em algum acontecimento histórico.

As lendas são contadas ao longo do tempo e podem ser modificados pela imaginação das pessoas e, por este motivo, uma mesma lenda pode ser diferente entre uma população e outra, adaptando-se às circunstâncias de cada comunidade.

Este tipo de narração costuma servir para explicar algum acontecimento histórico ou de uma determinada comunidade. Também possuem um caráter literário e existem livros com este tipo de histórias.

Confira a seguir as características das lendas:
  • Ocorre a mescla da realidade dos fatos com fantasia ou ficção;
  • Faz parte da tradição oral;
  • Os fatos reais e históricos servem como suporte às histórias;
  • Por serem repassadas oralmente, sofrem mudanças ao longo do tempo.
A lenda do cavalo de Tróia é um exemplo universal deste tipo de narração. No Brasil, podemos destacar as lendas da Cuca, Saci Pererê, Curupira ou Caipora, Mula-sem-cabeça, Boitatá e Pisadeira.

Autor: Débora Silva
Graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)
Qual a diferença entre mitos, lendas e fábulas?
Muitas pessoas me perguntaram qual a diferença entre um mito, lenda, fábula e contos populares?

Mitos, lendas e fábulas são histórias antigas escritas para adultos e crianças. Histórias populares ou de fadas foram escritas especialmente para crianças.

O que são mitos?

Os mitos são histórias inventadas que tentam explicar como nosso mundo funciona e como devemos nos tratar. Os mitos geralmente foram definidos há muito tempo, antes da história, como conhecemos, ser escrita.

As pessoas sempre fizeram perguntas como "Como nosso mundo veio a existir?" Ou "Por que os tornados acontecem?" Alguns mitos responderam a essas questões.

Em outros mitos, deuses ou "super-seres" usaram seus poderes para fazer eventos acontecerem. Ou as histórias eram as aventuras de deuses, deusas, homens e mulheres.

Qual a diferença entre mitos, lendas e fábulas?

Esses mitos descreveram as grandes coisas que aconteceram com as pessoas e as escolhas que eles fizeram. Eles podem ser sobre triunfo (alcançar alguma coisa), tragédia (perder alguma coisa), honrar (fazer a coisa certa), ser corajoso mesmo quando você está assustado, ou ser tolo e cometer erros. As pessoas podem ser heróis nessas histórias e deuses e deusas podem usar seus poderes para ajudá-los ou tornar as coisas mais difíceis para eles.

Em todo o mundo, os mitos foram compartilhados por grupos de pessoas e se tornaram parte de sua cultura. Os contadores de histórias passaram as histórias de geração em geração e através das famílias.

Alguns mitos são contados em muitas culturas, mas com variações nos eventos ou personagens. Por exemplo, a maioria das culturas, tribos ou grupos de pessoas tem sua versão de como nosso mundo veio a existir.

Para as pessoas da antiguidade, os mitos eram como a ciência porque explicaram como os eventos naturais funcionam. Hoje, nem sempre sabemos se os mitos são verdadeiros ou não. Algumas das histórias ou personagens podem parecer impossíveis, e a ciência nos dá explicações diferentes para algumas de nossas perguntas. Mas as pessoas em todo o mundo ainda gostam de ler mitos e todos nós gostamos de pensar sobre o que eles podem significar.

"Mito" vem da palavra grega "mythos", que significa "boca a boca".

O que são lendas?

As lendas também são histórias que foram inventadas, mas são diferentes dos mitos. Os mitos respondem perguntas sobre o funcionamento do mundo natural, e são definidos há muito tempo atrás, antes do histórico ter sido escrito.

As lendas são sobre pessoas e suas ações ou atos. As pessoas viveram nos últimos tempos e são mencionadas na história. As histórias são contadas para um propósito e são baseadas em fatos, mas não são completamente verdadeiras.

Ou a pessoa nunca realmente fez o que a história diz, ou os eventos históricos foram alterados. O objetivo era tornar a história mais interessante ou convincente, ou ensinar uma lição, como saber o que é certo do errado.

Exemplos de pessoas em lendas inglesas são o rei Arthur, Robin Hood e a rainha Boadicea. Um homem que pode ter sido o rei Arthur é conhecido por ter vivido no século 5 ou 6. Mas as histórias sobre os Cavaleiros da Mesa Redonda e Merlin, o Mágico, podem não ser verdadeiras. O ponto da história era que os cavaleiros e o rei deles defenderam o povo e os ajudaram.

O caráter e os atos de Robin Hood podem ter sido baseados em outra pessoa. Robin de Loxley morava em Nottinghamshire em torno da época da história, e ele ajudou os pobres. Mas ele morava na floresta de Nottingham com um bando de ladrões? Provavelmente não, mas ajudar outras pessoas é importante e a lenda não foi esquecida.

Boadicea foi a primeira rainha do sexo feminino na Grã-Bretanha. A história nos diz que ela viveu no século I e levou o povo a sua luta contra os romanos quando eles invadiram. Os romanos ganharam e conquistaram a Grã-Bretanha. Boadicea foi capturada e morreu na prisão, mas as lendas dizem que ela escapou e lutou. Esta história teve como objetivo encorajar pessoas em países invadidos pelos romanos, resistir e lutar.

Como mitos, as lendas são transmitidas de geração em geração.

Como usamos a palavra "lenda" hoje

Hoje as pessoas usam a palavra "lenda" de uma maneira diferente quando falam sobre pessoas e suas ações. Elas podem descrever um jogador de basquete, jogador de futebol, lutador ou corredor como uma "lenda esportiva" ou um ator como uma "lenda do filme".

O que significa é que a pessoa é famosa por suas habilidades ou coisas que eles fizeram. Isso é semelhante ao uso anterior da palavra e às histórias das lendas.

O que são fábulas?

Uma fábula é outro tipo de história, também transmitida de geração em geração e contada para ensinar uma lição sobre algo.

Fábulas são sobre animais que podem falar e agir como pessoas, ou plantas ou forças da natureza, como trovões ou vento. As plantas podem se mover e conversar e as forças naturais fazem com que as coisas aconteçam na história por causa de sua força.

As fábulas mais famosas foram escritas por um homem chamado Esopo. Nós as conhecemos como fábulas de Esopo, e ele escreveu mais de 600 delas.

Recuperei algumas das Fábulas favoritas de Esopo para você. Você pode ler sobre a raposa que pensou que era mais esperta do que o gato, ou como a tartaruga ganhou uma corrida contra a lebre.

O que são contos de fadas?

Os contos de fadas são histórias escritas especialmente para crianças, muitas vezes sobre personagens mágicos, como elfos, fadas, goblins e gigantes. Às vezes, os personagens são animais.

Hans Christian Andersen é famoso por escrever contos de fadas. Ele nasceu na Dinamarca em 1805. Exemplos de suas histórias são "A pequena sereia", "Thumbelina (A Polegarzinha) " e "Os sapatos vermelhos".

Em Copenhague, há uma estátua da pequena sereia, sentada em uma rocha na praia do porto, em memória do escritor.

Jakob e Wilhelm Grimm eram irmãos, nascidos na Alemanha em 1785 e 1786. Eles são famosos porque colecionaram muitos velhos contos de fadas de diferentes partes da Alemanha e os escreveram para que as pessoas pudessem ler. Nós os conhecemos como os Irmãos Grimm e sua coleção inclui "Cinderela" e "O Príncipe Sapo".
O que é um Mito?
Quando você olha para o céu, você pode ver o sol, a lua, as nuvens, os meteoros, os cometas, os planetas e as estrelas. Você pode reconhecer certos padrões de estrelas, chamados de constelações, como a Ursa Maior e a Ursa Menor, Cruzeiro do Sul, Cães de Caça etc.

Você pode conhecer os nomes dos nove planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.

Você sabia que muitos dos nomes desses corpos celestes provêm de mitos?

O que são mitos?

O que é um Mito?
Uma simples definição de um mito é: "uma história transmitida através da história, muitas vezes através da tradição oral, que explica ou dá valor ao desconhecido".

Os mitos são muitas vezes histórias contadas por pessoas particulares, como índios, egípcios, gregos, romanos e outros. Veja nesse artigo O que são mitos, lendas e contos populares?

Eles estão especialmente ligados a crenças e rituais religiosos. Acredita-se que os rituais invocam um tipo de magia que ajudaria o crescimento das culturas, asseguraria o sucesso na guerra, ajudaria a alcançar a prosperidade ou a fazer escolhas e promover a estabilidade na terra.

Se nada mais, quando as pessoas pensavam que os deuses preferiam um empreendimento, eles se aproximaram com uma atitude positiva que por si só, por vezes, segurou o sucesso.

Músicas, poemas e histórias ajudam a explicar como as pessoas adquiriram coisas básicas como a simples fala, fogo, grãos, vinho, petróleo, mel, agricultura, trabalho em metal e outras habilidades e artes.

Um mito é uma tentativa de explicar outras coisas também, como um certo costume ou prática de uma sociedade humana (por exemplo, um rito religioso), ou um processo natural, como o movimento diário aparente do sol através dos céus.

Em sua imaginação, os gregos dos tempos antigos viram um deus (Apollo) dirigindo uma carruagem dourada desenhada por cavalos ardentes e arrastando o sol pelo céu.

Desertos e montanhas cobertas de neve foram criados quando seu filho, Faetonte, tomou a carruagem para um passeio e não conseguiu controlar os cavalos fortes. Enquanto sabemos hoje, por que o sol e a lua estão em vários lugares do céu durante várias ocasiões de um dia, ainda assim, nós dizemos que o sol ou a lua se levanta ou se põe.

Os mitos foram usados para ensinar o comportamento humano que ajudou as pessoas a viverem em concerto um com o outro.

Os deuses míticos certamente tiveram algum comportamento estranho e não aceitável, mas as histórias muitas vezes demonstraram tópicos como a necessidade de hospitalidade (conto de Philemon e Baucis) ou a necessidade de manter o orgulho sob controle (Narciso).

Nos olhos dos deuses, o orgulho excessivo ou arrogância, era a pior ofensa e merecia a pior punição. (História de Niobe)

Os mitos, então, são histórias sobre certos personagens - deuses, deusas, homens, mulheres e, especialmente, heróis.

As histórias de suas aventuras, sejam triunfos ou tragédias, contos de honra ou contos de vingança, foram transmitidas por contadores de histórias de geração em geração.

Nesta tradição oral, as histórias muitas vezes se tornaram distorcidas, de modo que, na leitura das mitologias de hoje, há muitas variações na mesma história. No entanto, a moral continua a ser a mesma.

Os mitos continuam sendo contados hoje. George Washington foi mitologizado pelo Parson Weems na história da cerejeira, um evento que nunca aconteceu, mas foi usado para ilustrar uma verdade moral sobre o personagem do jovem George.

Histórias são contadas sobre outros americanos famosos, como Ben Franklin e Abraham Lincoln, tornando-os maiores que a vida e os heróis em nossas mentes. Outros mitos americanos incluem as histórias de Paul Bunyan, John Henry e "The Little Engine That Could", que demonstram que grandes coisas podem ser realizadas através da autoconfiança.

Nos mitos antigos, os deuses são imortais - eles nunca morrem. Os deuses alcançam e tocam as vidas de seres humanos mortais, às vezes ameaçando-os, punindo-os ou ajudando-os.

As histórias são tópicos para ótimas artes, literatura e música. São usadas em propagandas, em caricaturas políticas, até nomes de organizações ou empresas.

Conhecer os mitos antigos torna o estudo de arte e literatura mais interessante e divertido!
O que são mitos, lendas e contos populares?
A narração de histórias é comum a todas as culturas. A maioria das pessoas gostam de ouvir histórias.

Os contadores de histórias atenderam à necessidade de uma "boa história" desde o início da civilização.

A maioria das pessoas tem sua própria história favorita desde a infância e, muitas vezes, essas histórias são fascinantes e assustadoras. Essas histórias incluem lendas, mitos e contos populares.

O que são lendas?

O que são mitos, lendas e contos populares?
Uma lenda é uma história semiverdadeira, que foi transmitida de pessoa para pessoa e tem significado ou simbolismo importante para a cultura em que se origina.

Uma lenda geralmente inclui um elemento da verdade, ou é baseado em fatos históricos, mas com "qualidades míticas".

As lendas geralmente envolvem personagens heroicos ou lugares fantásticos e muitas vezes abrangem as crenças espirituais da cultura em que se originam.

O que são mitos?

Um mito é uma história baseada em tradição ou lenda, que tem um profundo significado simbólico.

Um mito "transmite uma verdade" para quem o conta e ouve, em vez de necessariamente registrar um verdadeiro evento. Embora alguns mitos possam ser relatos de eventos reais, eles se transformaram por um significado simbólico ou mudaram-se no tempo ou no lugar.

Os mitos são frequentemente usados ​​para explicar os começos universais e locais e envolvem seres sobrenaturais.

O grande poder do significado dessas histórias, para a cultura em que eles se desenvolveram, é uma das principais razões pelas quais eles sobrevivem - às vezes por milhares de anos.

O que são contos populares?

Um conto popular é uma história popular que foi transmitida em forma falada, de uma geração para a outra. Normalmente, o autor é desconhecido e muitas vezes há muitas versões do conto.

Os contos populares compreendem fábulas, contos de fadas, lendas antigas e até "lendas urbanas".

Mais uma vez, alguns contos podem ter sido baseados em uma verdade parcial que foi perdida ou escondida ao longo do tempo. É difícil classificar contos populares precisamente porque se encaixam em muitas categorias.

Qual a diferença entre lendas, mitos e contos populares?

Os mitos, as lendas e os contos populares são difíceis de classificar e muitas vezes se sobrepõem.

Imagine uma linha (ou continuidade), com um conto histórico baseada em fatos em uma extremidade e mitos ou contos populares culturais no outro; a medida que você progride para o fim da linha mítico / folclórico, o que um evento simboliza para as pessoas, ou o que sentem sobre isso, torna-se de maior significado histórico do que os fatos, que se tornam menos importantes.

No momento em que você alcança a extremidade do espectro, a história tomou uma vida própria e os fatos do evento original, se houver algum, tornaram-se quase irrelevantes. É a mensagem que é importante.
Lendas do Brasil
lendas-do-brasilProveniente do latim legenda, do verbo legere = “ler” (e, por extensão, “algo digno de ser lido”), era esse o termo usado para designar as histórias sobre santos que eram narradas nos refeitórios dos conventos ou em cultos religiosos com o escopo de se estabelecerem edificantes referenciais com que se deveriam identificar os ouvintes.

As lendas Brasileiras são originárias da mistura dos povos, da nossa colonização, da nossa cultura.

As lendas não são mentiras, e nem verdade absolutas, são histórias que passam por gerações, e nelas são acrescentados elementos, mas contudo resistem ao tempo e povoam o imaginário, são como livros , só que não são lidas e sim ouvidas.

Mito é o Personagem a qual a lenda trata, pois a Lenda é a História sobre o determinado Mito.
Lendas mais comuns nas regiões do Brasil:

Região Norte


- O Boto
- Vitória-Régia
- Curupira ou Caipora
- Mapinguari
- Boitatá
- Saci-Pererê
- A Origem do Pirarucu
- A Origem do Peixe-Boi
- Capelobo
- Mula- Sem- Cabeça
- Lobisomen
- A Origem da Mandioca
- Onça Maneta
- Onça- Boi
- A origem da Lua
- A Origem do Guaraná
- Iara
- Cuca - A origem do Sol
- O Diabinho da garrafa
- Cobra -Honorato
- Matita Perêra
- Bicho Papão

Na Região Nordeste:


- Vaqueiro Misterioso
- Negro D’Água
- Cabra Cabriola
- Cuca
- O Diabinho da garrafa
- Quibungo
- Lobisomen
- Saci-Pererê
- Capelobo
- Mula- Sem- Cabeça
- Origem da Mandioca
- Caipora e Curupira
- Bicho- Papão
- Bicho-Homem
- Cabeça de Cuia

Na Região Centro-Oeste:
- Saci- Pererê
- Nedro-D’Água
- Caipora e Curupira
- Arranca-Línguas
- Onça maneta
- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Diabinho da Garrafa
- Pai do Mato

Na Região Sudeste
- Onça maneta
- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Procissão das almas
- Mão cabeluda
- Caipora e Curupira
- O Diabinho da garrafa
- Quibungo
- Saci-Pererê
- Mula- Sem- Cabeça

Na região Sul

- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Saci-Pererê
- Mula- Sem- Cabeça
- O Diabinho da garrafa
- A Gralha Azul
- O Negrinho do Pastoreio
- Procissão das almas
- Mão cabeluda
- Caipora e Curupira
- João de Barro
- Pé de Garrafa
Parlendas: Versos e Diversão

ParlendasO que são parlendas?

As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças.

Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algumas delas, foram criadas, há décadas.

Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.

Exemplos de parlendas populares

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
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Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo
com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
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Um elefante amola muita gente...
Dois elefantes... amola, amola muita gente...
Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...
Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...
(continua...)
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– Cala a boca!
– Cala a boca já morreu
Quem manda em você sou eu!
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- Enganei um bobo...
Na casca do ovo!
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Fui à feira
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja
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Uma pulga na balança
Deu um pulo
E foi a França
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Era uma bruxa
À meia-noite
Em um castelo mal-assombrado
Com uma faca na mão
Passando manteiga no pão
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Chuva e Sol,
Casamento de espanhol
Sol e chuva
Casamento de viúva
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Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador
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Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.
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Rei, capitão,
soldado, ladrão.
moça bonita
Do meu coração
Folclore, mitos e lendas

Folclore, mitos e lendasO que é Folclore?

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas.

O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

O que são lendas?

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia.

As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

O que são mitos?

Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo.

Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.
Lendas Indígenas
Lendas IndígenasAs lendas indígenas são histórias fantásticas cheias de mistério sobrenatural, ligadas à feitiçaria e à magia.
  
Nas nações indígenas essas histórias são muito importantes, possuem o poder de doutrinar os índios jovens e arredios.

Algumas dessas histórias foram criadas a partir de fatos verídicos, acontecidos nas regiões onde viveram seus heróis antepassados, que se sobressaíram dentre os membros de sua tribo, pelo poder, beleza, bondade, caridade, ou outros feitos, e tornaram-se encantados.
  
Outras referem-se à flora e fauna da região, pois segundo suas crenças, tanto as plantas como os animais, os rios, os igarapés, os lagos, as cachoeiras e o mar, possuem os seus protetores que exigem respeito e inspiram temor.
  
Dentre as lendas mais conhecidas estão:

Anhagá

É um gênio andante, espírito arredio ou vagabundo, destinado a proteger os animais das matas. Ele aparece sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo. Quando um caçador persegue um animal que está amamentando, corre o risco de ser atacado pelo Anhangá.  

O Boitatá

É uma cobra de fogo "boiguaçu", que aparece deslizando pelas matas, espalhando clarões na noite. Quando morre, espalha uma luz que tem na barriga pela escuridão da noite carregada pelo vento.

Essa luz é proveniente dos olhos dos animais de que ela se alimenta, principalmente dos gatos, que ela digere, mas conserva a luz. Às vezes o boitatá anda a pé, como um fantasma branco e transparente, de olhos grandes e furados, assustando animais e viajantes.  

O Boto

É o mais importante habitante encantado do rio Amazonas. Nas altas horas da noite, propriamente à meia noite ele se transforma em gente.
Anda em cima dos paus das beiradas do rio, de preferência sobre os buritizeiros tombados nas margens.
  
Veste roupa branca e usa um chapéu branco para ocultar uma abertura no alto da cabeça por onde sai um forte cheiro de peixe e hálito de maresia. Ele aparece nas festas tão elegante que encanta e seduz as donzelas. Dança a noite toda com as mais jovens e mais bonitas da festa. Sai com elas para passear e antes da madrugada pula na água e volta à forma primitiva de peixe, deixando as moças sempre grávidas.
  
Além de sedutor e fecundador é conhecido também como o pai das crianças de paternidade desconhecida, pois as mães solteiras o acusam de ser o pai de suas crianças.
O Boto-homem é obcecado por mulheres, sente o cheiro feminino a grandes distâncias. Para evitar que ele apareça esfrega-se alho na canoa, nos portos e nos lugares onde ele gosta de aparecer.  

O Caipora

É um menino escuro pequeno e rápido, cabeludo e feio, fuma cachimbo, e sua função é proteger os animais da floresta, os rios, as cachoeiras.
  
Vive sondando as matas montado num porco, sempre com uma longa vara na mão. Quando o caçador se aproxima o caipora pressente sua chegada através do vento que lhe agita os cabelos. Então sai a galope no seu porco fazendo o maior barulho para espantar os veados, os coelhos, as capivaras e outros animais de caça.

As vezes, o caçador, sem ver direito, corre atrás do próprio caipora que montado em seu porco faz zigue-zagues pelo mato até perder-se de vista.  

O Cairara

Na tribo dos Bororós havia um pajé muito sábio. Ele vivia triste por ser gordo e por isso todos o chamavam de cairara. Certo dia, ele descobriu uma erva que os macacos comiam e os conservavam sempre esbeltos e ágeis. Resolveu tomar um chá feito da erva, para ver se ficava esbelto como os macacos.
  
Durante sete dias ingeriu a porção. Ficou esbelto, os cabelos finos se alongaram, as pernas encolheram. Ficou assustado quando viu que até um rabo começou a aparcer. Parou de beber a droga, mas a transformação continuou.
  
Hoje o cairara é uma espécie de macaco fino, inteligente e engenhoso que vive nas matas da Amazônia.  

A cidade encantada

No Maranhão um pouco abaixo do rio Gurupi existe uma grande pedra negra. Os barcos de caboclos nunca passam à noite próximo a ela. Esta pedra tem uma grande caverna.

Dizem que antigamente existiu uma cidade nesse lugar e o mar cobriu tudo, ficando só a ponta da pedra de fora. À noite se ouvem sons de instrumentos de música e até repiques de sino sair da pedra.  

O Curupira

É um ser do tamanho de uma criança de seis a sete anos, anda nu, é peludo como o bicho preguiça, tem unhas compridas e afiadas, o calcanhar para frente e os pés para trás.
Toma conta da mata e dos animais mora nos buracos das árvores que tem raízes gigantescas, muito comuns da floresta amazônica.
  
Ele ajuda os caçadores e os pescadores que fazem o seu pedido e em troca oferecem-lhe cachaça, fósforo e fumo. Este ofertório é para que o indivíduo tenha fartura nas caçadas, pescarias e roçados.
  
As pessoas que não tem devoção para com ele sentem medo, enjôo e náuseas a quilômetros de distância dele. Com essas pessoas ele brinca fazendo com que elas se percam na mata.
Para se livrar do curupira deve-se cortar uma vara fazer uma cruz e colocar em um rolo de cipó tumbuí, bem apertado. Ele vê esse objeto e procura desmanchar o enrolado, enquanto ele fica entretido a desmanchar o enrolado a pessoa tem tempo para fugir.  

A galinha grande

Nas estradas pouco trafegadas aparece um animal, sob a forma de uma galinha, acompanhado de uma grande ninhada de pintinhos.

A galinha e os pintinhos vivem mariscando, e quando avistam ou são avistados por alguém, começam a crescer e acabam atacando o viajante, que tem que se defender com armas até eles desaparecerem.  

O guaraná

Numa aldeia indígena um casal teve um filho muito bonito, bom e inteligente. Era querido por toda a tribo. Por isso Jurupari, seu pai, começou a ter raiva dele, até que um dia transformou-se em uma cobra, permanecendo em cima de uma árvore frutífera.
  
Quando o menino ainda criança foi colher um fruto desta árvore, a cobra atirou-se sobre ele e o mordeu. Sua mãe já o encontrou sem vida. Ela e toda tribo choraram muito. Enquanto isso, um trovão rebombou e um raio caiu junto ao menino. Então a índia-mãe disse:

- É Tupã que se compadece de nós. Plantem os olhos de meu filho, que nascerá uma fruteira, que será a nossa felicidade.

Assim fizeram e dos olhos do menino nasceu o guaraná.  

Iara ou Uiara

É uma ninfa que habita as águas dos rios, dos lagos e das cachoeiras. Conhecida como a dama das águas ou mãe d'água.
 
Possui grande encanto e beleza, apresenta-se sob a forma de uma sereia, metade mulher e metade peixe.

Com a sua formosura atrai o homem, deixando-o tonto de tanta paixão, e leva-o para o seu palácio encantado, que fica no fundo das águas e mata-o, depois de usufruir de deliciosos momentos de prazer e núpcias funestos.  

O lobisomem

A lenda do lobisomem (meio homem, meio lobo), diz que um homem se transforma em um porco comum, de grande tamanho, e aparece sempre nos caminhos usados pelos habitantes da região, nos dias de lua cheia a partir da meia-noite, soltando uivos que apavoram as pessoas que ouvem.

Algumas pessoas o ouvem como se fosse um animal comendo ou roendo ossos. Quando isso acontece ele está preparado para atacar com suas unhas enormes e brigar com as pessoas que aparecem na rua.

Ele ataca também animais domésticos como cachorros, gatos, vacas, cavalos.  

A mandioca

Numa tribo indígena a filha do Tuxaua deu à luz a uma menina branca como leite. O Chefe quis matar a filha, mas um moço branco lhe apareceu em sonho e lhe disse que a mãe da criança não era culpada.
  
A criança logo depois que nasceu começou a andar e falar. Mas não viveu muito tempo. Antes de completar um ano, morreu sem ter adoecido. O Tuxaua mandou enterrá-la na própria aldeia, e a mãe todos os dias lhe regava a sepultura, sobre a qual nascera uma planta que deu flores e frutos. Os pássaros que os comiam ficavam embriagados.
  
Certa vez a terra abriu-se ao pé da planta e apareceram as raízes. Os índios as colheram e viram que eram brancas como o corpo de Mani, e deram o nome de Maníoca (casa de Mani) ou corpo de Mani. E à planta deram o nome de maniva (Mandioca).  

A princesa do lago

Por detrás da praia de Maiandêua, no município de Maracanã, existe um lago de águas claras e cristalinas, onde mora uma linda princesa loura, de uma beleza sem igual.

Ela aparece todas as noites, às margens da lagoa usando um lindo vestido branco, passeia vagarosamente pela beira do lago e depois desaparece  

Saci pererê

É um diabinho muito peludo, muito esperto e travesso. Ele aparece sempre às sextas- feiras, à noite, pulando com uma perna só e mostrando seus olhinhos brilhantes e os dentes pontiagudos.
  
Usa uma camisa e uma carapuça vermelha na cabeça e traz em uma das mãos um cachimbinho de barro.
  
Sua tarefa é carregar para uma mata muito distante, crianças desobedientes e manhosas, gorar ovos de ninhadas, queimar balões, azedar leite, fazer o milho de pipoca virar piruá, e atacar os viajantes, pedindo fumo e fogo. Se alguém recusar o seu pedido, ele faz tanta cócega que a pessoa morre de tanto rir.  

O uirapuru

Certa vez um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique, mas não podia aproximar-se dela. Então pediu a Tupã que o transformasse num pássaro. Tupã fez dele um pássaro de cor vermelho-telha. Toda noite ia cantar para sua amada. Mas foi o cacique que notou seu canto. Tão lindo e fascinante era o seu canto, que o cacique perseguiu a ave para prendê-la, só para ele.
  
O Uirapuru voou para bem distante da floresta e o cacique que o perseguia, perdeu-se dentro das matas e igarapés e nunca mais voltou. O lindo pássaro volta sempre canta para a sua amada e vai embora, esperando que um dia ela descubra o seu canto e seu encanto.  

O velho da praia

  Conta-se que uma casinha isolada na ponta sul da praia de Maracanã é mal-assombrada, pois pertence a um velho de longas barbas brancas, vestido com roupas velhas, apoiado a um grosso cajado de madeira, que aparece de vez em quando para expulsar quem quer que seja de sua casa e depois desaparece nas águas do mar.  

O velho e o bacurau

Um velho muito chato, vendo um bacurau (ave noturna) pular de um lado para outro, pôs-se a gritar.

- Tua boca é grande! Tua boca é grande! - Não, não é, respondeu o bacurau. Mas, como o bacurau ficou zangado, disse ao velho: - Vou te levar comigo! Vou te levar agora....

E agarrou o velho, levou-o para o meio do mato, subiu com ele bem para o alto. De repente soltou o velho. E ao sentir que ia se estrebuchar no chão abriu a boca e começou a gritar ... então o bacurau defecou na sua boca.
  
É por isso que boca de velho fede...  

A vitoria-régia

Contam que certa vez uma linda índia, apaixonada, quis transformar-seem estrela. Na esperança de ver seu sonho realizado, a linda jovem lançou-se às águas misteriosas do rio, desaparecendo em seguida.
  
Iaci, a lua que presenciou tudo, num instante de reflexão, apiedou-se dela por ser tão linda e encantadora. Deu-lhe como prêmio a imortalização aqui na terra. Por não ser possível levá-la para o reino astral, transformou-a em vitória-régia (estrela das águas), doou-lhe um adorável perfume e espalmou-lhe as folhas para melhor refletir sua luz, nas noites de lua cheia.
  
Fonte: MACHADO, Regina Coeli Vieira. Lendas Indígenas. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife.
Assassinando as lendas Brasileiras?
Assassinando as lendas Brasileiras?Mitos e lendas são estórias contadas oralmente através dos tempos. Permutando acontecimentos reais e históricos com acontecimentos alegóricos. As lendas e mitos procuram explicar muitas vezes acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Os mitos sempre possuem um forte artefato simbólico.

Os povos antigos não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, principalmente pelo fato da ciência que não era tão avançada quanto é hoje, não havia tecnologia para novos descobrimentos e criavam-se mitos com o propósito de dar sentido os acontecimentos do mundo.

Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar  as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo. Muitas lendas se perderam com o tempo, a magia dos contos e mitos que embalaram antigas gerações e tradições poéticas em nosso país.

Nosso folclore está morrendo, as fábulas e contos que nos levavam para o mundo imaginário através da literatura ou de estórias contadas no intuito de um universo de aprendizado interior.

A magia dos contos foi se consumindo ao longo dos tempos e em casa os pais já não contam lendas como, por exemplo, a do saci Pererê, Iara, Corpo-seco, Boitatá entre outras inúmeras lendas folclóricas. Em muitas cidades ainda persistem tais contos como um fator cultural e importantíssimo na riqueza de nosso país, hoje devastado por culturas tecnológicas, entre tantas que se reduzem à modernidade de um mundo consumista e não mais com o brilho da leitura ou de estórias contadas pelos pais ou avós.

Essa cultura do folclore Brasileiro faz a mente do ouvinte ou leitor despertar, tirando lições para o cotidiano. Estão assassinando coisas tão belas que fazem o ser humano ser auto-analítico, contemplar seu meio e viajar sobre forçar límpidas da imaginação necessária para se emocionar ou sorrir diante das dificuldades cotidianas.

No conjunto de tudo que podemos chamar de folclore de uma terra; a comida paralendas, danças, vestuário e muito mais, pergunto: Quantas crianças da atual geração conhecem algum cântico do nosso rico e vasto histórico de lendas brasileiras. O tempo resiste aos antigos que ainda lembram dos contos e ainda fazem-se enfeitiçado por eles. Mas nossas crianças, futuras gerações de um país inundado de costumes e culturas diversas.

A verdadeira cultura morre aos poucos perdidas nas amarras do tempo sobre as grandes cidades. O mito resiste ao tempo, caso contrário não seria um mito. Mas como resgatar essa beleza? Passando oralmente essa ampla cultura como era feita outrora, como é feito em alguns lugares distantes do Brasil.

O folclore é a cultura de um povo, de um país, de uma civilização. Essas fábulas são a essência histórica e o engrandecimento cultural, o desenvolvimento do intelecto dos futuros cidadãos do país. Se o país continuar vivendo na marginalidade cultural talvez aconteça o que nunca ninguém jamais imaginou; O assassinato do mito, o assassinato da interior de toda uma civilização e sua tradição, o assassinato da fantasia e dos contos que um dia fizeram questionar o medo ou espalharam estórias de amor.

As lendas soam de fato um aprendizado fantasioso, mas que além de sua magia faz o leitor navegar por mares questionáveis da imaginação e derrotar toda a deficiência de anticultural ainda eminente em nosso país nos dias atuais, deflagrada pela falta de oportunidade e desinteresse através das asas mórbidas das dificuldades do cotidiano.

Por Letícia de Castro